Ferramentaria Moderna

1 de julho de 2011

Ferramentaria moderna – Fabricantes estrangeiros e nacionais abastecem o mercado com portfólio amplo e diversificado de máquinas operatrizes

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Os responsáveis pelas ferramentarias especializadas em moldes de injeção de plástico não podem se queixar de falta de opções na hora de investir na aquisição de uma máquina operatriz. Os principais fabricantes mundiais de equipamentos estão presentes no mercado brasileiro, seja com escritórios próprios ou por meio de representantes. O dilema, na hora da seleção de um equipamento, resume-se a uma pergunta incômoda que surge várias vezes quando alguém vai realizar uma compra. Vale a pena gastar mais e adquirir uma máquina sofisticada, com recursos tecnológicos de última geração, ou escolher um equipamento simples, com preço mais acessível? As dúvidas sobre qual modelo escolher na hora da compra se tornam maiores de acordo com o equipamento a ser adquirido. O caso mais sensível é o dos centros de usinagem, indispensáveis na confecção de peças complexas integrantes das matrizes. A gama de modelos oferecida é enorme, vai de modelos com três eixos de corte aos com cinco eixos e dotados com características especiais.

    Entre os centros de usinagem mais sofisticados se encontram os HSM (high speed machining), com elevadas velocidades de corte. Eles são caros, nem sempre acessíveis para as ferramentarias. Em compensação, apresentam vantagens muito interessantes, como forte redução do tempo necessário para realizar determinadas operações. Em alguns casos, permitem a substituição das máquinas de eletroerosão. Só pra lembrar: as unidades de eletroerosão funcionam com o uso de eletrodos feitos de cobre ou grafite usinados com a mesma geometria da superfície que se deseja obter na peça a ser desbastada. Os eletrodos permitem a desintegração do material metálico a ser usinado por meio de sucessivas descargas elétricas. Eles custam caro e exigem tempo para serem fabricados. Nas máquinas mais antigas se desgastam com facilidade. São comuns os casos nos quais dois ou três eletrodos são necessários para se realizar determinada operação.

    Mercado pulverizado – Uma análise do universo das ferramentarias se faz necessária antes de se debater como selecionar o equipamento ideal. O setor de fabricantes de matrizes é extremamente pulverizado no país. Não existem dados estatísticos oficiais, mas estima-se que haja mais de duas mil empresas do ramo, a maioria de pequeno porte. Não bastasse a concorrência interna, nos últimos anos, os moldes asiáticos, em especial os chineses, têm desembarcado por aqui com preços convidativos. Além do custo, os asiáticos apresentam outra vantagem, trabalham com prazos de entrega reduzidos. Tal cenário leva a algumas considerações. Por um lado, o quadro aconselha o uso de equipamentos sofisticados, capazes de tornar as empresas mais competitivas. Por outro, aplicar milhares e milhares de dólares na aquisição de uma máquina gera insegurança. Caso as encomendas encolham, o retorno fica aquém do necessário para se quitar as dívidas.

    Entre os fornecedores de equipamentos, a opinião é bastante parecida. Nos tempos atuais, o bom momento vivido pela economia favorece os que escolhem investir em qualidade. Como o índice de pedidos de moldes se encontra em patamar elevado, a relação custo/benefício dos bons equipamentos é vantajosa.

    Entre os fabricantes nacionais, o grande nome é a Romi, empresa reconhecida na indústria de plástico também por sua atuação como fabricante de injetoras e sopradoras, com fábrica em Santa Bárbara D’Oeste-SP. Ela não chega a concorrer com os fornecedores de equipamentos de ponta, mas atende a um mercado bastante amplo, fornecendo modelos úteis para centenas de clientes.

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    “O mercado e os clientes da Romi estão precisando cada vez mais de máquinas de alta tecnologia e bom desempenho para serem mais competitivos”, avalia Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas. “O mercado está cada vez mais competitivo, as empresas buscam ganhar tempo com processos e um equipamento com tecnologia de ponta é fundamental para o aumento da produtividade”, reforça Lucas Cardoso, diretor da Alltech Máquinas, representante no Brasil de fabricantes internacionais de equipamentos.

    Resta torcer para que os ventos favoráveis continuem a soprar. A economia aquecida é fundamental para que as ferramentarias se sofistiquem. Por enquanto, tudo bem. Os resultados do primeiro semestre são comemorados. “O mercado está bem aquecido”, informa Wilson Borgneth, diretor comercial do grupo Bener, representante de marcas internacionais. “O mercado está melhorando mês a mês, está muito bom”, confirma Paulo Pacheco, diretor da Tecno-How, revendedora dos centros de usinagem da marca alemã Hermle. Um motivo para acelerar o otimismo foi a recente resolução do governo federal que aumentou a alíquota de importação dos moldes de 14% para 30%. Um bom incentivo para os interessados em adquirir equipamentos de ponta.

    Nacionais – Os fabricantes de moldes estão entre as empresas olhadas com carinho pela Romi. “As ferramentarias são importantes clientes para nós, disponibilizamos no mercado alguns modelos com forte aplicação no processo de manufatura de moldes e matrizes”, informa Lago. Os mais vendidos para esse nicho de mercado são os da linha D, em especial os modelos classificados como AP (alta performance). A linha é formada por máquinas de vários tamanhos, com cursos de eixo x de 600 mm a 1.500 mm.


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