Ferramentaria Moderna

26 de outubro de 2012

Ferramentaria moderna – Especialistas em soldas para reparo de moldes batalham pela sobrevivência da atividade

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Um molde de injeção, mesmo o mais simples, exige investimento considerável para sua fabricação. No caso de peças com design complexo, eles chegam a custar centenas de milhares de reais. O retorno é obtido com a sua utilização constante. Por isso, ao ocorrer um problema de manutenção, o reparo precisa ser realizado de maneira rápida e eficiente. Quando a quebra ocorre com peças padronizadas, produtos de prateleira oferecidos por fabricantes especializados, a operação é fácil. São os casos dos pinos e buchas, conjuntos extratores e outros componentes encontrados com facilidade nas prateleiras dos fornecedores.

    Plástico, Ferramentaria moderna - Especialistas em soldas para reparo de moldes batalham pela sobrevivência da atividade

    Solda TIG, executada pela Armenio

    Se o problema atinge peças usinadas com formato específico, em especial as cavidades, a solução é mais complicada. A substituição é cara e demanda prazo longo. Nesses casos, realizar um reparo com solda aparece como alternativa para lá de razoável. A técnica permite solução rápida e tem preço acessível. A solução vale também quando ocorrem problemas durante a usinagem de peças de moldes novos. E em moldes antigos em perfeito estado, nos quais os transformadores queiram efetuar ligeira mudança no design da peça a ser injetada.

    Não faltam empresas especialistas em soldas candidatas a consertar as matrizes. Algumas são tradicionais, trabalham há muitos anos com essa prestação de serviços, como a Loten, Chaves Soldas, Laser Soldas e Armenio Soldas. Também existem muitas microempresas criadas por profissionais com alguma experiência com a operação. Esses profissionais adquirem o equipamento necessário e passam a trabalhar por conta própria.

    A prática tem irritado os representantes mais conhecidos do setor. Para eles, a soldagem é uma operação delicada e precisa ser realizada dentro de padrões de excelência. Isso nem sempre ocorre. Muitos falam que com a pulverização do mercado, os clientes passaram a fazer leilões, a dar maior importância aos orçamentos do que à qualidade dos reparos. Os preços aviltados dificultam a sobrevivência dos prestadores de serviços sérios, que trabalham para garantir o reúso do molde por um período longo.

    Empresas tradicionais também reclamam da concorrência asiática. Não é novidade para ninguém a chegada de muitas peças prontas, em especial da China, fenômeno responsável pela redução da produção de moldes e de dificuldades na indústria de transformação no Brasil. Uma ressalva: quando, em vez das peças prontas, são importados os moldes, há um lado positivo. A má qualidade de muitas ferramentas feitas nos países asiáticos rende mais encomendas para reparos.

    “Artesanato” – À primeira vista, a operação de soldagem para efetuar reparos em peças de moldes parece simples. Na prática, no entanto, exige bastante destreza do profissional que a realiza, algo quase comparável a um trabalho artesanal. Um serviço mal executado pode deixar sequelas bastante negativas. Além de comprometer a durabilidade da ferramenta, corre o risco de provocar marcas indesejáveis nas peças a serem produzidas e outros efeitos colaterais negativos.

    Dois são os processos de soldagem utilizados durante a realização da recuperação das ferramentas, o TIG (sigla em inglês de Tungsten Inert Gas) e a solda a laser. O primeiro, bem mais usado no Brasil, funciona por meio de um arco elétrico produzido sobre um eletrodo com ponta de tungstênio. A elevada temperatura obtida com a eletricidade ajuda a derreter um fio de metal, material depositado sobre uma cavidade a ser corrigida. A operação é protegida pela presença de um gás inerte, o argônio. Como o argônio é mais pesado que o oxigênio, este é expulso do local a ser corrigido e evita-se a presença de umidade durante a execução do reparo. A solda TIG apresenta custo muito competitivo e é bastante versátil, resolve quase a totalidade dos problemas.

    No processo de soldagem a laser (laser welding), o calor proporcionado pelo eletrodo com ponta de tungstênio é substituído pelo resultante da aplicação de um feixe de luz concentrado de alta intensidade. Na operação, também é usado o gás inerte como proteção. O processo tem custo mais elevado, mas apresenta algumas vantagens, como a redução da temperatura com a qual é derretido o material a ser depositado. Por apresentar desempenho diferenciado, em determinadas aplicações é a única técnica compatível com as necessidades dos clientes.

    Um grande desafio para os aplicadores de soldas é escolher o material adequado do fio de metal a ser derretido e depositado nas cavidades. Esse material precisa ser compatível com a matéria-prima da ferramenta, de tal maneira que depois da execução do serviço o local apresente características similares às do material com o qual o molde foi construído.

    Palavra dos usuários – Empresas transformadoras tradicionais do mercado atestam a eficácia da operação de soldagem em determinadas ocasiões. A paulistana Cobrirel, na ativa desde 1972, atua nos dois lados da moeda. Com ferramentaria estruturada, presta serviços para clientes


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