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4 de maio de 2007

Export plastic – Setor direciona foco exportador para as especialidades e busca vendas além do Mercosul

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Publicado por: Simone Ferro
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    Ao contrário da edição anterior em 2005, que marcou a efervescência das exportações brasileiras, a Brasilplast 2007, realizada de 7 a 11 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, retratou um período delicado, em virtude da desvalorização do dólar perante o real, e ao mesmo tempo promissor para as vendas em euro.

    Para os transformadores, que nos últimos anos investiram alto no desenvolvimento do mercado externo, a supervalorização da moeda brasileira não só preocupa como muda o perfil do setor, cada vez mais voltado para as especialidades, e em busca de novas alternativas para escoar a produção, como os países da América Latina, fora do eixo do Mercosul, e a Europa.

    Plástico Moderno, Sidney Moreira, do departamento de comércio exterior da Braspack, de Ipojuca-PE, Export plastic - Setor direciona foco exportador para as especialidades e busca vendas além do Mercosul

    Moreira mantém exportação para honrar os contratos

    De acordo com a entidade, o consumo aparente de resinas foi de 4,53 milhões de toneladas, aumento de apenas 4,56% em relação a 2005.
    Embora muitos fabricantes de produtos plásticos mantenham as expectativas de crescimento, a maioria puxou o freio de mão, exportando apenas para honrar contratos e não fechar portas abertas com muito trabalho e altos investimentos.

    “O comércio exterior é um projeto de longo prazo, que envolve grande investimento. Não dá para abandonar o barco quando a maré não está boa. Mais difícil que conquistar um cliente é mantê-lo”, defende Sidney Moreira, do departamento de comércio exterior da Braspack, de Ipojuca-PE. A empresa exporta filmes de PVC extensível para a indústria alimentícia.

    O panorama atual também reforça a tendência de exportação dos produtos especiais em detrimento das commodities. Afinal, o design inovador amplia as possibilidades de exportação, aumenta a competitividade e agrega valor aos produtos, melhorando a rentabilidade. Prova disso é o bom desempenho no exterior do segmento brasileiro de utilidades domésticas, entre outros.

    Tais tendências puderam ser observadas no estande do Export Plastic na Brasilplast. Pela segunda vez consecutiva, os associados do programa ocuparam local de destaque, na entrada do pavilhão. O Export Plastic, programa de incentivo às exportações de produtos manufaturados de plástico, é uma iniciativa da cadeia petroquímica, desde os produtores das resinas aos transformadores, em parceria com a Agência de Promoção de Exportação e Investimento (Apex-Brasil).
    O estande abrigou cerca de 70 expositores, todos associados do programa, que mostraram seus produtos em pequenas vitrines. O espaço contou ainda com infra-estrutura para reuniões, recepção dos visitantes, internet, tradutores etc.

    Paralelamente à exposição, o programa promoveu a oitava edição do Projeto Comprador, com importadores dos Estados Unidos, África do Sul, Holanda, Bélgica, Espanha, Chile, México e Colômbia, e as clínicas de exportação, um serviço de consultoria gratuita para auxiliar as empresas no desenvolvimento do comércio exterior.

    Plástico Moderno, Dina Gazola, gerente de exportações, Export plastic - Setor direciona foco exportador para as especialidades e busca vendas além do Mercosul

    Dina aumentou lançamentos e ampliou a linha para melhorar os negócios

    Tendências – A Martiplast, de Caxias do Sul-RS, transformadora do segmento de utilidades domésticas, melhorou a rentabilidade das exportações apostando no design. A empresa, fundada há onze anos, exporta há mais de três para a América Latina e África do Sul, entre outros mercados.

    Segundo a gerente de exportações, Dina Gazola, a nova estratégia foi implantada em março de 2007, com a criação da marca OU, composta por variada gama de produtos, desde copos, bandejas, pratos e caixas organizadoras. Na exposição, chamaram a atenção o estojo para escova e dentifrício e a bandeja confeccionada em estireno-acrilonitrila (SAN) no processo de dupla injeção. Dentre as ações adotadas consta o lançamento de novos produtos duas vezes ao ano e a ampliação da linha. “A estratégia foi definida com base em extensa pesquisa de mercado”, afirma Dina. As exportações representam aproximadamente 10% do faturamento da empresa. “O câmbio é um complicador, porém, o objetivo é elevar esse índice a 20%.”

    De acordo com Dina, a participação da empresa na Brasilplast focou principalmente as rodadas de negócios promovidas pelo Projeto Comprador. “Fiz excelentes contatos com varejistas da África do Sul e Colômbia”, diz. Ela ressaltou também a importância de participar de exposições no exterior. “Estamos consolidando nossa atuação no mercado externo.”


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