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5 de maio de 2012

NPE – 2012 – Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

    A tradicional feira norte-americana da indústria do plástico, a NPE, parece ter encontrado, em sua versão de 2012, de 1º a 5 de abril, o lugar certo para começar uma retomada de fôlego nos negócios, lutando para superar as consequências de anos recessivos da maior potência mundial. Após quase 40 anos na charmosa Chicago, a National Plastics Exhibition, de forma estratégica, mudou-se para Orlando, na Flórida, no imenso Orange County Convention Center, para aproveitar os atrativos de infraestrutura e turísticos da cidade e sinalizar para o mundo do plástico que a economia dos Estados Unidos continua forte.

    Em um esforço de promoção e vendas, que se armou da vantagem estratégica da cidade de ter um custo operacional mais baixo para os expositores, a feira atraiu 1.933 empresas, mais do que as três edições anteriores. O total de espaço de exibição ocupado foi de 87,3 mil metros quadrados, 23% a mais do que a NPE 2009 (cuja base de comparação, por sinal, é baixa, por ter sido feita bem no centro da crise econômica). Em número de visitantes a feira teve um acréscimo de 26% sobre 2009, registrando a participação de 55.359 profissionais, de 19.283 empresas.

    Um dado do levantamento chama a atenção por ter correspondido a uma das estratégias da organizadora do evento, a Society of the Plastics Industry (SPI), para a feira: explorar, além do imenso mercado norte-americano, também, em específico, os dos países latino-americanos. Pelas estatísticas da SPI, 26% dos visitantes chegaram de fora dos Estados Unidos e, destes, um terço da América Latina, um recorde da NPE facilmente explicado pela maior proximidade da Flórida com a América do Sul e Central e pelo forte atrativo que os outlets e os parques temáticos de Orlando exercem sobre os povos desses países.

    Com o propósito de se firmar como a feira número um das Américas, deixando de lado a disputa com a K, de Dusseldorf, Alemanha, para ser a mais global; e tornando-se uma opção mais próxima do que a ascendente Chinaplas, a NPE colheu os frutos dessa estratégia também por causa da maior participação de expositores estrangeiros, que perceberam a oportunidade de prospectar não só o imenso mercado norte-americano, em recuperação e com boas perspectivas, como também para sondar novos negócios com países emergentes. Por volta de 40% dos expositores, aproximadamente 750 empresas, eram de fora dos Estados Unidos. Os chineses foram a maioria, com um pouco mais de 300 expositores (16%), seguidos pela Europa (10%), Oriente Médio e resto da Ásia (8%) e depois pelo Canadá. Os 28 expositores do México e da América do Sul representaram a maior participação latino-americana na história da NPE.

    Apesar de a feira nem de longe ter lembrado os tempos áureos da NPE antes da crise de 2008, quando havia imensos estandes em pavilhões dedicados apenas a cada tipo de maquinário (injeção, sopro, extrusão), uma mudança evidente em comparação com 2009 era o maior número de máquinas em operação na feira. Mesmo que nesta edição os estandes tenham tido tamanhos menores, ocupando de forma dividida os três halls do belo Orange County Convention Center, não ocorreu o mesmo da feira anterior, quando várias empresas preferiram reduzir custos e economizar energia.

    A explicação mais imediata para o maior número de máquinas em operação era a maior facilidade operacional do centro de exposições. Os funcionários das empresas puderam colocar as máquinas para trabalhar de forma mais ágil e nãoburocrática. Em Chicago, onde o movimento sindical é mais forte, todas essas operações precisavam ser feitas pelos operários do centro de exposições (MacCormick Place), o que atrasava e encarecia o trabalho pré-exposição. De forma geral, na opinião de vários expositores, toda a logística de Orlando foi mais fácil e barata, o que gerou muito contentamento.

    Já a “macroexplicação” para as máquinas operando a todo vapor na feira – o que era sintetizado até pelo lema da NPE, “The Return of Machines” – é o fato de os Estados Unidos contarem hoje com uma energia mais barata e disponível, o que representa apenas uma das vantagens competitivas que o país hoje oferece para suas empresas retomarem o ritmo dos negócios. As perspectivas abertas com as novas reservas de shale gas (o gás de xisto, matéria-prima farta e barata nos EUA para a rota petroquímica), o menor custo de produção e a boa infraestrutura logística estão criando um cenário muito otimista no país, que já fala em novos projetos para produção petroquímica, de máquinas e, last but not the least, de transformação plástica.

    Injetoras – No campo das injetoras, havia como ponto comum em muitas importantes expositoras uma ânsia grande por apresentar soluções integradas para múltiplas operações de moldagem, com células automatizadas integradas permitindo a produção em moldes multicomponentes, o uso da tecnologia in-mould-labelling (IML), a microinjeção e ciclos bastante rápidos para a produção de embalagens.


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