Máquinas e Equipamentos

8 de junho de 2009

Extrusoras – Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

    Rulli Standard expôs coex de grande porte

    Os fabricantes de extrusoras seguiram a proposta anunciada no passado, reforçando nesta Brasilplast a vocação para otimizar os processos. Foi mais ou menos um repeteco da edição de 2007: os desenvolvimentos privilegiaram tecnologias para a redução dos custos de fabricação e o aumento da produtividade. As máquinas de origem europeia ratificaram a sua força em nichos de mercado voltados para a produção de grandes volumes e maior valor agregado do transformado, enquanto as companhias nacionais valorizaram modelos cada vez mais automatizados e se aproveitaram dos benefícios oferecidos por sofisticados periféricos e recursos eletrônicos.

    Filme– As linhas de produção de filmes encantaram pelo seu gigantismo. A participação da líder de mercado no segmento, a Carnevalli, teve clima de déjà-vu, pois como ocorreu na edição anterior da Brasilplast a grande atração do estande foi o duplo anel de ar apresentado em sua coextrusora. “Esta tecnologia oferece excelente controle de espessura do filme e aumento da estabilidade do balão, benefícios alcançados por meio da melhora do fluxo aerodinâmico do equipamento”, explicou o gerente-

    Plástico Moderno, Rodrigo Portes, gerente-geral de vendas da Carnevalli, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

    Carnevalli apresentou coextrusão de alto desempenho

    geral de vendas da Carnevalli, Rodrigo Portes. Para ele, em algumas aplicações é possível elevar a produção em até 40%, sem aumentar os custos operacionais.

    Além de promover o alto desempenho de seus equipamentos, a fabricante quis impressionar no quesito diversificação, a ponto de precisar de dois estandes para comportar as cinco máquinas escolhidas para a exposição. Em destaque estava a linha de coextrusão de três camadas, com roscas de 60/75/60 mm. Esse modelo sobressaiu por causa dos recursos incorporados: duplo anel de ar e controlador automático de espessuras, IBC eletrônico, bobinadeira dupla automática, sistema de dosagem gravimétrica com alimentação a vácuo e sistema completo de refrigeração do ar.

    “Escolhemos a linha pela necessidade dos nossos clientes em ter uma máquina com elevada capacidade produtiva, sem aumento do custo de operação”, comentou o diretor Wilson Carnevalli Filho.

    A empresa também exibiu a Magnum 75-2000m – para polietileno de alta densidade (PEAD) – equipada com cabeçote tipo Biflex e capacidade de produção de até 280 kg/h, com largura de até 2.000 mm. “Destaco o sistema de aquecimento por infravermelho que tem como principal vantagem a redução do consumo de energia”, afirmou Carnevalli Filho. No caso da exibição da Magnum 60-1600m – para a transformação de PEAD e polietileno de baixa densidade (PEBD) –, o custo/benefício foi o que mais chamou a atenção dos visitantes. “O modelo tem motores econômicos e de alto rendimento, além de excelente qualidade nas espessuras e alta produção: de mais ou menos 25% acima dos concorrentes”, garantiu o diretor. A empresa mostrou ainda a linha para reciclagem CR-75, com sistema de corte na cabeça, e uma impressora de oito cores.

    Essa ampla gama de máquinas em exposição reflete o dinamismo vivido pela companhia até outubro do ano passado, quando estava a todo vapor, pois comercializava, em média, dez máquinas, ao mês. Em novembro, é bem verdade, esse volume despencou e só veio a se restabelecer pouco tempo antes do maior evento brasileiro do plástico. “Tivemos uma grande desaceleração que só terminou no final de março de 2009”, comentou Portes. A fraca penetração no mercado externo também contribuiu. Mas não se trata de um caso específico da fabricante, afinal, poucos ficaram imunes à valorização do real perante o dólar e à crise econômica mundial. Na Carnevalli, o índice exportado de até 30%, em média, caiu para 10%, taxa registrada no ano passado. A realização da feira, no entanto, veio ratificar a retomada da prosperidade do passado recente. Durante o evento, a empresa vendeu máquinas para os mercados doméstico e internacional, totalizando 18.

    Plástico Moderno, Paulo Sérgio Leal, do departamento de vendas técnicas da Rulli, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados,

    Leal deu destaque ao Fast Gap, sistema capaz de tornar ágil a troca de espessura da bobina

    A outra expoente desse setor, a Rulli Standard, focou sua presença na Brasilplast em diferenciais. O sistema Fast Gap, de ajuste rápido de abertura do lábio do cabeçote plano (flat die), foi um dos principais destaques dessa fabricante. O acessório auxilia o operador na troca de espessura de bobina de forma bastante ágil. “Você consegue, sem parar a máquina, mudar a espessura, com um ganho mínimo de pelo menos 40 minutos na troca de serviço”, garantiu o engenheiro Paulo Sérgio Leal, do departamento de vendas técnicas da Rulli. Esse lançamento corrobora a necessidade do transformador de operar máquinas flexíveis, a fim de processar vários tipos de materiais, mantendo a alta produtividade.

    Plástico Moderno, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

    Linha Nitrus foi mudada para aumentar sua produção em 30%

    Como é de praxe, a Rulli levou ao estande máquinas de grande porte: a coex de três camadas foi uma delas. Capaz de produzir 500 kg/hora, o modelo tinha acoplado a ele um sistema de scanner para controlar a espessura do filme, da Eletronic System, com sensor infravermelho. Uma monoextrusora também estava na exposição.

    Esse tipo de máquina é uma das mais bem-aceitas pelo mercado; produz até 200 kg/hora, de PEBD, e até 140 kg/hora, de PEAD. “É de fácil manuseio e compacta, pode contar com bobinadeira automática ou não, depende da necessidade do cliente”, explicou Leal.

    Seguindo a proposta de que os detalhes fazem a diferença nos desenvolvimentos, a linha Nitrus, da fabricante HGR, foi aprimorada para operar nesta edição do evento e apresentou como mote principal seu anel de resfriamento. O equipamento visa à melhoria da estabilidade do balão e à redução da variação de espessura do filme. Com um único mecanismo de ajuste do ar, mantém-se o fluxo constante suplementar focado na estabilidade do balão, o que aumenta a refrigeração. De acordo com o diretor-comercial da HGR, Ricardo Rodrigues, é possível elevar a produção entre 15% e 30%. “Mudamos a carcaça, ampliamos os furos de distribuição do ar”, explicou. Esse anel de resfriamento, segundo Rodrigues, alavancou as vendas da empresa. “Em 2008 ultrapassamos nosso limite de máquinas, de quatro ao mês”, comentou.

    Tradicional no ramo de impressoras flexográficas, a Flexo Tech apresentou aos visitantes sua nova faceta: a de fabricante de máquinas extrusoras. “Não se trata apenas de uma estratégia para viabilizar vendas conjugadas, mas sim da realização de um projeto para oferecer uma linha completa de máquinas e equipamentos”, comentou o diretor-comercial da Flexo Tech, Romário Zonneveld. O portfólio conta com máquinas para filmes tubulares de polietileno, modelos Torino e Firenze. O diretor-comercial destacou nas máquinas o sistema de aquecimento de

    Plástico Moderno, Aldo Ciola Filho, executivo da Acmack, Extrusoras - Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de recursos sofisticados

    Ciola: estruturas diferenciadas ajudam a elevar competitividade

    cilindro e rosca através de infravermelho

    O recurso Quench System, adotado pela fabricante das extrusoras Ciola Acmack, também prometia fazer a diferença na coextrusora Master Coex 1000/3 para processar polipropileno (PP) com polietileno (PE) em três camadas. O sistema utiliza água para realizar o resfriamento em vez de ar, na tentativa de garantir filmes com mais qualidade. A ideia, em suma, é associar as propriedades de barreira e transparência do PP à elasticidade do PE, com maior resistência e soldabilidade. Essa Master Coex para coextrusão tubular mostrada nesta edição é bastante similar ao modelo exibido na Brasilplast anterior: a alteração primordial está justamente no controle de qualidade do filme. “A boa repercussão de 2007 reforçou esse novo lançamento”, comentou o executivo da Acmack, Aldo Ciola Filho.

    A escolha de uma máquina do tipo tubular tem a ver com seu caráter inovador. Para Ciola Filho, os modelos cast film contam com mais tradição no mercado e, portanto, há mais concorrência. “A coextrusão tubular de PP e PE ainda é novidade em nível mundial”, observou.


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