Economia

1 de outubro de 2016

Extrusoras: Bens de capital seguem em queda

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    O primeiro semestre apresentou dados preocupantes para o segmento de máquinas e equipamentos. Segundo estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida do setor apresentou queda de 29,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado. No mercado interno o cenário se revela mais preocupante. As vendas acumularam queda de 46,3% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2015. O comportamento das vendas até junho indica uma provável queda, da ordem de dois dígitos, em 2016 sobre 2015.

    De acordo com o Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da entidade, os maus resultados se devem às incertezas políticas combinadas com a diretriz econômica recessiva, na qual o custo do capital é incompatível com o retorno dos investimentos, o que tem inviabilizado qualquer decisão de investir no país.

    No ano, pela primeira vez após longo período, as exportações registraram crescimento. Em valores, ele chegou a 1,1% em relação ao 1º semestre de 2015. Em quantidade de máquinas vendidas, o crescimento chegou a 10,4%. A apreciação do real, em 2016, anulou praticamente todos os ganhos de competitividade dos produtos nacionais obtidos quando o dólar chegou aos R$ 3,80. Há dúvidas se o atual câmbio, inferior a R$ 3,40 por dólar, permitirá a manutenção dessa tendência. Os principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos são, pela ordem, América Latina, Europa e Estados Unidos.

    No mês de junho, a queda contínua nas importações de máquinas e equipamentos foi interrompida. Na comparação com o mês de maio, houve um crescimento de 93,5% nas importações que saltaram de uma média mensal de US$ 1,2 bilhão para US$ 2,3 bilhões. Na comparação com junho do ano passado, o crescimento foi de 44,1%. Com esse evento atípico, a queda nas compras de máquinas no exterior saltou de 30,4% até maio para 18,8% no semestre contra igual período de 2015.

    O forte crescimento observado no mês (+93,5%) é resultante do aumento da entrada de máquinas para infraestrutura e indústria de base (+425,8%) e para a indústria de transformação (+113,4%) que juntos responderam por 84% do incremento. Para a indústria de transformação entraram fornos e para infraestrutura entraram equipamentos para saneamento básico, cimento e mineração e alguns bens sob encomenda como caldeiras, trocadores de calor, equipamentos para metalurgia, laminadores e outros itens de menor valor. Em junho, o crescimento do déficit por causa do forte aumento das importações é, aparentemente, um ponto fora da curva.

    Houve redução de 2,9% no uso médio da capacidade instalada da indústria de base, que passou de 68,3% em 2015 para 66,6% em 2016. A indústria de máquinas encerrou junho de 2016 com 308 mil pessoas ocupadas, com redução de 1.518 pessoas sobre o mês anterior. Na comparação com junho de 2015, houve redução de 32.703 postos de trabalho.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *