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12 de agosto de 2013

Feiplastic 2013 – Injetoras: Momento favorável para a reativação das vendas incita a indústria a inovar

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Microinjetora da Battenfeld (acima) injeta “clip” cirúrgico de apenas 0,003 g

    Microinjetora da Battenfeld (acima) injeta “clip” cirúrgico de apenas 0,003 g

    Quem percorreu os corredores do Anhembi atrás de novidades no campo da injeção saiu, com certeza, satisfeito com a variedade de opções: novos modelos de máquinas, tecnologias diversas e gerações aprimoradas. A eficiência energética deu o tom à maioria dos equipamentos expostos. E poucos expositores se queixaram dos resultados da feira. A maioria se mostrou satisfeita, tanto com vendas fechadas no local como com o cultivo de negócios, com prognóstico de fartura e bons frutos nos próximos meses. Como disse um deles: “Vamos colher o ano todo.”

    Dentre as várias injetoras exibidas no estande da Battenfeld, impressionou a Micropower 15/10, o maior modelo dessa família, com 15 toneladas de força de fechamento (a menor possui cinco toneladas de força de fechamento). Com 100% de precisão, moldava peça minúscula, um “clip” cirúrgico de apenas 3 mg (0,003 g) de poliacetal, em um molde de quatro cavidades e ciclo de quatro segundos. “As microinjetoras ficavam na casa decimal de grama, essa nova linha alcança a casa milesimal”, explicou o gerente de vendas Marcos Cardenal.

    A célula produtiva se compunha ainda de um robô Wittmann para remoção das peças, 100% inspecionadas por uma câmara integrada. A operação, controlada pelo sistema de qualidade no comando da injetora, garante qualidade total das peças produzidas, segundo atestou Cardenal.

    Plástico Moderno, Microinjetora da Battenfeld (acima) injeta “clip” cirúrgico de apenas 0,003 g

    Microinjetora da Battenfeld (acima) injeta “clip” cirúrgico de apenas 0,003 g

    Para os adeptos das injetoras elétricas, uma novidade: o grupo Megga acabou de assinar contrato com a Toshiba para comercializar suas máquinas em todo o país. As injetoras hidráulicas da fabricante japonesa também entram no pacote. “Já representávamos seus equipamentos para a área de alumínio e agora estendemos o negócio também para o plástico. A Toshiba chega com escritório, assistência técnica e peças de reposição”, relatou o diretor comercial João Luiz Poleselo.

    Segundo ele, as máquinas japonesas não concorrem com as injetoras já ofertadas pelo grupo, como os modelos verticais, provenientes de Taiwan, e os horizontais, da China. “As máquinas da Toshiba são de alto valor tecnológico agregado e o grande foco são as totalmente elétricas”, justificou. Na opinião dele, a indústria brasileira está pedindo máquinas mais sofisticadas, principalmente o setor médico-hospitalar.

    Além dessa novidade, o grupo apresentou novo modelo da chinesa Sinitron, de 150 toneladas de força de fechamento, incluso na família Sya. Dotado de servomotor, o equipamento promete economizar entre 20% e 50% de energia elétrica. A linha engloba máquinas desde 90 até 400 toneladas de força de fechamento. A injetora BS 200, da também chinesa Borchê, equipada com robô de carga e descarga, completou a exposição. “A diferença é que a Sinitron tem preço mais acessível e a Borchê, máquinas de maior porte, sua linha BU chega até 4.800 toneladas de força de fechamento”, comparou Poleselo. A força de fechamento da BS começa em 60 toneladas e a máxima chega a 1.800 toneladas.

    Plástico Moderno, Máquina Sinitron com servomotor economiza até 50% de energia

    Máquina Sinitron com servomotor economiza até 50% de energia

    Servomotorizadas – Para atender aos requisitos de melhor eficiência energética, cada vez mais exigidos dos equipamentos, alguns fabricantes optaram por prover as injetoras de servomotores, como é o caso da Sandretto do Brasil, que incorporou o recurso em todas as suas famílias de injetoras, desde 70 toneladas até 1.100 toneladas de força de fechamento.

    Em seu estande, o diretor comercial Antonio Lopes anunciava o lançamento do modelo de 500 toneladas de força de fechamento, acrescentado à série Meglio, que só dispunha de opção com 240 toneladas, presente no estande. Entre os principais diferenciais, ele destaca o maior espaço entre colunas e curso de abertura. “Permite colocar moldes maiores”, enfatizou.

    O lançamento da Brasil Plastic System (BPS) também embute servomotor como recurso para economizar energia. O protótipo da série Dream foi apresentado na feira de 2011, como lembrou Venceslau B. Salmeron, o gerente técnico da empresa, que agora disponibiliza uma linha completa, com bomba de vazão variável (Dream) ou dotada de servomotor (Dream Tech). Há ainda outra variação da série, a Dream M, com sistema de injeção monobloco, com um único pistão de injeção, recurso que assegura maior velocidade, especialmente para injeção de paredes finas. “São máquinas chinesas, mas com projeto alemão”, esclareceu. Fabricados pela Tederic, os modelos variam desde 45 toneladas até 6.000 toneladas de força de fechamento.


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