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4 de junho de 2012

Ferramentaria Moderna – Ferramenteiros se protegem da concorrência com especialização

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico, Ferramentaria Moderna - Ferramenteiros se protegem da concorrência com especialização

    Alfatech abastece o mercado com moldes para peças técnicas

    Os moldes de alto valor agregado eram essencialmente importados no passado, enquanto as fabricantes locais se restringiam aos projetos de ferramentas mais simples. Esse enredo mudou. As empresas internacionais continuam atuando com força neste segmento, mas os produtores nacionais saíram do ostracismo e galgaram posição de destaque neste universo pautado pela mais alta tecnologia. Pertencer a esse seleto grupo não é tarefa fácil, exige muito investimento, porém, por outro lado, funciona como uma eficiente proteção contra a concorrência asiática.

    Em geral, as empresas desenvolvem aptidões específicas para determinados projetos e, assim, asseguram o título de especialistas em um tipo de ferramental. Cada um busca um nicho no qual pretende ser referência. “Nós, por exemplo, não fazemos moldes com muitos movimentos, mas somos os melhores em precisão de moldes de parede fina”, alega Mauricio Rosenstock, diretor da RK Ferramentaria, de Pinhais-PR. A base é o know-how, resultado da experiência (leia-se: muitas horas de trabalho acumuladas em anos de atuação em uma mesma atividade) aliada a investimentos (no caso, altas cifras) na atualização tecnológica da usinagem (em geral, importada) e dos softwares de gestão.

    Necessidades específicas – Dentro da fábrica, muitas são as áreas envolvidas num projeto desse tipo. A engenharia mecatrônica é requerida nesses desenvolvimentos, além dos comandos de controle, necessários para assegurar a precisão. Isso porque os moldes de alta complexidade técnica apresentam características de cinemática que atuam concomitantemente com os comandos de macho da injetora e, muitas vezes, com manipuladores. “A estrutura é de multifuncionalidade, sem perder o foco na expertise de cada especialista”, comenta Agnelo Cavallaro, supervisor de projetos e planejamento da Tyco Electronics, de Bragança Paulista-SP.

    Nesse segmento é possível operar com componentes padronizados na fabricação das matrizes, como porta-moldes, pinos, buchas, colunas e extratores. Aliás, trata-se de uma estratégia para encurtar os prazos de entrega. Em relação ao uso de câmara quente, no entanto, há controvérsias. “Quanto mais complexo o projeto, maior o nível de tecnologia envolvido, e os sistemas de injeção de câmara quente vêm ao encontro dessa filosofia”, argumenta Vanessa Borges, diretora administrativa e comercial da Italbras Moldes de Precisão, de Caxias do Sul-RS. Já para Cavallaro, apesar de todos os recursos disponíveis para melhorar o desempenho dos moldes serem considerados, este em particular nem sempre é primordial. Ele explica: “usamos bicos quentes para muitos casos, de acordo com as necessidades e características do produto”, avalia.

    Um ponto crucial em projetos de moldes complexos diz respeito à mão de obra. Aliás, a capacitação dos profissionais

    Plástico, Agnelo Cavallaro, supervisor de projetos e planejamento da Tyco Electronics, Ferramentaria Moderna - Ferramenteiros se protegem da concorrência com especialização

    Agnelo Cavallaro se esforça para maior parte da produção ser nacional

    envolvidos neste tipo de construção é condição sine qua non. “O coração da atividade tem sua origem na engenharia de projetos”, opina Vanessa. O conhecimento do ferramenteiro faz toda a diferença. Não por acaso, muitas companhias formam internamente seus funcionários, como fazem questão de mencionar as estrangeiras Husky-KTW e a Haidlmair. A tradição também conta muito a favor do sucesso. Neste negócio, quanto mais antigo no ramo, maior é o seu reconhecimento.

    De origem norte-americana e presente em 45 países, a Tyco tem planta em Bragança Paulista-SP, onde trabalham mais de mil colaboradores. A unidade possui injeção, estampagem, plating e montagem, além de estrutura de desenvolvimento para novos produtos e soluções. O portfólio inclui componentes para freios ABS, sensores, artefatos para air bag e bobinas de injeção. “Nós construímos uma média de vinte ferramentas complexas por ano”, diz o gerente de marketing Mauro Loyola.

    A companhia é uma das mais conhecidas no universo de transformadores que apostam na verticalização, ou seja, optam pela fabricação interna de suas ferramentas. “Nossa escolha está diretamente relacionada com prazo e qualidade”, conta Cavallaro. O fato de ferramentais complexos requererem processos igualmente complicados (a sobreinjeção com alimentação automática é um exemplo) define se a construção do molde será externa. “Há um balanço entre o fornecimento próprio e por terceiros”, explica o supervisor. De qualquer maneira, a empresa busca valorizar a


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