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15 de junho de 2015

Feiplastic – Máquinas: Globais apostam na tecnologia avançada contra taxa cambial

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Representantes de marcas internacionais também são figuras constantes na Feiplastic. Em especial, as empresas com escritório no Brasil e presença marcante no mercado. Para driblar as dificuldades com o aumento do valor do dólar, elas prometem apresentar modelos com tecnologia de última geração, que permitem a fabricação de peças em ciclos mais curtos e economia de energia. A relação custo/benefício será o mote das conversas com os visitantes.

    Plástico Moderno, Wittmann Battenfeld - injetoras SmartPower

    Wittmann Battenfeld – injetoras SmartPower

    A Wittmann Battenfeld, grupo surgido em 2014 com a aquisição da fabricante de injetoras alemã Battenfeld pelo grupo austríaco Wittmann, produtor de linhas de equipamentos para automação industrial, oferece sistemas completos de equipamentos para linhas de produção para a indústria plástica. Para Reinaldo Carmo Milito, diretor geral da Wittmann Battenfeld do Brasil, o ano de 2015 não será fácil para a economia brasileira. Muitos ajustes serão necessários para controlar a inflação, reduzir déficits e retomar o crescimento. “No entanto, as indústrias não podem esperar tudo acontecer e sabem que precisam investir em máquinas e equipamentos para permanecerem competitivas, atendendo a demanda futura”, comentou.

    Para ele, a busca por produtividade, competitividade e novos negócios em diferentes nichos de mercado deverão ser a tônica da empresa para os próximos meses. “Temos de buscar a excelência interna e oferecer aos nossos clientes atuais e potenciais soluções que contribuam para a eficiência de suas empresas”. Para ele, a alta do dólar traz impactos em todos os setores da economia brasileira e afeta o preço das máquinas e insumos vindos de outros países. Apesar do cenário, ele tem a perspectiva de conquistar novos clientes e alcançar resultados positivos.

    Na Feiplastic, a Wittmann Battenfeld mostrará pela primeira vez no Brasil a nova geração de injetoras SmartPower, lançadas oficialmente durante a Fakuma, feira realizada em outubro na Alemanha. “Essa série se destaca, acima de tudo, pela economia de energia e pela operação inteligente. Com acionamento por servo-motor, as máquinas oferecem uma infinidade de recursos em termos de precisão, eficiência e facilidade de uso”, garante. Elas estão disponíveis em modelos com força de fechamento entre 25 e 120 toneladas. “Um dos principais diferenciais das injetoras SmartPower é a alta eficiência energética”.

    Outra novidade da empresa é o conceito de controle de informações SmartMonitoring, software baseado no sistema MES (Manufacturing Execution System), que integra, em um banco de dados universal on-line, todas as características relativas à operação fabril, atendendo às necessidades mais prementes das fábricas “inteligentes”. “O novo sistema faz uso da internet como uma ferramenta para proporcionar maior agilidade e eficácia à operação e permite a regulagem muito mais rápida das máquinas”.

    Falta de confiança – A estratégia da Sumitomo Demag é bem parecida. A empresa surgiu com a aquisição da alemã Demag pela japonesa Sumitomo. O grupo fornece injetoras hidráulicas e híbridas com a marca Demag e elétricas com a marca Sumitomo. “Há um bombardeio feito pelo noticiário diário que está criando insegurança entre os empresários. Não há nenhuma crise baseada em acontecimentos internacionais, vejo falta de confiança no governo”, avalia Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro.

    As vendas da empresa no ano passado não foram decepcionantes, ficaram dentro das metas. Para 2015, a expectativa é repetir o resultado do ano passado. “Alguns segmentos, como a indústria automobilística, vão mal. Outros, como as de eletrônicos e de embalagens, estão melhores. Vamos nos concentrar nessas últimas”. Um dado interessante: as vendas nos últimos anos mostram aumento do interesse por máquinas elétricas. “Em 2013 quase 60% das nossas vendas foram de máquinas elétricas, no ano passado, esse número ficou em torno dos 45%. Com o aumento do preço da energia elétrica, essa tendência deve se intensificar”.

    Plástico Moderno, Sumitomo Demag - Systec SP híbrida

    Sumitomo Demag – Systec SP híbrida

    A alta do dólar atrapalha, mas a expectativa de convencer clientes sobre as vantagens dos equipamentos com elevada tecnologia é a arma para neutralizar o problema. “Nas crises, as grandes empresas investem, elas procuram máquinas com ciclos cada vez mais agressivos”. Na feira, uma das atrações será a máquina Systec SP híbrida, com 280 toneladas de força de fechamento, que irá produzir embalagens com o sistema in mold label. “Temos parceiros e estamos capacitados a fornecer o equipamento completo, com os robôs necessários para esse tipo de linha de produção, cuja procura tem crescido no Brasil”, salientou.



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