Economia

25 de junho de 2015

Feiplastic 2015 – Máquinas: Energia e mão de obra mais caras estimulam a renovar parque de transformação

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Feiplastic 2015 - Máquinas: Energia e mão de obra mais caras estimulam a renovar parque de transformação
    A idade média do maquinário instalado na indústria brasileira de transformação de plástico é elevada, calculam estudiosos do setor. A necessidade de renovação é premente. A realização da Feiplastic surge para os fornecedores de injetoras, sopradoras, extrusoras e demais equipamentos para o setor como ótima oportunidade para convencer novos e antigos clientes a investir na troca dos modelos antigos.

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    Não faltam bons argumentos para os representantes da indústria de base. Em um mercado para lá de competitivo, contar com máquinas com maior capacidade de produção chega a ser quase uma exigência. Máquinas mais ágeis são imprescindíveis para melhorar a rentabilidade da fabricação de peças as mais variadas. Para refrescar a memória: a queda de rentabilidade tem sido motivo de reclamações constantes por parte dos transformadores nos últimos tempos. Outra característica proporcionada pelos modelos mais novos ganhou grande importância esse ano. Quase todos operam com grande economia de energia elétrica quando comparados com os antigos. Numa época em que o preço da energia subiu de forma significativa, a vantagem é tentadora.

    Para os fornecedores, não faltam motivos para os clientes fazerem contas na ponta do lápis. Ao se calcular a relação entre custo e benefício ao investir na compra de equipamentos é possível chegar a uma surpresa agradável. “A Feiplastic será uma oportunidade, a meu ver, muito importante tanto para os expositores como para os compradores”, garante Gino Paulucci Junior, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    “Apresentaremos novidades interessantes para que nossos clientes estejam preparados para o reaquecimento do mercado que, sem dúvida, virá”, afirmou. O dirigente lembra que os interessados também poderão se informar na própria feira sobre linhas de financiamento atraentes. “É ótima ocasião para as empresas mais capitalizadas modernizarem seus parques industriais, em especial os que se encontram com máquinas muito antigas e fora das normas vigentes”.

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    A preocupação com eficiência energética é destacada pelo dirigente. “A questão se tornou das mais importantes”. Uma compra feita dentro de critérios acertados pode significar retorno rápido. Levantamento feito pela Abimaq calcula que a média da idade das máquinas que compõe o parque industrial ligado ao plástico é de 17 anos. A tecnologia das máquinas para plástico fabricadas há mais de uma década e o tempo de uso comprometem a eficiência das linhas de produção. “Essas máquinas consomem de 30% a 40% a mais de energia que as produzidas com os atuais conceitos tecnológicos”, comparou.

    A opinião é partilhada por ilustre representante da indústria da transformação. “Possuir melhores e mais modernas formas de produção também melhora a condição da empresa brasileira perante seus concorrentes internacionais. As melhorias trazem não somente economia, mas são muito importantes no atual contexto de aumento de custos e riscos de escassez e racionamento de insumos como água e energia”, reforçou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

    Insegurança – A edição 2015 da Feiplastic acontece em momento delicado da economia nacional. Por se tratar de um evento de grande porte, o maior do setor no Hemisfério Sul, sua realização traz a esperança de amenizar o pessimismo que paira no ar, em especial entre os representantes da atividade industrial, setor que mais tem sofrido com o vai e vem da economia nos últimos tempos. O raciocínio vale para as fornecedoras de equipamentos. “A expectativa para o setor é, se possível, repetir os resultados de 2014, que já não foram bons”, avalia Paulucci. Vale lembrar que o desempenho da economia em 2014 não foi dos mais auspiciosos, o crescimento do PIB ficou em 0,1%.

    Uma resumida análise do momento atual ajuda a entender os problemas da indústria de base. O governo federal está apostando na adoção de forte ajuste fiscal como forma de reequilibrar suas finanças, abaladas pelos resultados colhidos em especial nos últimos dois anos. Não são poucos os economistas que defendem a necessidade de tal guinada, considerada por eles como fundamental para o país recuperar as condições para voltar a crescer. Entre esses especialistas, no entanto, há dúvidas se os objetivos esperados serão alcançados. Existem também os contrários ao ajuste e os que o consideram excessivo.


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