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19 de junho de 2015

Feiplastic 2015 – Máquinas: Ferramentarias buscam novos nichos enquanto a demanda automotiva avança lentamente

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Sistema valvulado Facility, da Polimold

    Sistema valvulado Facility, da Polimold

    O ano de 2015 não começou promissor para todo o setor de bens de capital e não foi diferente para a ferramentaria e modelação”. A frase é de Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Ferramentas e Sistemas Integrados de Manufatura da Abimaq. O dirigente divide os moldes para plástico em duas categorias principais, a dos técnico/industriais e a de produtos para consumo. “O primeiro vive a mesma crise da indústria em geral, com queda de aproximadamente 17% em relação a 2013, e o segundo com queda menor, ao redor de 5%”.

    Desempenho à parte, a participação das ferramentarias brasileiras na principal feira do plástico do Hemisfério Sul deve ser tímida. Não é fenômeno verificado apenas em épocas de vacas magras. Mercado bastante pulverizado, formado em sua grande maioria por empresas de pequeno porte, conta com número reduzido de representantes brasileiros com capital e interesse em adquirir estandes. Mas sempre existem honrosas exceções.

    Em compensação, a presença dos principais fornecedores de componentes para moldes costuma ser expressiva. Para os interessados, não faltam estandes de fabricantes de porta moldes, câmaras quentes, controladores de temperaturas e todos os demais itens necessários para a produção de ferramentas. Nomes bastante conhecidos do mercado montam seus estandes.

    Para Goffaux, a expectativa não foge do normal. “Sabemos que as ferramentarias passaram nos últimos anos pela sua pior crise desde sua criação no Brasil e é normal que não possam investir em feiras”. Apesar da ausência, o dirigente acredita ser importante participar de todo evento de negócios ligados ao setor. “Elas geram expectativas positivas e otimistas”. A Feiplastic e a Feimafe, que acontecem em maio, são vistas como oportunidades. “Muitas empresas fecham negócios, vários clientes esperam estas ocasiões para investir”, disse.

    O diretor da associação espera reverter esse histórico a partir da Feiplastic de 2017. “A Abimaq está fazendo inúmeras gestões em prol das ferramentarias nacionais, para que elas possam se sanear, voltar a investir e crescer”. Ele lembra que só a demanda do setor automotivo prevista para o futuro próximo pode representar a duplicação da atual capacidade instalada.

    “A Anfavea fez recentemente uma proposta ao Governo Federal no sentido de apoiar e fortalecer o setor, com apoio comercial e financeiro das montadoras. A iniciativa é boa e a Abimaq apoia”. A ideia das montadoras é apoiar o setor usando as vantagens fiscais dadas às verbas de pesquisa e desenvolvimento previstas pelo projeto Inovar-Auto. As tratativas estão sendo negociadas com o governo federal.

    A desvalorização do dólar frente ao real pode ajudar. O dirigente, no entanto, avalia o fenômeno com ressalvas. “O dólar não é a única moeda que afeta nossa economia. É certo que ele se valorizou de forma expressiva, mas outras moedas igualmente importantes, como o euro, também se desvalorizaram em relação ao dólar. Os produtos europeus continuam atrativos”, avaliou. Para ele, a recuperação não virá da noite para o dia apenas com as variações cambiais. “A moeda é só um dos componentes. A reindustrialização vai tomar tempo e necessita de política industrial ampla, que privilegie toda a cadeia produtiva, das matérias-primas ao produto final”.

    Plástico Moderno, Porta-moldes e controladores de temperatura compactos, da Polimold

    Porta-moldes e controladores de temperatura compactos, da Polimold

    “Até que nem tão feio assim” – No Brasil, não existem dados confiáveis sobre o desempenho do setor de moldes. Na ausência de tais informações, um termômetro considerado confiável pelos especialistas é a venda de porta-moldes. Para alguns dos principais nomes do segmento, a situação aparenta estar na contramão das expectativas mais sombrias. As vendas efetuadas no primeiro trimestre são consideradas bastante positivas.

    Um exemplo ocorre com a Polimold, marca pioneira e bastante conhecida do setor. Além de porta-moldes, a empresa comercializa câmaras quentes, todos os componentes usados nos moldes e controladores de temperatura. “Para nós, o mercado de moldes não está ruim, estamos contra a maré”, afirma Alexandre Fix, presidente da empresa.

    Com a autoridade de um dos nomes mais conhecidos do setor, ex-presidente durante muitos anos da câmara setorial voltada para moldes da Abimaq, ele garante que os negócios vão bem também para a concorrência. “Não é só o caso da Polimold, converso com muitas empresas e a maioria se mostra feliz com o cenário atual. Até a inadimplência diminuiu”. Alguns percalços continuam a atrapalhar. Caso, por exemplo, da baixa rentabilidade.

    Fix se mostra cauteloso em relação à manutenção dos bons resultados durante o restante do ano. “As notícias apresentadas pela imprensa sobre economia não são animadoras”. Para ele, o momento positivo deve ser creditado à valorização do dólar. “Acho que os clientes estão assustados, preocupados em comprar matrizes de outros países”, afirmou.


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