Chapas e Perfis

4 de maio de 2015

Extrusoras conseguem manter ritmo de negócios em alguns segmentos de mercado

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    O ano de 2015 começou com os empresários do setor de extrusoras para lá de ressabiados. As medidas tomadas pelo governo federal, baseadas em forte ajuste fiscal, sugerem crescimento pífio nos próximos meses. A torcida é para a equipe econômica adotar medidas capazes de promover a retomada da competitividade da indústria de bens de capital brasileira.

    Some-se a isso ameaças de falta de energia elétrica e a quase certa adoção de racionamento de água para lá de rigoroso no estado de São Paulo. Os velhos problemas conhecidos como “custo Brasil”, que englobam questões como dificuldade de financiamento, juros elevados e alta carga tributária, entre outras, também não ajudam. O cenário pode influir no ânimo para investir de empreendedores de setores importantes para os fornecedores de máquinas e equipamentos, como os da construção civil e automóveis, só para citar dois exemplos.

    Algumas notícias trazem alguma esperança. Em maio será realizada em São Paulo nova edição da Feiplastic, maior evento do setor de plásticos do Hemisfério Sul. Ótima oportunidade para os fabricantes apresentarem para clientes seus novos modelos, projetados sempre para proporcionar maior produtividade e economia de energia elétrica. Sempre existe demanda por máquinas mais produtivas. Outra notícia com lado positivo é a desvalorização do real, que inibe a venda de importados. Uma ressalva: no caso das extrusoras, as máquinas internacionais não chegam a incomodar tanto quanto no caso das injetoras. O dólar alto, por outro lado, estimula a inflação, o que atrapalha o crescimento.

    Depois do carnaval – Nem todos os segmentos econômicos são atingidos da mesma forma. Por isso, o desempenho dos fornecedores de equipamentos para extrusão não é uniforme. Conforme o nicho com o qual operam, as empresas podem alcançar resultados melhores ou não. Para a Extrusão Brasil, de Diadema – SP, fabricante de máquinas para os mercados de perfis, tubos e laminados, as vendas do ano começaram geladas.

    Leonardo Rocha Borges, diretor geral da empresa, se lembra de um velho chavão para definir o mercado atual. “Acho que para nós, esse ano, as coisas são vão começar depois do carnaval”, diz. Ele até tem recebido algumas consultas, mas vendas não apareceram da forma esperada até agora. Em 2014, os negócios também não corresponderam à expectativa.

    A fábrica trabalha para atender as encomendas efetuadas no ano passado. “Precisamos fechar negócios logo para utilizar nossa capacidade de produção nos próximos meses. Esperamos que seja feito algo para incentivar a retomada do crescimento da indústria”, afirma. Um aspecto positivo, de acordo com o diretor, reside no fato de vários clientes da empresa não trabalharem no estado de São Paulo. “Com a perspectiva de racionamento de água, as empresas da região estão segurando os investimentos em máquinas”, atesta.

    A linha da Extrusão Brasil é bem completa. Entre os modelos, extrusoras de rosca simples, duplas corrotantes ou contrarrotantes, misturadores e demais periféricos. A maior novidade deste ano é o lançamento do modelo 65/132, o primeiro da marca com duplas roscas cônicas. Indicada para a produção de perfis, conta com produtividade em torno de 20% superior à dos modelos com roscas paralelas. A novidade será apresentada aos interessados no estande da empresa na Feiplastic.

    A máquina pode ser acoplada às linhas de produção completas, cujos demais equipamentos também são fornecidos pela empresa. Conta com inversor de frequência, dosador alimentador e opera com grande economia de energia elétrica. É indicada para a produção de peças de PVC. “Um de nossos alvos é o mercado de fabricação de telhas plásticas, que acreditamos deve crescer bastante nos próximos dez anos”.

    Puxada pelos cabos – O ano de 2014 vinha sendo um dos piores da história da paulistana Miotto, tradicional fabricante de extrusoras para tubos, perfis e laminados. Até o fim da Copa do Mundo, as encomendas minguaram. Depois do torneio, os pedidos começaram a aparecer. Hoje, a empresa é uma ilha de otimismo entre os estudiosos do desempenho do setor de bens de capital. “Estamos felizes, lotados de trabalho. Nossa perspectiva é a de viver um dos melhores anos de nossa história”, comemora o presidente Enrico Miotto. Para ter ideia da recuperação, a empresa já conta com encomendas que garantem capacidade total de produção quase até o final do ano.

    O “santo” responsável pelo “milagre” foi o segmento de fios e cabos. O estouro das vendas de equipamentos, de acordo com o presidente da empresa, ocorreu a partir da combinação dos investimentos elevados das transformadoras do ramo com a alta tecnologia das extrusoras fabricadas pela empresa. “Nossas máquinas são comparáveis às fabricadas na Alemanha e Itália”, orgulha-se.


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