Plástico

4 de junho de 2012

Extrusoras – Tubos, chapas e perfis – Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A despeito de um primeiro semestre fraco, os fornecedores de extrusoras depositam na segunda metade do ano, período historicamente mais favorável, as suas esperanças de fechar o balanço com um desempenho no azul. Entre os motivos de alento, capazes de alimentar suas previsões otimistas para os próximos meses, mencionam a adoção pelo governo de medidas para estimular o consumo e aquecer a economia, como a queda dos juros e as condições facilitadas para aquisições de máquinas e equipamentos. A valorização do dólar, ocorrida nas últimas semanas, caso se mantenha no longo prazo, é outra boa notícia. Os fabricantes de extrusoras de tubos, perfis e laminados, no entanto, queixam-se da burocracia exigida dos compradores de máquinas na hora da liberação do dinheiro e ainda ressentem o desempenho indesejável deste início de ano.

    Plástico, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Contrarrotante DR 67 é uma das linhas mais vendidas da empresa

    No primeiro trimestre, as vendas foram fracas, aquém da expectativa dos representantes do ramo. A partir de abril, teve início uma tímida recuperação, nada muito entusiasmante. Algumas explicações para os resultados ruins: em primeiro lugar, o crescimento do PIB de janeiro a março foi pequeno, apenas 0,2% em relação ao último trimestre de 2011. O cenário não animou os transformadores a aumentar suas linhas de produção. Vale lembrar que em 2010 e 2011 houve boa procura por máquinas e hoje muitos participantes do mercado trabalham com capacidade ociosa. O dólar desvalorizado favorece as importações e prejudica a indústria brasileira. O constante noticiário sobre problemas internacionais não ajuda. A crise no mercado europeu e o desempenho pífio da economia norte-americana afetam o ânimo dos empresários nacionais. A torcida, agora, é para os negócios pelo menos se igualarem aos do ano passado, considerados positivos pelo setor.

    A construção civil continua sendo o segmento mais importante para os transformadores de tubos, perfis e laminados. Além dos tubos de PVC usados para transportar água e esgoto, a demanda por forros se mostra com ótimo potencial de crescimento. Os perfis para janelas, outro mercado bastante promissor, ainda não são consumidos no Brasil na mesma proporção do que ocorre no exterior. A procura, no entanto, está se aquecendo. Merece destaque, também, o aumento do uso de peças técnicas extrudadas pela indústria automobilística.

    De acordo com o perfil da máquina, os fabricantes nacionais, como Miotto, Extrusão Brasil e Bausano, disputam mercado com diferentes concorrentes estrangeiros. No caso das máquinas mais sofisticadas, os equipamentos europeus surgem como alternativa aos compradores, caso da KraussMaffei. Entre os equipamentos mais simples, os asiáticos, como a Liansu, incomodam. Não tanto como no mercado de injetoras. A preferência dos transformadores recai, cada vez mais, para os modelos com maior produtividade. O preço, no entanto, sempre é fator levado em consideração e define muitas escolhas na hora da compra dos equipamentos.

    Uma questão de preço – No mercado desde 1961, a Miotto, de São Paulo, é bastante conhecida no mercado de extrusoras. “Este ano não está sendo o melhor dos últimos tempos. A procura por máquinas para fios e cabos elétricos está melhor, as para perfis aparecem em segundo lugar e as para tubos estão sendo vendidas em uma escala menor”, informa Enrico Miotto, presidente.

    Para o dirigente, não houve redução no número de pedidos de orçamentos, há muitas solicitações nesse sentido. “Mas

    Plástico, Enrico Miotto, presidente da Miotto, Extrusoras - Tubos, chapas e perfis - Após período de vendas em baixa, setor esboça reação e projeta saldos positivos

    Para Miotto, aumentou procura por peças técnicas extrudada

    não estão se transformando em encomendas”, diz. O problema, na opinião dele, talvez esteja nos constantes comentários proporcionados pela crise internacional, motivo de insegurança entre os transformadores. “Acredito em uma melhora no segundo semestre, estamos querendo atingir a meta de crescimento prevista”, resume. Em termos de faturamento, o melhor ano da empresa foi o de 2008, seguido pelo de 2010.

    A linha de máquinas da Miotto é bastante completa. Entre as mais vendidas, o presidente destaca as de monorrosca ou dupla rosca para PVC e as de granulação de dupla rosca, com capacidades até 2,5 mil quilogramas por hora. “São máquinas bem-aceitas, duráveis e de qualidade”, ele garante, sem qualquer falsa modéstia. O grande segredo do sucesso, diz Miotto, encontra-se no constante aperfeiçoamento das roscas e cilindros, oferecidos em versões bimetálicas ou nitretadas.


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