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17 de junho de 2013

FEIPLASTIC 2013 – Extrusoras: Momento favorável para a reativação das vendas incita a indústria a inovar

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Química e Derivados, FEIPLASTIC 2013 - Extrusoras: Momento favorável para a reativação das vendas incita a indústria a inovar

    A venda de uma extrusora tem lá suas semelhanças com o casamento. O primeiro encontro é o início de tudo. Depois vem o período do namoro, em que as duas partes conversam e se conhecem em detalhes. A união, ou melhor, a compra é o final feliz da história. Assim como o barzinho é um local bastante apropriado para duas pessoas se conhecerem, as feiras são excelentes para as partes envolvidas no negócio fazerem o primeiro contato. Para os fornecedores e clientes já casados, a feira é ótima opção para fortalecer os laços do relacionamento.

    Com o espírito dos conquistadores, os fabricantes e importadores de extrusoras são unânimes. Eles vão participar da Feiplastic com o objetivo de conhecer possíveis clientes e agradar os compradores habituais. Para eles, é difícil bater o martelo de uma venda durante a realização da exposição. O espírito é iniciar o diálogo, que pode vir a dar frutos algum tempo depois. As conversas podem demorar pouco, nos casos de “amor à primeira vista”, ou levar longos meses de noivado.

    Empresas especializadas em máquinas para perfis, tubos ou filmes prometem seduzir os visitantes com novidades. Vários modelos chegam ao mercado. Outros, já comercializados, trazem aperfeiçoamentos. Todos os avanços são direcionados para atender a uma eterna demanda do mercado: máquinas cada vez mais produtivas e econômicas. Um destaque exclusivo desta edição fica para a chegada de máquinas nacionais indicadas para uma aplicação bastante promissora para os transformadores de plásticos, a fabricação de telhas de PVC.

    A participação na Feiplastic tem sido apontada pelos expositores como uma ótima oportunidade para confirmar a recuperação das vendas. Depois de um início no ano passado próximo do desastroso, as vendas começaram a melhorar em setembro. A data coincide com a criação, por parte do governo federal, de linhas de crédito lançadas pelo BNDES destinadas a financiar a aquisição de bens de capital fabricados no Brasil. Os juros cobrados até o próximo mês de junho são de 3,5%, aquém dos 5,5% normalmente adotados. No segundo semestre, eles devem aumentar.

    Para alguns, o final do ano foi tão bom que a capacidade instalada está comprometida por um bom período para atender aos pedidos. Para outros, as vendas não foram tão positivas. De qualquer forma, todos se mostram otimistas. Que sejam celebrados muitos casamentos.

    Exceção – Recuperação não é uma palavra adequada para exprimir o sentimento da Carnevalli em relação à sua participação na Feiplastic. A empresa, uma das mais tradicionais do país no nicho de filmes, não se queixa do resultado obtido no ano passado. De acordo com a direção da casa, as metas foram atingidas, com crescimento superior a 30%. A evolução das vendas acompanhou a do mercado. Depois de um início de ano fraco, elas se recuperaram com vigor no segundo semestre, em especial depois do pacote de facilidades no financiamento do BNDES.

    “As feiras de negócios abrem oportunidades para a captação de novos clientes, vendas e parcerias”, lembra Wilson Carnevalli, presidente da empresa. Hora de demonstrar a preocupação em se adaptar à exigência dos clientes, de oferecer novas tecnologias, como melhor controle da espessura dos filmes, roscas com geometrias avançadas, sistemas eletrônicos de ponta e outras técnicas que garantam produtividade, facilidade de operação e redução do consumo de energia.

    Presença constante em todas as edições da feira, a Carnevalli promete seguir a estratégia adotada ao longo dos anos, a de ocupar espaço de destaque. A maior atração será um modelo Polaris Plus para três camadas (2.500 mm), dotado com vários itens de tecnologia avançada. Entre os destaques do modelo se encontra o anel de ar automático com regulagem de altura, voltado para calibrar a espessura de forma automática. “Ele permite considerável aumento da produção e qualidade ótica do filme.” A máquina produz até 700 kg/h.

    Outros modelos poderão ser conferidos. Entre eles, um menor da Polaris Plus de três camadas (1.600 mm), apontado como de excelente relação custo/benefício. Também estará exposta uma unidade do carro-chefe da empresa, a máquina Polaris Plus 65, com rosca de diâmetro de 65 mm e capacidade de produção de até 250 kg/h. Uma extrusora E 40, para produção de filmes estreitos, dos tipos tubulares, fundo estrela ou em folhas, completa a exposição.

    Química e Derivados, Paulo Leal, pelo menos até julho a demanda estará aquecida

    Leal: pelo menos até julho a demanda estará aquecida

    Mudança de astral – O ano começou em clima de alto-astral na Rulli-Standard, outro nome muito conhecido entre os fabricantes nacionais de extrusoras. A empresa oferece equipamentos para filmes rígidos e flexíveis, com roscas de diâmetros entre 50 mm e 150 mm. “Estou muito otimista, o primeiro trimestre foi muito bom”, comemora o diretor comercial Paulo Leal.

    As perspectivas até julho são ótimas. “Muitos transformadores estão pensando em investir e querem aproveitar os juros reduzidos oferecidos pelo BNDES até julho. Os negócios devem continuar aquecidos”, analisa. O bom momento contrasta com os vividos no ano passado. “Foi um dos piores anos para a venda de equipamentos. O simples fato de se falar em crise fez os empresários cancelarem investimentos”, lembra sem qualquer saudade.

    Para o diretor comercial, a Feiplastic se apresenta como reforço nessa injeção de ânimo. A Rulli-Standard vai repetir a estratégia adotada em outras edições da feira. Quando o visitante demonstrar interesse, ela irá transportá-lo até sua fábrica, onde ele poderá conhecer in loco as linhas de produção e maiores detalhes sobre o funcionamento dos equipamentos. “Essa tática é muito bacana. Os que vieram até a fábrica foram os industriais interessados em comprar, atingimos o nosso público-alvo com precisão”, conta.

    Na feira, os interessados podem conferir três equipamentos. A maior atração é um modelo para filmes de três camadas, projetado para produção de 400 kg/h. A novidade da máquina é a presença de um anel de ar, capaz de permitir alto rendimento. “Ele melhora o desempenho, faz a máquina atingir o máximo da capacidade produtiva”, garante.


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