Ferramentaria Moderna

8 de julho de 2013

Ferramentaria Moderna: Setor conta com ampla variedade de coatings

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Nas linhas de produção, os moldes estão sujeitos a enfrentar problemas causados por questões diversas. Quando, por exemplo, a matéria-prima utilizada é um composto, as cavidades ficam sujeitas aos riscos e às ações de abrasão provocados pelas cargas. Determinadas resinas ou a água usada nos canais de refrigeração podem gerar corrosão. Peças com design complexo são difíceis de serem extraídas. Quando o transformador quer produzir peças com aparência espelhada, precisa contar com cavidades com polimento impecável. Superfícies texturizadas são bastante suscetíveis a acidentes que causam prejuízo ao acabamento desejado.

    Química e Derivados, Empresa tem 23 tipos de coberturas para moldes

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    Para evitar esses ou outros problemas, a saída, em determinadas situações, é aplicar camada de revestimento resistente às intempéries. A operação, conhecida como coating, pode ser realizada com distintas técnicas. As “paredes” de proteção podem ser feitas com diferentes materiais, selecionados de acordo com as condições de uso da ferramenta ou do interesse do proprietário do molde em investir mais ou menos recursos. As soluções podem ser temporárias ou resistirem durante toda a vida útil da ferramenta.

    Cada prestador de serviços, como não poderia deixar de ser, aponta seus métodos como os mais vantajosos. Uma empresa do ramo bastante conhecida é a Krüth, multinacional alemã com mais de quatro décadas de existência e há quinze anos com instalações no Brasil, em São Bernardo do Campo-SP. “Prestamos serviços com diferentes revestimentos e técnicas de aplicação”, conta Marcelo Dias, gerente comercial. Os materiais usados têm como base o cromo, o níquel ou o PTFE.

    A multinacional Oerlikon Balzers, nascida no principado de Liechtenstein, próximo da Alemanha, possui noventa centros de tratamento em 34 países. No Brasil, atua há quinze anos e tem quatro unidades, sendo a matriz em Jundiaí-SP. Ela oferece vários tipos de revestimentos com a tecnologia PVD (sigla em inglês de deposição física de vapor). “Para o segmento de moldes, os mais usados são nitreto de cromo, nitreto de titânio e nitreto de titânio/alumínio”, informa Rafael Lopes da Silva, gerente de produto.

    A Super Finishing, de São Bernardo do Campo-SP, empresa nacional com duas décadas no mercado, atua com o processo batizado de níquel duro. Com ele, reveste as peças com camadas da liga níquel-fósforo, o que proporciona uma série de características diferenciadas aos metais. Uma propriedade bastante valiosa é o aumento da dureza. “Em determinados aços, ela vai de 50 para 70 HRC”, diz Alberto Araujo da Silva, diretor comercial.

    Diferentes opções – O segmento do plástico é considerado importante para a Krüth, pois responde por 15% do faturamento da empresa. “Trabalhamos com todos os tipos de moldes metálicos. O serviço de coating é um dos mais requisitados”, informa Dias. Entre os clientes, a indústria de autopeças merece destaque. “Nascemos para atender as montadoras”, conta. Na área de moldes de injeção, o carro-chefe da empresa são os serviços combinados de texturização e revestimento. Ela também presta serviços para as ferramentarias interessadas em revestir superfícies lisas.

    A empresa oferece aos clientes várias opções. O coating mais antigo é o feito à base de cromo. A camada é aplicada na superfície do aço por meio de processo eletrolítico. Usado na manutenção de textura de moldes de polímeros compostos e de borracha, ficou um tanto ultrapassado em termos de tecnologia. “Não conseguimos obter camada com espessura muito uniforme”, diz o gerente comercial. Nem por isso deixa de ser requisitado. “Ele tem custo menor do que os demais processos.”

    Outra opção é a aplicação de camadas de níquel. Mais nobre que o cromo, o níquel é muito usado em ferramentas destinadas à produção de peças para a indústria da alimentação, pois evita contaminações. Tem ótimas propriedades antioxidantes. “É muito bom para moldes que trabalham com PVC, matéria-prima bastante corrosiva”, exemplifica. Também ajuda em casos de difícil extração. “É indicado para peças com poucos ângulos de saída.”

    O níquel pode ser aplicado de duas formas, por deposição eletrolítica ou com banhos químicos, nos quais as peças são mergulhadas em recipientes com soluções que contêm o material. Nos banhos, a solução em contato com o metal a ser tratado provoca uma reação química pela qual é depositada a cobertura. A vantagem desse método é a obtenção de camadas de espessura uniforme, que aumenta com o tempo de duração do banho.

    Outro tipo de banho oferecido é o de soluções de níquel enriquecidas com monômeros de PTFE. “A fórmula do banho tem volume de 18% a 22% de PTFE. Acima dessa proporção, o PTFE prejudica as características mecânicas do revestimento”, informa. A solução proporciona superfícies ainda mais antiaderentes. “Facilitam a extração e também o fluxo da resina nas cavidades dos moldes.” Dias lembra que o preço atrapalha a empresa na hora de oferecer o sistema níquel + PTFE. “Quando a empresa não faz a texturização com a gente e depois quer aplicar o revestimento fica caro, gira em torno de 70% do custo da textura”, diz.


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      Um Comentário


      1. Parabéns José Paulo Sant Anna, muito bom.
        Deixa a todos em dia com as possibilidades do mercado.

        Quando poder mande alguma notícias para nós do Portal do Moldes. Abraço, Hamilton.



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