Plástico

22 de novembro de 2012

Fabricantes forçaram os motores para fugir do vermelho neste ano, mas projetam melhoria em 2013

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    As medidas governamentais para aquecer a economia e tentar blindá-la contra os efeitos deletérios da crise internacional pouco surtiram efeito nos negócios dos fornecedores de injetoras. O clima para as vendas foi tempestuoso e o desempenho do setor ficou aquém do esperado no início do ano. Com sua produção encolhida e ainda pressionada pelas importações de transformados plásticos, particularmente dos países asiáticos, a transformação fugiu dos investimentos. E os próprios fornecedores de equipamentos forçaram os motores para vencer a concorrência.

    As queixas são unânimes. Engenheiro de vendas da Battenfeld, Marcos Cardenal admite que o impacto foi forte. A empresa precisou apertar os cintos para não fechar no vermelho. O fato de só trabalhar com importações ajudou o balanço a se manter no azul, mas as expectativas de retomada caíram por terra. As vendas deste ano praticamente empataram com 2011, que também não foi dos melhores, na avaliação de Cardenal. “Transferimos nossa perspectiva positiva para 2013”, comenta.

    Tradicional fornecedora de injetoras elétricas, a Milacron também sentiu o baque da turbulência econômica em seus negócios. “As vendas no mercado brasileiro foram afetadas pela atual situação econômica, e ainda mais pela valorização do yen japonês, o que acabou por elevar nossos preços para a linha de máquinas totalmente elétricas Roboshot”, declara o gerente comercial Hercules Piazzo. (Nota da redação: essa família de máquinas tem como parceira a japonesa Fanuc). Ele diz também que a procura por equipamentos aumentou no segundo semestre, o que injetou mais ânimo nas projeções até o final do ano com o acréscimo de alguns pedidos no último trimestre.

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    O gerente esperava mais investimentos por parte da transformação neste ano, sinônimo de bons negócios para o mercado de máquinas, mas a realidade fugiu às suas expectativas e o frustrou. Ele não vendeu tantas injetoras como esperava, mas a venda de peças de reposição impulsionou o faturamento da subsidiária brasileira. “Muitos transformadores aproveitaram para reformar ou realizar manutenções preventivas em alguns equipamentos”, explica Piazzo.

    Stefan Lee lamenta que todas as divisões envolvidas com a comercialização de máquinas industriais do grupo Megga – equipamentos para

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    Lee: venda de injetoras elétricas ficou imune à crise econômica – Foto: Divulgação

    transformação de plástico, para ferramentarias e até para autopeças –, do qual é o presidente, tenham sido afetadas pela adversidade econômica. “É tarefa muito difícil vender máquinas quando a produção industrial está em baixa, fruto da concorrência do produto final com o importado”, justifica. O mercado de injeção não foi exceção. Sofreu com a entrada dos produtos acabados importados e, na opinião dele, ainda arcou com os elevados custos de se produzir no país. A divisão de máquinas de construção civil cresceu e ajudou a compensar as perdas.

    O gerente de negócios da Husky para a área de embalagens, Paulo Carmo, tem ponto de vista um pouco diferente do desempenho do mercado brasileiro de injeção neste ano. Na avaliação dele, foi estável. Mesmo perante o quadro de demanda sem crescimento significativo, ele conseguiu realizar bons negócios. “Como o período recessivo em alguns mercados já vem de algum tempo, tivemos resultados muito positivos em várias regiões por conta da recomposição de ativos”, pondera.

    Igualmente duas fabricantes brasileiras sentiram menos dificuldades. A carteira da Romi, que encolhera ao longo de 2011, tomou fôlego neste ano. “Tradicionalmente, o setor de máquinas para plásticos está mais próximo dos segmentos de consumo, com isso conseguimos perceber a retomada dos negócios mais rapidamente”, diz o diretor da unidade de plásticos da empresa, William dos Reis.

    Gilberto Baksa Junior, de marketing e tecnologia da Sandretto do Brasil, do grupo Nardini, sondou setores menos atingidos pela crise, que necessitavam investir para suprir solicitações atuais de demanda, ou aumentos de capacidade produtiva. A estratégia foi acertada e as vendas se mantiveram. 


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