Feiras e Eventos

24 de junho de 2013

Feiplastic 2013 – Máquinas: Exposição marca uma nova era de investimentos para a produção de bens de capital

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Plástico Moderno, Feiplastic 2013 - Máquinas: Exposição marca uma nova era de investimentos para a produção de bens de capitalOs fornecedores de máquinas e equipamentos prometem causar sensação entre os visitantes da Feiplastic. Fabricantes nacionais e importadores comparecem em peso e mostram muitas novidades. Estima-se que 60% das empresas presentes na mostra estejam ligadas à produção de bens de capital. A expectativa é a de aproveitar a realização do maior evento da indústria do plástico no Hemisfério Sul para fazer muitos contatos com possíveis compradores e fortalecer laços com clientes antigos.

    A feira deste ano tem sido vista pelos expositores como marco de recuperação. Bem que o setor precisa. As vendas, no ano passado, foram para lá de decepcionantes, com queda de faturamento de 27% em relação ao exercício anterior. As coisas começaram a melhorar. “Os empresários do setor estão otimistas. O primeiro trimestre foi muito bom, a carteira de pedidos de algumas fábricas já é bastante extensa e acreditamos que este ritmo deverá ser mantido até o final do ano”, analisa Wilson Miguel Carnevalli, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq e presidente da fabricante de extrusoras Carnevalli.

    O dirigente salienta a importância da nova fase da exposição, até a edição anterior chamada de Brasilplast. “A feira foi concebida para trazer maior visibilidade aos diversos setores da indústria plástica nacional e internacional.” A proposta está apoiada sobre pilares estratégicos, dividindo expositores e atividades paralelas em três categorias: negócios, sustentabilidade e tecnologia. Rodadas de negócios, criadas pelo programa Think Plastic Brazil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), visam a estimular as exportações de produtos transformados. O dirigente também demonstra otimismo com a K-2013, feira que será realizada este ano na Alemanha. “Com esses dois eventos, esperamos finalizar o ano com crescimento maior que o índice de 1,5% previsto anteriormente.”

    Números – De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas para a indústria de plástico ficaram na casa dos R$ 725 milhões em 2012, queda de 27% em relação a 2011. As exportações representaram aproximadamente R$ 80 milhões, 18% a menos que em 2011. O nível de utilização da capacidade instalada da indústria de equipamentos caiu 30%, ficando em 63%. As importações somaram US$ 670 milhões de dólares, aumento de 24% em relação a 2011. Até o fechamento desta edição não existiam resultados relativos ao desenvolvimento dos negócios no ano de 2013.

    A explicação para os resultados negativos se baseia em alguns aspectos. No biênio 2010/11, as vendas foram consideradas muito positivas e a indústria de transformação renovou sua infraestrutura. No ano passado, o crescimento da economia deixou a desejar. Com capacidade ociosa, muitos compradores colocaram nas gavetas os projetos de ampliação. A crise internacional, em especial as de alguns países europeus, aumentou a insegurança entre os investidores.

    Os resultados começaram a mudar de rumo no último quadrimestre. A melhora é creditada ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado pelo governo federal em 2009, ação do BNDES destinada a facilitar os investimentos em atividades produtivas. Algumas condições especiais desse programa, previstas para acabar em 31/08 passado, foram prorrogadas. Além disso, foram criadas novas linhas de crédito, com redução de juros para financiamentos voltados para a aquisição de equipamentos nacionais. Eles eram de 5,5% ao ano. Até o final de 2012, caíram para 2,5%. Até o próximo dia 30 de junho estão na casa dos 3,5%. Depois dessa data, o percentual deve sofrer acréscimo.

    O resultado dos fabricantes voltados para a indústria do plástico ficou bem aquém do obtido pela indústria de base como um todo. De acordo com a Abimaq, o faturamento bruto do setor recuou 3% no acumulado do ano de 2012, ficando na casa dos R$ 79,99 bilhões. O dado positivo do estudo ficou por conta da queda do déficit comercial, que no ano passado recuou pela primeira vez desde 2004, quando o setor deixou de ser superavitário. O déficit fechou o ano em US$ 16,82 bilhões, com recuo de 5,9% em relação ao registrado em 2011. A desvalorização do real perante o dólar e as facilidades dadas pelo PSI tornaram os produtos nacionais mais competitivos.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *