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11 de dezembro de 2010

FEIPLAR/FEIPUR 2010 – Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico Moderno, FEIPLAR/FEIPUR 2010 - Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveisOs polímeros termofixos ganharam maior versatilidade e podem ficar mais alinhados com as práticas de sustentabilidade. Isso acontece graças às novas matérias-primas e aos novos processos que estão sendo lançados e incorporados à produção em vários segmentos industriais. Essas foram as tônicas da Feiplar Composites e Feipur 2010, as maiores vitrines de fornecedores e transformadores que atuam nos segmentos de compósitos e poliuretanos nos mercados brasileiro e latino-americano, realizadas em São Paulo, de 10 a 12 de novembro, no Expo Center Norte.

    Enquanto boa parte das inovações chega ao mercado para acelerar a produtividade e muitas aplicações já testadas entram na oferta das casas de sistemas, transformadores tradicionais também entram numa nova fase de produção mais sustentável, conciliando termofixos com termoplásticos.

    Repleto de componentes para máquinas agrícolas, caminhões, ônibus e automóveis, em sua maior parte processados por vacuum forming, o estande da MVC, referência no desenvolvimento de soluções em manufaturados em compósitos, comprovou ser viável desenvolver novos projetos adotando parâmetros mais sustentáveis.

    Assim, a versatilidade da produção por vacuum forming predominou em vários componentes expostos aos visitantes das feiras, como tetos de colheitadeiras de ABS (acrilonitrila, butadieno e estireno), cem por cento recicláveis, em para-choques dianteiros e traseiros em Noryl, resina termoplástica da Sabic, composta por blenda de polióxido de fenileno e polipropileno, em substituição aos polímeros reforçados com fibras de vidro, e também em para-lamas de ABS coextrudado com ASA e acrílico, e em painéis frontais de colheitadeiras em blendas de ABS com policarbonato (PC), todos passíveis de reciclagem, incluindo ainda tampas traseiras de ABS reciclável para ônibus, em substituição às fibras de vidro.

    Plástico Moderno, FEIPLAR/FEIPUR 2010 - Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis

    MVC produz peça pelo RTM Surface

    Além de mais próxima da meta de gerar produtos totalmente recicláveis no futuro, outro mérito da empresa foi lançar um novo processo inovador denominado RTMS (Resin Transfer Molding Surface), que mescla termofixos injetados, reconhecidos por sua alta resistência mecânica com termoplásticos de alto acabamento superficial, com a finalidade de obter melhores resultados finais. “A nossa intenção é fabricar produtos unindo compósitos com termoplásticos, o que nos possibilitará eliminar pinturas e reduzir pesos em cerca de 10% e custos em torno de 20%”, afirmou Gilmar Lima, diretor-geral da MVC.

    A originalidade do RTMS está no fato de que, pela primeira vez, conseguiu-se promover a adesão entre dois materiais completamente diferentes. Do contrário, isso só seria possível com a aplicação por spray de um gelcoat para depois aguardar a cura.

    Ao todo, o processo RTMS se desenvolve em quatro etapas. A primeira corresponde à termoformagem de uma película de ABS acrílico. Na segunda, aplica-se uma camada de manta de fibra de vidro. Na terceira, é feito o fechamento do molde e, na quarta etapa, completa-se o processo, com a injeção da resina de poliéster.

    Plástico Moderno, Gilmar Lima, Diretor-geral da MVC, FEIPLAR/FEIPUR 2010 - Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis

    Lima aposta no uso cada vez maior de reforços de fontes renováveis

    “A partir de 2011, toda a nossa produção por RTM Light, envolvendo para-choques, para-lamas, para-sóis, capôs de motores, tetos para caminhões, entre outros componentes, passará a ser realizada por RTM Surface”, antecipou Lima. Assim, das cem toneladas de matérias-primas processadas em média ao mês, o diretor calcula que 60% da produção deverá corresponder ao processamento de termoplásticos, enquanto os outros 40% ficarão com os termofixos. A preocupação de produzir em bases mais sustentáveis, segundo Lima, também levará a empresa a buscar e utilizar cada vez mais reforços de fontes renováveis e constituídos de fibras naturais.

    Em fevereiro de 2011, o diretor da MVC e também presidente da Abmaco participará na França como conferencista convidado de seminário no qual apresentará o processo RTM Surface, para uma plateia formada por profissionais de mais de 150 países.

    Plástico Moderno, Marco Antonio Fay, DIretor comercial de sistemas formulados da Dow Brasil, FEIPLAR/FEIPUR 2010 - Lançamentos se apoiam em práticas sustentáveis

    Fay apresenta sistema de PU rígido com impacto zero à camada de ozônio

    Novo sistema de PU para isolamento – A exposição de refrigerador no estande da Dow Brasil na Feipur também foi emblemática. Moderno e com design arrojado, o eletrodoméstico preconiza a nova tecnologia que permite produzir espumas para refrigeradores sem o uso do condenado agente expansor HCFC, responsável pela destruição da camada de ozônio e pelas bruscas alterações climáticas presenciadas em todo o planeta.

    “O Brasil é signatário do protocolo de Montreal e, como tal, terá de restringir gradualmente as aplicações do HCFC, principalmente utilizado para a produção de espumas rígidas para isolamento de refrigeradores domésticos e industriais e nós temos a solução para atender a essa nova demanda, pois desenvolvemos um novo sistema de PU rígido para isolamento das estruturas dos componentes internos dos refrigeradores com zero impacto à camada de ozônio”, afirmou Marco Antonio Fay, diretor comercial de sistemas formulados da Dow Brasil.

    A nova tecnologia consiste no sistema para a produção de espumas rígidas de poliuretano Voracor, formulado com agentes de expansão não-inflamáveis, não-agressivos à camada de ozônio e que não representam risco à produção. Os sistemas Voracor, constituídos de espumas rígidas de PU e poliisocianurato de alta performance, encontram também aplicações em isolamento térmico.

    Com espumas rígidas de poliisocianurato de alto desempenho e resistência ao fogo, a empresa também lançou o sistema Voratherm, voltado à produção em linhas contínuas de painéis pré-moldados e com estrutura do tipo “sanduíche”, para emprego no setor da construção.


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