Plástico

12 de fevereiro de 2012

Extrusão – Setor de embalagem flexível se recria com o respaldo de novos grades e tecnologia

Mais artigos por »
Publicado por: Rose de Moraes
+(reset)-
Compartilhe esta página

     

    A capacidade do setor plástico de se reinventar e encontrar novos caminhos para continuar na lista dos negócios rentáveis e promissores da economia mundial parece ser inesgotável e bons exemplos surgem de tempos em tempos no dinâmico setor de embalagens flexíveis, fabricadas por extrusão e coextrusão.

    O ponto inicial das inovações parte dos novos grades de resinas poliolefínicas que, encontrando respaldo entre os produtores de filmes, são testados em novas composições e fórmulas, a fim de oferecer maior eficiência e ganhos logísticos a essa cadeia de produtores e fornecedores. Nesse rol também se incluem as novas tecnologias em máquinas, que permitem alcançar patamares de produtividade inimagináveis anos atrás.

    Entre os vários projetos focados em promover melhorias no desempenho das resinas se destacam os estudos realizados pela Braskem nos campos dos polietilenos e dos polipropilenos para extrusão, cujos esforços vêm resultando em menores espessuras aos filmes e na sua maior qualidade ante as exigências do mercado de flexíveis direcionados a embalar alimentos.

    As principais tendências mundiais se refletem sobre as pesquisas em curso na petroquímica. “Os nossos projetos seguem as macrotendências voltadas à sustentabilidade, aos aumentos de produtividade e de eficiência, ao poder fazer mais com menos”, sintetizou Renato Di Thomazzo, gerente de desenvolvimento de produto da área de polietilenos e PVC da unidade de polímeros de Triunfo-RS da Braskem.

    A possibilidade de reduzir as espessuras dos filmes de polietileno foi explorada em várias aplicações como nas embalagens frigorificadas, fabricadas com o uso das resinas Pluris 6301. Desenvolvidos inicialmente para embalar frangos congelados, os polietilenos de baixa densidade linear (PEBDL) quaterpolímeros, formados por eteno, propeno, buteno e hexeno, e processados por extrusão tubular, permitiram alcançar reduções de espessura nos filmes da ordem de 40% em comparação com os filmes fabricados com o polietileno convencional, o PEBDL copolímero, trazendo ganhos compensadores para os produtores e convertedores.

    “As novas resinas de polietileno Pluris 6301 têm excelentes propriedades sob baixas temperaturas e, ao serem processadas, permitem que as embalagens não sejam perfuradas, por exemplo, pelas asas pontiagudas dos frangos, não ocasionando perdas por rompimentos, além de tornarem o processo de reciclagem bem mais fácil”, explicou Thomazzo.

    Ao direcionar, prioritariamente, a nova resina ao mercado de embalagens flexíveis de frangos, a Braskem levou em conta o fato de que o Brasil é o maior exportador mundial desse tipo de carne, destinada todos os anos para mais de 150 países, principalmente do Oriente Médio e da Ásia, que consomem mais de 60% do volume total produzido no país.

    Assim, os benefícios em economia e qualidade, proporcionados pela nova resina de maior desempenho, em pouco tempo também despertaram o interesse de outros mercados, como o de embalagens para pães de forma, entre outros tipos de pão, nas quais também prevalece o propósito de preservar por mais tempo os produtos. A nova resina, contudo, também conta com perspectivas ainda mais amplas, de poder ser introduzida de forma mais intensa e abrangente no mercado de embalagens para alimentos de primeira necessidade e de largo consumo, como arroz, feijão, farinhas, entre outros cereais em grãos e em pós.

    As resinas de PEBDL Pluris 6301 representam uma grande inovação, principalmente sob o aspecto da sustentabilidade, pois permitem o uso de menores quantidades de uma única matéria-prima para se produzir filmes menos espessos e mais resistentes, mas não foi desenvolvida com o objetivo de impor barreira, tal qual as embalagens produzidas convencionalmente em multicamadas e com diferentes polímeros, como as resinas de engenharia.

    “Estamos seguindo outras rotas de estudos e pesquisas para lançar, provavelmente em 2014, resinas com propriedades de barreira. Por enquanto, a nossa missão é explorar novas aplicações para viabilizar reduções de espessura de filmes com um único material, como o PEBDL Pluris 6301, para que possa participar de outros segmentos e nichos de mercado, tornando a cadeia do plástico mais competitiva para os produtores e mais acessível aos consumidores finais”, informou o gerente de produto da Braskem.

    As propriedades de barreira podem ser alcançadas com resinas e aditivações especiais, blendagens e/ou tratamentos especiais, mas o mais importante, segundo Thomazzo, é conseguir desenvolver um monomaterial polivalente, que apresente barreira a gases, como o oxigênio, ao vapor d’água e à luz. Todos esses esforços dão a entender que o foco atual das pesquisas é desenvolver uma nova espécie de polietileno para se produzir filmes flexíveis em monocamada e de altíssimo desempenho, por processo de extrusão, aliando, porém, alta resistência às condições mais críticas possíveis.

    “Todo o nosso trabalho está sendo canalizado para alcançarmos melhorias nas resinas, para que elas possam propiciar melhor desempenho aos filmes. O nosso intuito é poder mudar a ordem de grandeza das propriedades, produzindo, por exemplo, polietilenos dez vezes mais resistentes e mais eficientes do que os poliésteres ou cem vezes


    Página 1 de 512345

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *