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12 de junho de 2013

FEIPLASTIC 2013 – Transformação: Em busca de saídas, o setor pleiteia discussões com os outros elos da cadeia

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, FEIPLASTIC 2013 - Transformação: Em busca de saídas, o setor pleiteia discussões com os outros elos da cadeia

    Mais do que o desfile de novidades que normalmente aparecem nesse tipo de feira, uma das coisas mais importantes na semana da Feiplastic é o encontro de empresários dentro dessa cadeia de suprimentos, que em reuniões, discussões e exposições vão buscar alternativas para sair da situação muito difícil da qual nos encontramos, com relação ao desenvolvimento de nossa cadeia produtiva.” A declaração de José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), ressalta a luta travada pelo setor para ser mais competitivo e capaz de concorrer com seus pares internacionais.

    Plástico Moderno, José Ricardo Roriz Coelho, Abiplast, importações capturam os aumentos de consumo

    Roriz se queixa que a importações capturam os aumentos de consumo

    O esforço não é de hoje. Segundo informa o dirigente, o déficit na balança comercial de transformados plásticos dobra a cada três anos, com os produtos importados capturando a maior parcela do crescimento da demanda brasileira. Um déficit crescente e preocupante. Passou de US$ 1,36 bilhão, em 2010, para US$ 1,87 bilhão, em 2011 (equivalente a R$ 3,03 bilhões), com projeções para US$ 2,21 bilhões (ou R$ 4,6 bilhões), em 2012. Em peso, o déficit comercial se avulta igualmente: -468,8 mil toneladas em 2012, contra -391,8 mil toneladas em 2011.

    As exportações de transformados plásticos declinaram 15%. Recuaram de 267,8 mil toneladas, em 2011, para 228,5 mil t no ano passado, enquanto as importações expandiram nesse período, de 660 mil toneladas para 697 mil t. O tombo nas exportações também atingiu iguais 15% em dólares, de 1,51 bilhão em 2011 para 1,29 bilhão em 2012. As importações aumentaram 4%, passando de 3,39 bilhões em 2011 para 3,51 bilhões em 2012.
    Com um índice de produtividade decrescente (caiu 3% em 2011 e 2% no ano passado), a indústria brasileira de plásticos perde competitividade dentro e fora do país. “Estamos perdendo nossa condição de competir no nosso próprio mercado. O crescimento da demanda está sendo capturado pelas importações”, lamentou Roriz.

    O setor espera neste ano um aumento de consumo particularmente na área de infraestrutura (tubos, perfis e outros materiais plásticos para construção), mais especificamente para aplicações nas obras em andamento em estádios e aeroportos, entre outras, com vistas aos eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos. Roriz também estima um bom desempenho na indústria automobilística, por conta da manutenção do corte do IPI para esse mercado, gerando expectativas positivas para o setor de autopeças plásticas. “Esse segmento deve ter uma performance acima do que esperávamos em relação ao ano passado.”

    Plástico Moderno, FEIPLASTIC 2013 - produção física de transformados plásticos ©QDA ver navios – Esse ganho na demanda, porém, pouco deve reverter à transformação nacional. Como o presidente da Abiplast reforça, produtores internacionais em melhores condições competitivas têm absorvido a maior parte do crescimento interno. Diante do alto custo de produção brasileira, ser competitivo, diz ele, é hoje o principal desafio da indústria de transformados plásticos.

    Ele lamenta que mesmo com a desoneração da folha de pagamento promovida pelo governo, os encargos trabalhistas no país ainda sejam muito mais elevados em relação aos praticados nos mercados concorrentes. De qualquer modo, Roriz ressalta que essas medidas devem promover uma desoneração de R$ 250 milhões por ano, contribuir para diminuir o gap competitivo da indústria de transformação nacional em relação aos transformadores de outros países, e preservar os empregos nos momentos de crise de mercado, quando, para mitigar o problema de queda nas vendas, as empresas normalmente optavam pelo enxugamento de seus quadros.

    Ele também se queixa do custo de capital (juros, spread bancário etc.), ainda elevado mesmo após a expressiva redução do ano passado, da alta carga tributária e da logística de movimentação, que encarece muito a destinação de produtos e de insumos para a produção e para os pontos de venda. E reclama dos preços da matéria-prima nacional, taxada, segundo calcula, em cerca de 40% acima dos patamares internacionais.


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