Ferramentaria Moderna

28 de setembro de 2012

Ferramentaria Moderna – catarinenses apostam em moldes de alta complexidade e tempo recorde de execução para ganhar competitividade

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico, Ferramentaria Moderna - catarinenses apostam em moldes de alta complexidade e tempo recorde de execução para ganhar competitividade

    Moldes de Puma Automotive

    Atentas às oportunidades que batem à sua porta, as ferramentarias catarinenses lançam mão de novas estratégias para se destacar perante a concorrência estrangeira e conquistar novos pedidos em carteira. Para tanto, ganham terreno no desenvolvimento de moldes de alta complexidade, executando-os em tempo recorde e a custos mais acessíveis, conseguindo superar com iniciativas e esforços próprios as dificuldades que ainda persistem.

    De acordo com o secretário de integração e desenvolvimento econômico de Joinville, Raulino Schmitz, muitas empresas continuam buscando a região para se instalar. Isso ocorre não só em virtude de benefícios fiscais, como também da atratividade do famoso polo metalomecânico.

    A nova unidade da General Motors é um dos empreendimentos arrolados nessa esteira. A companhia levou em consideração as virtudes do polo e o espírito ferramentaria moderna  A aguerrido e empreendedor que se manifesta entre o empresariado local. E, segundo Schmitz, já teria sido dado início à fase de testes, para fabricar, em grande escala, motores em parque fabril instalado em terreno de 150 mil m 2 , adquirido no bairro de Nova Brasília, às margens da BR-101.

    Os investidores da zona do euro também estão de olho nas potencialidades oferecidas pela cidade. O projeto de investimento em fábrica no Brasil da montadora alemã BMW tende a eleger Joinville e região como localizações preferenciais. A decisão de fincar o empreendimento em território catarinense, no entanto, está na agenda aguardando novas negociações com o objetivo de flexibilizar regras estabelecidas pelo novo regime automotivo brasileiro, que impõe aos fabricantes de veículos o cumprimento do conteúdo local mínimo de 65%. Planejado para entrar em vigor em janeiro de 2013 e seguindo até o final de 2017, o novo regime pretende fortalecer a indústria brasileira perante a concorrência dos produtos importados.

    Contudo, não são somente os norte-americanos e europeus que vislumbram boas oportunidades no Brasil, especialmente em Santa Catarina. Os asiáticos, faz algum tempo, não escondem a intenção de compartilhar do mercado brasileiro e de fincar aqui bases exportadoras de sua produção. Considerada a terceira maior montadora chinesa, a Geely realiza negociações com o governo estadual, a fim de instalar fábrica na região de Porto de Imbituba, no sul do estado, planejada para ser viabilizada entre 2013 e 2014.

    Proprietária da marca sueca Volvo e sócia da indústria que fabrica os táxis londrinos, a empresa no momento avalia os incentivos que seriam concedidos pelo estado, e planeja investir US$ 500 milhões em nova unidade voltada à produção, numa primeira fase, de 60 mil veículos ao ano, que seriam fornecidos também aos países do Mercosul.

    Outro empreendimento cogitado para instalação em Santa Catarina envolve a chinesa SinoTruk. Uma das maiores fábricas de caminhões do mundo, a empresa revelou intenção de investir em unidade em Lages, inicialmente importando peças para a montagem de caminhões pelo sistema CKD (Completely Knocked-Down) e, num segundo momento, produzindo 65% dos componentes com fornecimento de empresas brasileiras.

    Os vários projetos de instalação de novos empreendimentos em Santa Catarina estão contribuindo até mesmo para viabilizar a criação de uma região metropolitana em Joinville, envolvendo municípios que fazem divisa com a cidade. A intenção é harmonizar interesses e implementar novas ações efetivas de desenvolvimento e de integração em prol de toda a região.

    “Temos de nos preocupar em antever os problemas e buscar soluções e não podemos prejudicar as indústrias instaladas em nosso estado, abrindo flancos para que o país mergulhe em processo de desindustrialização, como se observa na Europa, há vários anos. Isso porque, uma vez iniciado esse processo, será difícil revertê-lo e os municípios sofrerão sérias dificuldades na hora de fechar as contas”, ponderou o secretário Schmitz.

    Moldes nacionais para toda a plataforma – O grande felino das Américas emprestou seu nome à ferramentaria catarinense que implementa um dos maiores projetos de construção de moldes para o setor automotivo de que se tem notícia nos últimos tempos. Trata-se da Puma Automotive, empresa liderada pelo veterano no setor de ferramentarias João Albano Sobrinho, que investiu fortemente na expansão de seu parque fabril na cidade e está respondendo no momento pela fabricação de cerca de 40 moldes com até 38 toneladas, para a produção de um novo veículo, a ser lançado em 2013/2014, e cuja marca é mantida em segredo.

    Um dos aspectos mais importantes sob o ponto de vista da manufatura nacional nesse caso é que várias ferramentarias estrangeiras, da China e dos Estados Unidos, concorreram à execução do megaprojeto para a construção de moldes para termofixos e termoplásticos, que, no entanto, ficaria aos encargos de uma ferramentaria brasileira, que logrou êxito nessa empreitada em virtude de uma soma de fatores, como experiência e domínio da tecnologia de execução dos moldes, e uma boa dose de habilidade nas negociações com fornecedores de matérias-primas.


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