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2 de agosto de 2013

Feiplastic 2013 – Resinas: Tecnologias mais amigáveis ao meio ambiente norteiam os novos desenvolvimentos dessa indústria

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Dow licencia uma solução inovadora para o mercado de embalagens flexíveis

    Dow licencia uma solução inovadora para o mercado de embalagens flexíveis

    A área da Feiplastic dedicada às matérias-primas reforçou o comprometimento do setor em ampliar a oferta dos produtos ditos sustentáveis, das commodities aos plásticos de engenharia. A propósito, os corredores dessa ala evidenciaram um bom momento para as resinas e compostos de engenharia, com diversas empresas apostando particularmente nas formulações baseadas nas poliamidas. Outro mercado em ascensão é o das borrachas termoplásticas, com investimentos dirigidos para as TPE’s.

    Plástico Moderno, Dow licencia uma solução inovadora para o mercado de embalagens flexíveis

    Dow licencia uma solução inovadora para o mercado de embalagens flexíveis

    Como em edições anteriores, o estande da megapetroquímica brasileira Braskem sobressaia aos demais da feira em tamanho e imponência. A empresa permanece centrada nos desenvolvimentos de cunho ecológico, com grande foco nos seus polietilenos baseados em fontes renováveis (PEAD e PELBD), agora ampliados com nova família de resina de baixa densidade (PEBD). A previsão da fabricante é de incorporar esses novos grades ao seu portfólio em janeiro do próximo ano, com produção anual da ordem de 30 mil toneladas e baseada em duas opções de tecnologia, para a oferta de resinas com diferentes características e maior variedade de aplicações.

    A Braskem também aproveitou a ocasião para divulgar os dados de emissão de gases de efeito estufa das resinas que produz e tornar pública a sua pegada de carbono, ou seja, o impacto ambiental de seus produtos. A análise considerou a extração da matéria-prima, seu transporte e o processo produtivo na empresa e foi realizada com a consultoria da multinacional ERM e auditada pela KPMG. A petroquímica comemorou os resultados, avaliados como melhores em relação aos equivalentes (total de emissões de gases de efeito estufa expresso em termos de equivalentes a dióxido de carbono) da indústria química na Europa e nos Estados Unidos. Para mencionar um exemplo, a emissão do PEBD da Braskem é de 1,31 tonelada de CO2e (equivalente) por tonelada de produto, enquanto nos EUA a média é 1,48 t de CO2e por tonelada de produto e na Europa de 2,10 t CO2e por tonelada de produto. Os dados divulgados pela empresa mostram uma pegada de 1,33 t de CO2e por tonelada para o polipropileno e 1,77 de CO2e por tonelada para o PVC. O estudo do PE verde ainda está sendo finalizado. “ Ele não emitiria, mas sim capturaria CO2”, afirmou o diretor de desenvolvimento sustentável, Jorge Soto.

    O levantamento da Braskem mostra uma queda de 12,8% na intensidade de emissões de gases de efeito estufa em seu processo produtivo, entre 2008 e 2012. Baixou de 0,72 t para 0,63 t. Soto explicou que a redução foi alcançada, entre outras medidas, com o aumento na eficiência energética e o fechamento da fábrica de caprolactama.

    Ainda com foco na minimização do impacto ambiental, a Braskem destacou em seu estande a linha Maxio, criada para diferenciar as resinas de seu portfólio com atributos diferenciados de sustentabilidade. Trata-se de produtos com uma ampla janela de processamento, que podem propiciar vários benefícios. Nicolai Duboc, gerente de desenvolvimento de mercado e engenharia de aplicação de PP, menciona o menor consumo energético com o processamento a temperaturas mais baixas, a redução no ciclo produtivo e ainda a diminuição no peso das peças, com o uso de menos matéria-prima, mantendo as suas propriedades (resistência mecânica, transparência etc.).

    Esse grupo de resinas hoje engloba 12 grades de polipropileno e um de EVA, este lançado recentemente e desenhado especialmente para o setor calçadista (ver PM 460, fevereiro de 2013, pág. 41). Os principais mercados apontados pelo executivo para as variedades de PP são os de utilidades domésticas, de tampas, de termoformagem, de embalagens injetadas e de eletrodomésticos.

    Reconhecida no mercado por seus polietilenos lineares de base octeno, a Dow apresentou uma nova família produzida com esses catalisadores, a Dowlex HMS, resultado de uma tecnologia que permite a criação de grades com estrutura molecular e propriedades diferenciadas; e ainda anunciou uma solução inovadora para o mercado de embalagens flexíveis de design diferenciado – o PackXpert.

    A série Dowlex HMS engloba resinas desenhadas com características que, como informou Guilherme Dias, Latin America Marketing Manager Industrial & Consumer Packaging, permitem formulações mais ricas em polietileno linear e conferem maior estabilidade no processo de extrusão, sinônimo de maior produtividade. “O aumento é da ordem de 10% a 15% em relação à formulação elaborada com Dowlex convencional”, compara. Por conta da maior porcentagem de polietileno linear na mistura com o polietileno de baixa densidade convencional, o filme ganha também melhores propriedades mecânicas, ou a possibilidade de redução na sua espessura.


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