Ferramentaria Moderna

10 de maio de 2014

Ferramentaria moderna: Opiniões se dividem no setor de câmaras quentes

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Alguns começaram o ano com as vendas aquecidas e se mostram otimistas em relação a 2014. Outros não fecharam negócios em volume satisfatório no primeiro bimestre e se mostram inseguros com os rumos da economia no ano. Nesse time, os motivos maiores da desconfiança são os grandes eventos a serem realizados no país: Copa do Mundo e eleições. De acordo com os ressabiados, esses acontecimentos podem provocar o adiamento de investimentos nas linhas de produção voltadas para a transformação de peças de plástico. A importação de moldes ou de peças prontas de países asiáticos é outro aspecto que provoca há muito tempo reclamações das empresas ligadas ao setor.

    Plástico Moderno, Fix: Brasil adotou câmaras quentes como no exterior

    Fix: Brasil adotou câmaras quentes como no exterior

    Não há unanimidade entre os participantes do competitivo mercado de câmaras quentes para moldes de injeção. Participam dele fabricantes nacionais há muito tempo no ramo, casos da Polimold e da Delkron, e a recém-chegada Yudo, de origem coreana, no Brasil há dois anos. A norte-americana Incoe, a canadense MoldMasters e a neozelandesa Mastip, representada pela Tecnoserv, fornecem câmaras quentes dotadas com índice de nacionalização variado.

    Os sentimentos otimistas ou pessimistas são baseados em experiências próprias. A falta de dados estatísticos sobre o setor no Brasil não permite análises aprofundadas. “Quem disser quantos moldes são fabricados por ano no Brasil está dando um grande chute. O setor de ferramentarias é muito pulverizado e difícil de permitir qualquer cálculo”, resume Alexandre Fix, presidente da Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelações da Abimaq e também da Polimold, fabricante de câmaras quentes, porta moldes e itens padronizados para ferramentarias.

    A dificuldade para calcular o número de moldes fabricados no Brasil, claro, se estende ao número de câmaras quentes comercializadas. Para os fornecedores, no entanto, uma percepção não deixa dúvidas: calcula-se que, nos países avançados, 70% das matrizes novas contam hoje com tal tecnologia. Por aqui, esse número não é conhecido. Mas o crescimento desse índice percentual nos últimos anos tem sido expressivo.

    Isso se deve, de acordo com os profissionais do ramo, às vantagens oferecidas pela técnica. Os transformadores hesitam menos a cada dia em adquirir ferramentas dotadas com câmaras quentes, de olho no rápido retorno do investimento adicional necessário na hora da construção da matriz equipada com o recurso. A principal vantagem da tecnologia se encontra na ausência de galhos nos lotes de peças produzidas. Dessa forma, os transformadores que a adotam não necessitam de moinhos para reciclar refugos, o que gera economia de espaço, mão de obra e tempo em suas linhas de produção.

    Os maiores avanços registrados na área se encontram nos elementos responsáveis pelo aquecimento da matéria prima, caso das resistências utilizadas, entre outros. Tem havido grande número de lançamentos também de controladores de temperaturas, imprescindíveis para o bom andamento das operações de injeção com câmaras quentes. Vários fornecedores apresentaram novidades nesses aparelhos nos últimos meses.

    Plástico Moderno, Câmara quente fabricada pela Delkron

    Câmara quente fabricada pela Delkron

    Preço e inadimplência – O nicho de câmaras quentes é dos mais importantes para a Polimold. “Esse mercado está consolidado. O interesse por parte dos clientes tem aumentado nos últimos anos, acredito que hoje a porcentagem de moldes novos dotados com câmaras quentes é equivalente à de outros países”, avalia Fix. Entre os segmentos da economia, ele cita alguns nos quais o uso do acessório praticamente se tornou obrigatório. São os casos da indústria de autopeças e de cosméticos.

    O aumento da procura não deve ser interpretado como vida tranquila para os participantes desse nicho de atuação. “Chegaram várias empresas internacionais, a concorrência está bastante acirrada”. Por um lado, o cenário ajuda a evolução tecnológica dos produtos oferecidos. Por outro, gera uma guerra de preços. “Existem empresas vendendo câmaras quentes a preços muito baixos”, queixa-se. De quebra, um problema inesperado. “Estamos sofrendo muito com a inadimplência. Ferramentarias pequenas e de porte médio estão sofrendo para receber dos transformadores e, por tabela, não nos pagam”.

    Entre prós e contras, Fix não reclama dos resultados obtidos no ano passado. “Somos líderes nesse mercado e o ano passado foi muito bom”. Quando perguntado sobre o desempenho das vendas, nenhum dado concreto. “Prefiro não revelar o quanto crescemos”, despista. Em relação a 2014, o dirigente integra o time dos desconfiados. Ele não se mostra otimista em relação ao desempenho da indústria.


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