Máquinas e Equipamentos

14 de junho de 2013

FEIPLASTIC 2013 – Injetoras: Evento estimula a indústria a exibir novas tecnologias e recursos mais apurados

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, FEIPLASTIC 2013 - Injetoras: Evento estimula a indústria a exibir novas tecnologias e recursos mais apurados

    Os expositores de injetoras da Feira Internacional do Plástico (Feiplastic) estão confiantes na retomada dos negócios. As baixas registradas em 2012 devem ficar para trás, definitivamente. À espera da visibilidade prometida por este que é um dos eventos mais importantes do setor, os fornecedores de máquinas asseguram apresentar disposição e tecnologia para atender a todo tipo de exigência dos transformadores. Nos corredores do Anhembi, os visitantes irão se deparar com um leque vasto de marcas e de modelos. Com recursos mais apurados, as máquinas, cada uma à sua maneira, garantem mais competitividade, com redução do consumo energético e processos mais otimizados.

    Os setores de embalagens, automotivo e da construção civil seguem como os principais propulsores dos negócios, e assim será nos próximos meses. Aliás, eventos como a Olimpíada e a Copa do Mundo, segundo vislumbram os fornecedores de injetoras, até podem puxar as vendas, mas não têm a pujança suficiente para incentivar grandes investimentos no setor por um longo período. De qualquer maneira, o cenário é positivo. Estimativas de profissionais da área dão conta de que a transformação brasileira tem potencial para absorver neste ano algo em torno de 2.500 injetoras.

    Em relação à qualidade da plastificação e aos ciclos mais rápidos, as máquinas em funcionamento do Brasil têm muito a evoluir, já se sabe. Até por isso, um evento como a Feiplastic mobiliza a indústria, ampliando a possibilidade para os transformadores conhecerem os mais recentes incrementos tecnológicos e garimparem soluções compatíveis com sua disponibilidade financeira.

    Plástico Moderno, Marcos Cardenal, Wittmann Battenfeld do Brasil, a indústria tende a automatizar os processos

    Cardenal: a indústria tende a automatizar os processos

    Quem será a vedete? – Sobre o tipo de tecnologia mais requisitada, ainda não há um consenso: uma parte dos expositores aposta na máquina híbrida; e a outra, na hidráulica. A “briga” será boa. Na exposição, no entanto, não faltarão exemplares de modelos elétricos. Apesar de ainda ser uma tecnologia considerada cara, trata-se de uma tendência já anunciada há algum tempo, que, segundo previsões, terá na Feiplastic abertura para mostrar suas vantagens. “As injetoras de até 200 t de força de fechamento, de acionamento elétrico, devem, aos poucos, dominar o mercado”, supõe Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld do Brasil. No estande dessa fabricante, não por acaso, haverá duas máquinas elétricas.

    A alemã Arburg também reservou para a feira a apresentação de um modelo elétrico. A fabricante desenvolveu uma nova linha para o segmento de peças técnicas. “Estamos visando à precisão e à eficiência energética, mas também atendendo a uma tendência do mercado”, diz Kai Wender, diretor-geral da Arburg no Brasil. Por aqui, no entanto, a penetração desse tipo de tecnologia é irrisória, ao contrário da Europa. Segundo Wender, as elétricas, nesta região, somam mais de 20% das vendas. “No Brasil, a presença desta tecnologia ainda é tímida”, confirma.

    A Milacron é uma entusiasta do tema há muitos anos – iniciou o desenvolvimento de sua primeira injetora totalmente elétrica em 1978. A companhia destaca a linha 100% elétrica, no caso os modelos Roboshot e/ou PowerPack, por assegurarem redução de 60% a 85% do gasto energético, em comparação com as versões hidráulicas ou híbridas. Mas não é preciso recorrer somente a este tipo de máquina para angariar economia de energia, segundo Hercules Piazzo, gerente comercial da Milacron do Brasil. Ele aponta as hidráulicas das linhas Maxima Servo, Omega Servo e Magna Servo, como boas opções. Detentoras de um sistema de servomotores para movimentação da bomba, as injetoras são capazes de diminuir o gasto energético na ordem de 50%, se comparadas a outras hidráulicas. Aliás, para Piazzo, a tecnologia com sistema de servomotor para acionamento da bomba tem potencial para se confirmar como tendência.

    O caminho deve ser esse mesmo. Segundo Venceslau Salmeron, diretor da Brasil Plastic System (BPS), o mercado tende a substituir por completo as bombas de vazão variáveis pelo acionamento por servomotor. Ele aposta que o controle hidráulico das máquinas será aprimorado, de modo que torne as injetoras asiáticas de segunda geração muito próximas às europeias. Em tempo, a empresa representa por aqui as injetoras para plástico da Jon Wai, famosa por fabricar modelos de grande porte e ciclo rápido, em Taiwan, e da Tederic, também asiática, que, segundo o diretor, hoje é uma das maiores produtoras de injetoras do mundo, e cuja proposta é conseguir a liderança no mercado brasileiro.


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