Ferramentaria Moderna

25 de dezembro de 2013

Ferramentaria moderna: Grupo sai em defesa do setor

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Uma vida curta, mas bastante intensa. Desde que foi criado, em 2010, o Arranjo Produtivo Local do Setor de Ferramentaria do Grande ABCD (APL) já conseguiu importantes vitórias para as empresas ligadas ao mercado de moldes.

    Um breve histórico ajuda a compreender a importância da atuação da entidade nos últimos anos. No final de 2009 o cenário brasileiro das ferramentarias era o pior já vivido pelo setor. Na época, a concorrência causada pelos baixos preços chineses e o real valorizado eram os motivos para uma importação sem precedentes de moldes. Para piorar, uma portaria do governo propôs a permissão da importação de moldes e ferramentas usadas.

    Como resposta ao cenário, um grupo de empresários do grande ABCD passou a se reunir para pensar como reverter o destino praticamente inevitável, a falência do setor. O grupo recebeu apoio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e de prefeituras da região (sete municípios) e foi criado o APL. A ideia era lutar para o setor ganhar musculatura e enfrentar os dias difíceis.

    Desde que surgiu, com a ajuda de outros parceiros representantes da indústria, a entidade tem trabalhado bastante para convencer representantes do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTi) a defender o setor. O surgimento do Núcleo de Apoio à Inovação Setorial (Nais) é a conquista mais recente. Uma das primeiras vitórias foi o aumento da alíquota de importação de 14% para 30% para os moldes de injeção de plástico.

    Outro importante triunfo foi a inclusão do setor no programa Inovar-Auto, que prevê vantagens fiscais para as montadoras que investirem na nacionalização dos automóveis, e a permissão para as empresas do ramo usarem o programa de desoneração de mão de obra. Um acordo que vem sendo negociado prevê a inclusão das linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as empresas do ramo interessadas em investir na renovação de seu maquinário. Com essas e outras batalhas, a meta é incluir o Brasil, em dez anos, entre os cinco maiores produtores de moldes e ferramentas do mundo.



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