Aditivos e Masterbatches

11 de junho de 2015

Feiplastic 2015 – Resinas & Aditivos: Petroquímica digere os maus resultados obtidos em 2014

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Queda de 3,2% no consumo aparente e redução ainda maior (4%) na produção local (em comparação ao ano anterior): esses são apenas alguns dos números apresentados em levantamento sobre o desempenho do mercado brasileiro de resinas termoplásticas no decorrer de 2014.

    Realizado pela Abiquim, esse estudo revelou desempenho negativo também nas exportações do setor, no ano passado 1,6% inferiores, em volume, àquelas realizadas em 2013. Houve ligeira elevação nas importações, que cresceram cerca de 0,6% e atenderam 28% do consumo nacional de resinas.

    Somando-se então a significativa redução na produção local ao incremento apenas tímido nas importações, não poderia haver outro resultado senão a queda na demanda que, conforme mostra o levantamento da Abiquim, atingiu praticamente todas as principais resinas (ver Quadro).

    Para Fátima Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Abiquim, esse desempenho ruim da indústria brasileira de resinas termoplásticas é reflexo direto da difícil situação atual do conjunto da indústria nacional, hoje submetida a condições críticas de competitividade (decorrentes de fatores como elevação de custos de matérias-primas e de insumos relevantes, como da eletricidade, e do famigerado Custo Brasil). “Houve queda na demanda por resinas em setores importantes, como indústria automobilística e construção civil”, detalha.

    No mercado do PE, observa Fátima, o consumo até se manteve estável em 2014; mas, enquanto a produção interna caiu quase 7%, a importação elevou-se em 10%. “Atribuo esse movimento principalmente ao aumento da competitividade da indústria norte-americana com uso do shale gas, pois o PE deles é obtido de gás natural”, analisa.

    Já a queda nas exportações, pontua Fátima, “tem a ver também com o comportamento da Argentina que, a despeito dos acordos assinados, vem dificultando muito o ingresso de produtos brasileiros”. Aliás, informa a Abiquim, em 2014, pela primeira vez o saldo da balança do comércio brasileiro de resinas com os demais países do Mercosul foi deficitário, em exatas 30,8 mil toneladas (em 2013, havia sido contabilizado um resultado superavitário de 41,2 mil toneladas).

    E Fátima também destaca: a ocupação da capacidade da indústria nacional de resinas atingiu no ano passado um índice de 78% (três pontos abaixo daquele registrado no ano anterior). “É um recorde negativo”, ressalta.



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