Ferramentaria Moderna

9 de agosto de 2013

Ferramentaria Moderna: presença estrangeira supera a nacional

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Já virou tradição. As ferramentarias nacionais compareceram com poucos representantes na maior feira da indústria do plástico do Hemisfério Sul. Somando todos os presentes, o número pode ser contado com os dedos das mãos. Pouco para um setor bastante pulverizado. As justificativas são as de sempre. Salvo as honrosas exceções, as empresas do ramo, quase todas de pequeno e médio porte, não se mostram dispostas a investir um valor considerado elevado para alugar um estande.

    O mesmo não pensam as temíveis concorrentes, as ferramentarias asiáticas. Mesmo ocupando pequenos espaços em pavilhões alugados por seus países, elas não se importaram com a distância e as dificuldades do idioma e compareceram em número surpreendente. Destaque também para as empresas portuguesas, que, em número de representantes presentes na feira, ficaram perto das brasileiras.

    Plástico Moderno, E-Multi possibilita a injeção de peça bicolor em máquina comum

    E-Multi possibilita a injeção de peça bicolor em máquina comum

    Os fornecedores de produtos para as ferramentarias estavam por todos os lados. Quase todas as principais marcas estiveram presentes. Os visitantes puderam conferir muitas novidades, de matérias-primas e itens padronizados simples até componentes bastante complexos. Uma novidade que chamou a atenção foi o E-Multi, da Mold-Masters, unidade de injeção compacta que, instalada nos moldes, permite a produção de peças bicolores em injetoras comuns. Várias empresas anunciaram novos modelos de controladores de temperatura de moldes.

    Também não faltaram anúncios de investimentos importantes. A coreana Yudo, hoje instalada em Joinville-SC, em uma planta de 1,5 mil metros quadrados, está levantando uma nova fábrica no município, com área construída de 16 mil metros quadrados. A nova unidade deve ser inaugurada dentro de dois anos. “A fábrica estará instalada em uma área de 70 mil metros quadrados, e será dotada com vários galpões para produtos diversos, que a empresa está construindo no Brasil”, informa Robson Gaspar, diretor comercial. O investimento total do projeto é de US$ 124 milhões.

    Com o empreendimento, a Yudo promete entrar com força nos mercados de câmaras quentes, controladores de temperatura e porta-moldes. Investimentos à parte, a empresa está entre as que apresentaram novos controladores de temperatura. O modelo é dotado com 24 zonas de controle. “Ele tem tela touch screen e preço imbatível”, garante Gaspar.

    A feira ocorreu em um momento bom para o setor em volume de encomendas. “Estamos trabalhando bastante”, diz Alexandre Fix, presidente da Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelações da Abimaq e também da Polimold. O problema tem sido a queda de rentabilidade. “A concorrência dos moldes importados tem levado os nossos preços a níveis muito baixos”, resume.

    Fix se mostra satisfeito com os incentivos à produção de moldes nacional dados pelo governo federal, como o aumento da taxa de importação, a inclusão do setor no programa Inovar-Auto, que prevê vantagens fiscais para as montadoras que investirem na nacionalização dos automóveis, e a permissão para as empresas do ramo usarem o programa de desoneração de mão de obra. O setor promete lutar por novas resoluções favoráveis em Brasília.

    Plástico Moderno, Moltec apresenta moldes para tampas flip top

    Moltec apresenta moldes para tampas flip top

    Brasileiras – Entre as ferramentarias brasileiras presentes na Feiplastic, alguns habitués do evento. A paulistana Moltec sempre aposta na feira para divulgar seus serviços. “Nosso faturamento é dividido em três partes iguais entre a injeção convencional, o sopro convencional e os moldes de pré-formas e de sopro para PET”, informa o diretor executivo Eduardo Cunha.

    Para ele, as vendas vivem bom momento. “O mercado de moldes está mais maduro. Antes éramos medidos por baixo, hoje perceberam a importância da qualidade”, diz. Um dos motivos da alteração do cenário é a maior preocupação com as vantagens oferecidas pelos bons projetos. “A montagem de componentes feita de maneira inteligente permite reparos mais rápidos. Operações no passado feitas em três dias, hoje são efetuadas em uma hora”, exemplifica.

    A Herten, de Joinville-SC, outra empresa presente com frequência na exposição, é especializada em moldes de injeção com maior complexidade. “Trabalhamos para os segmentos da construção civil, indústria automobilística, utilidades domésticas e para peças de ciclo rápido, como embalagens e talheres”, diz Edson Hertenstein, diretor comercial. O dirigente não se mostrou muito animado com o cenário do mercado. “As vendas estão inconstantes, estamos na expectativa de uma melhora.”


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *