Máquinas e Equipamentos

7 de abril de 2007

Extrusoras – Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Um novo ciclo de crescimento deverá ter início na Brasilplast 2007 para os fabricantes de máquinas extrusoras e co-extrusoras. Essa 11ª edição da maior feira do plástico da América Latina renovou as expectativas do setor. Após um ano difícil, como foi o de 2006, os negócios se mostram aquecidos outra vez. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o volume (em dólar) das importações de extrusoras aumentou 87% entre 2005 e o ano passado. Mas a indústria local não se intimidou. Novos desenvolvimentos despontam no cenário nacional, aliando os incrementos tecnológicos às necessidades de melhoria da qualidade e de redução dos custos de produção.

    Plástico Moderno, Oliver Cornelius, executivo de vendas de máquinas da Windmoeller & Hoelscher do Brasil, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Cornelius prevê demanda nacional para co-extrusão de nove camadas

    No ramo de filmes, a indústria de embalagem dita as regras, sobretudo em aplicações técnicas que requerem proteção intensificada, seja à luz, ao gás ou ao vapor d´água. Entre as inovações do setor, destacam-se os modelos capazes de processar resinas especiais e de fabricar filmes com maiores propriedades de barreira. Em geral, nos filmes de três camadas (o tipo mais popular da categoria), uma delas é de polietileno (PE), outra de adesivo e uma terceira composta por poliamida (náilon) ou copolímero de etileno álcool vinílico (EVOH). Alguns setores chegaram a apostar na substituição do náilon pelo cloreto de polivinilideno (PVDC). Na Europa, no entanto, o material foi rechaçado. Por se tratar de produto derivado do cloro, se cogita risco à saúde do operador, bem como prejuízo ao equipamento.

    Segundo estima o executivo de vendas de máquinas da Windmoeller & Hoelscher do Brasil, Oliver Cornelius, essa rejeição também se manifesta no País e com isso se intensifica a demanda de modelos de máquinas que operam estruturas com outras matérias-primas, como EVOH e o náilon.
    De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), cerca de 35% da produção brasileira de flexíveis emprega a co-extrusão. A tendência é de aumento, segundo os profissionais da área. Para Cornelius, esse processo continuará a ser a resposta para a produção de filmes diferenciados. “A procura por novas tecnologias e soluções para a fabricação de embalagens será um dos assuntos principais dessa feira”, confirma.

    Apesar de a Brasilplast não ser uma exposição destinada à indústria de alimentos – esse segmento responde pela maior parte das vendas de flexíveis –, o evento deve coroar as expectativas de recuperação do setor. Em 2006, essa indústria apresentou crescimento de 3,5% sobre o ano anterior. Para 2007, estima-se aumento nas vendas de pelo menos 5%.

    Segundo o presidente da Abief, Rogério Mani, a feira será beneficiada pelo bom momento do mercado de flexíveis. “Percebo inovações e mudanças”, destaca. A importância das embalagens para os fabricantes de máquinas se revela em números. A maior parte da indústria brasileira de transformadores de plástico se compõe de empresas desse ramo de atividade. As embalagens representam cerca de 40% do total do setor; construção civil, descartáveis, componentes técnicos e o setor agrícola respondem por cerca de 10% cada. O restante se divide entre utilidades domésticas, calçados, laminados, brinquedos e outros.

    Plástico Moderno, Wilson Carnevalli Filho, diretor-comercial da Carnevalli, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Carnevalli: o cliente exige alta produtividade

    Mercado aquecido – Entre os fabricantes de máquinas, as expectativas em relação à feira são as melhores possíveis. Todos esperam vender. Na avaliação de Mani, os negócios realizados durante o evento devem representar no mínimo seis meses de trabalho. “Os clientes estão se movimentando. O mercado interno está aquecido”, argumenta o diretor-comercial da Carnevalli, Wilson Carnevalli Filho. No geral, o ano de 2006 favoreceu pouco o crescimento do setor de máquinas.

    No entanto, indícios de retomada dos negócios já são percebidos por alguns fabricantes de extrusoras e co-extrusoras. Um dos principais do mercado de filmes, a Carnevalli registrou incremento das vendas de cerca de 20%, nos primeiros meses de 2007, em relação a igual período do ano passado.

    Não se trata de um caso isolado. A tendência de retomada dos negócios registrada no primeiro trimestre do ano deverá se acentuar. Essa é a aposta do setor. “Existem equipamentos obsoletos que tornam o custo de fabricação economicamente inviável, obrigando a substituição”, argumenta o diretor da Rulli Standard, Luis Carlos Rulli. Para Cornelius, em virtude desse cenário, intensificou-se a procura por renovação e sofisticação do parque industrial nacional. “Em alguns casos, essa tendência já se concretizou em investimentos”, observa Cornelius. A Abimaq apresentou expectativas retraídas para o segmento de máquinas destinadas ao processamento do plástico.

    Plástico Moderno, Luis Carlos Rulli, diretor da Rulli Standard, Extrusoras - Aquecimento do mercado renova as expectativas dos fabricantes e garante incrementos tecnológicos nos novos desenvolvimentos

    Rulli aposta na substituição das máquinas obsoletas

    Mas nem por isso o fabricante de extrusoras e co-extrusoras projeta índices apertados para 2007. “Acreditamos em crescimento de 10% a 13%”, afirma Rulli. Em tempo: o segmento de extrusão representa 18,8% do faturamento nominal do setor de máquinas para o processamento de plásticos. No ano passado, esse mercado faturou R$ 659 milhões.

    No geral, as vendas ficaram aquém das expectativas, no ano passado. Apesar da má notícia para o setor, alguns negócios se voltaram para máquinas de alto valor agregado, evitando queda no faturamento desses fabricantes. Para driblar a diminuição das consultas, as empresas se esforçaram para desatar o seguinte nó: manter a competitividade, com a redução dos custos de produção, sem ônus nos incrementos tecnológicos de suas máquinas.


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