Ferramentaria Moderna

13 de agosto de 2014

Ferramentaria Moderna: Setor manteve vendas no semestre

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    O primeiro semestre para o setor de ferramentaria foi regular. As vendas não foram espetaculares, nem apresentaram índices muito negativos. Não faltaram encomendas, mas velhos problemas continuam a tirar o sossego das empresas do ramo. O quadro não deve sofrer alterações muito drásticas até o fim do ano.

    “Alguns fatores atrapalham bastante nosso desempenho”, resume Alexandre Fix, presidente da Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelações da Abimaq. Entre os problemas, talvez o mais grave seja o atual momento da economia. Há um clima de insegurança entre os empresários da indústria. “Isso inibe os investimentos”. Com a queda no número de novos projetos, se agrava outra questão citada com insistência pelos representantes do setor. “Estamos trabalhando com níveis de rentabilidade muito pequenos, os preços estão muito baixos”, salienta.

    As importações feitas dos países asiáticos continuam a importunar bastante, apesar de algumas medidas protetoras da indústria nacional, como o aumento da carga tributária instituída para os moldes estrangeiros. “O pior é que os países asiáticos estão melhorando a qualidade dos moldes que fabricam”. Os velhos questionamentos sobre o “custo Brasil” também não ajudam.

    Para quem trabalha com a indústria automobilística, há algumas agravantes. A queda na venda de veículos verificada nos primeiros meses do ano não estimula a chegada de novos modelos. O Inovar-Auto, programa lançado pelo governo federal para estimular os lançamentos de automóveis com projetos brasileiros, carece de falta de regulamentação.

    As montadoras, por sua vez, são especialistas em “espremer” a indústria de autopeças. Além de brigarem por preços reduzidos, elas têm um costume que gera insatisfação. No caso de peças feitas para novos modelos, pagam os fornecedores de autopeças só quando os veículos novos começam a circular. “Elas dão um sinal no início para os representantes da indústria de autopeças, mas estes não têm capital de giro para repassar às ferramentarias”. Os fabricantes de moldes sofrem com a prática. “Somos empresas pequenas”. Pelo sim, pelo não, a solução é continuar lutando. “Pelo menos o setor está vivo”, finaliza.



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