Aditivos e Masterbatches

23 de junho de 2015

Feiplastic 2015 – Resinas & Aditivos: Petróleo mais barato ajuda indústria a recuperar margens e dólar caro barra importados

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Feiplastic 2015 - Resinas & Aditivos: Petróleo mais barato ajuda indústria a recuperar margens e dólar caro barra importados

    Plástico Moderno, Fátima: consumo de plásticos continua muito baixo no país

    Fátima: consumo de plásticos continua muito baixo no país

    Depois dos resultados magros obtidos em 2014 (ver box), um ano com melhor desempenho será muito bem-vindo pelos fabricantes nacionais de resinas plásticas. E a elevação do dólar perante o real poderá, obviamente, colaborar com a obtenção desse melhor desempenho.

    Mas o êxito da fórmula de desenvolvimento de negócios elaborada por essa indústria dependerá também dos efeitos de fatores talvez menos compatíveis com a mistura; entre eles, o preço internacional do petróleo, e do seu derivado que constitui a principal matéria-prima do setor no Brasil: a nafta. “A queda desses preços, principalmente da nafta, cujo preço caiu ainda mais que o do petróleo, pode significar ganho adicional de produtividade, com impactos ainda difíceis de mensurar, para os produtores de outros países”, observa Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).

    Conjugando em sua análise tanto esses fatores relacionados à valorização do dólar e aos preços internacionais das matérias-primas, quanto a dinâmica atualmente complexa e pouco aquecida da economia nacional, Fátima prevê: “A conjuntura cambial pode até permitir aos fabricantes nacionais de resinas algum ganho de share no confronto com a importação, mas de maneira geral não deve haver este ano um aumento do consumo de resinas pela indústria brasileira”.

    Plástico Moderno, Gonçalves: participação das resinas importadas está caindo

    Gonçalves: participação das resinas importadas está caindo

    O primeiro bimestre deste ano, aponta a diretora da Abiquim, já apresentou resultados “muito ruins”, não apenas para os produtores de resinas, mas para toda a indústria química nacional que nesse período, comparativamente ao primeiro bimestre de 2014, apresentou recuos de 1,68% e 4,75%, respectivamente, na produção e nas vendas internas de produtos químicos de uso industrial. “As resinas acompanham esse contexto”, diz Fátima.

    Laercio Goncalves, presidente da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas e Afins), também projeta redução da participação da importação no montante de resinas consumido no Brasil em 2015. Para ele, equacionada dentro de alguns limites, a importação pode ser até saudável para o setor, pois estimula a concorrência. “Mas vínhamos perdendo muito mercado para os importados, surgiram até empresas que nem têm a importação de resinas como base de sua atividade, mas que começaram a importar aproveitando o câmbio muito favorável”, comenta.

    De acordo com Gonçalves, computando-se apenas os volumes comercializados pelos distribuidores, deverá haver este ano incremento de aproximadamente 9% na venda de resinas no mercado brasileiro. Esse índice, ele ressalta, provém de estudo encomendado por sua entidade à consultoria MaxiQuim. Segundo esse estudo, no ano passado as distribuidoras colocaram no mercado cerca de 408 mil toneladas de resinas, contra 380 mil toneladas en 2013; com isso, atenderam 8,3% da demanda, cabendo outros 64,2% às vendas diretas e o restante à importação. E, na opinião de Gonçalves, “2015 será muito parecido com o ano passado”.

    Há, nota o presidente da Adirplast, queda na demanda por resinas destinadas a produtos de setores como indústria automobilística e construção; mas, simultaneamente, existe a possibilidade maior movimentação em segmentos focados no consumo imediato, como alimentação e utilidades domésticas. Primeiramente, porque neles o plástico amplia seu espaço como substituto de outras matérias-primas (por exemplo, nas embalagens de alimentos e de tintas). Paralelamente, porque alguns segmentos da indústria brasileira terão certo alívio em sua disputa com produtos importados prontos. Caso do setor de vestuário, quase sempre embalado em plástico. “A compra de roupas no exterior estava muito intensa, e agora diminuirá; com isso, o mercado de filmes, por exemplo, já registra algum crescimento”, especifica Gonçalves.

    O crédito mais escasso, ele prossegue, deve dificultar ainda mais a importação, que tem como diferencial desfavorável também a necessidade de prazos maiores do que as compras no mercado interno, e sempre são mais problemáticos em uma conjuntura na qual a taxa cambial pode variar muito rapidamente.


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