Borracha

13 de maio de 2008

Expobor – Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Ainda é cedo para concluir prognósticos totalmente certeiros, mas algumas aplicações tradicionais no campo das borrachas tendem a desaparecer ou pelo menos ficar chamuscadas em algumas regiões do mundo em virtude das mudanças de rumo tecnológico que começam a ser presenciadas na Europa e Japão, principalmente na primeira década desse século.

    Na visão de alguns importantes provedores desse setor, as novas rotas já estariam bem próximas. Algumas delas prenunciam verdadeiras guinadas, mudanças de rumo, sinalizando a substituição de matérias-primas petroquímicas, consideradas consolidadas há até bem pouco tempo. Uma dessas mudanças já se concretiza em um dos mercados mais dinâmicos do setor das borrachas, o automotivo, podendo incorrer na fabricação dos cerca de 6 milhões de veículos produzidos anualmente em toda a América Latina – 50% deles no Brasil. No bojo dessas mudanças estão os avanços irrefreáveis gerados por desenvolvimentos mais recentes no campo da biotecnologia. Em busca de fontes renováveis, visam a tornar mais sustentável a produção industrial no planeta.

    Plástico Moderno, Nilson F. Bordin, líder comercial para a América Latina da DuPont Performance Elastomers, Expobor - Tecnologia automobilística muda e exige adaptação das borrachas

    Bordin: biocombustível requer aumento da resistência química

    “As tecnologias automotivas estão mudando gradualmente sob a influência de vários projetos europeus e, mais recentemente, também de projetos japoneses”, observou Nilson F. Bordin, líder comercial para a América Latina da DuPont Performance Elastomers. A provedora global de elastômeros para aplicações especiais foi uma das presenças marcantes da Expobor 2008 – a 8ª. Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha, uma promoção da Francal Feiras em conjunto com a Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha, a Abiarb. Maior vitrine da América Latina de inovações tecnológicas para o setor nas áreas de matérias-primas, insumos, novos desenvolvimentos em  borrachas, máquinas e equipamentos, o evento foi realizado de 5 a 8 de maio último, no Expo Center Norte, em São Paulo, em clima de otimismo, mas também embalado por uma certa apreensão perante o cenário de mudanças corporativas e tecnológicas, incluindo as exigências delineadas pela Comunidade Européia, que prevêem produções mais sustentáveis e devem trazer impactos quanto ao uso de matérias-primas e manufaturados.

    Mudanças tecnológicas – Com mais de 50% da produção de artefatos de borracha sendo destinada às montadoras de automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas, cujas vendas superaram em 2007 mais de 4,2 milhões de unidades, a grande vedete da Expobor foram as aplicações de elastômeros na indústria automotiva.

    Altamente resistentes à temperatura e a químicos, as categorias de elastômeros fabricados pela DuPont direcionam-se em grande parte aos setores automotivo e elétrico, e abrangem a fabricação de selos de transmissão, juntas, bandas de rodagem, selos para semicondutores, borrachas para recobrir cabos, entre inúmeras outras, assistidas pela companhia há mais de sete décadas, somando-se o tempo dedicado ao ramo das borrachas e que, portanto, pode ser tomada como referência, uma espécie de termômetro ao sinalizar tendências para esse mercado.

    As mudanças tecnológicas comentadas por Bordin certamente levaram em conta o fato de que, atualmente, veículos como o Honda Fit e outros congêneres da nova geração já adotaram sistemas de direção eletricamente assistida, em substituição à direção hidráulica, sinalizando importantes mudanças que deverão trazer conseqüências para a produção de elastômeros de uso corrente no setor, como as mangueiras de borracha empregadas nos sistemas hidráulicos, os quais tendem a ser abolidos em futuro próximo pelo menos em alguns mercados.

    Outra grande mudança é delineada no cenário global em razão da adoção de motores movidos a biodiesel em caminhões, caminhonetes, ônibus e coletivos em geral, segmentos nos quais está previsto o uso do novo combustível, exigindo, portanto, novas especificações a serem cumpridas pelos elastômeros, principalmente relacionadas com sua capacidade de resistir às agressões químicas.

    Mudanças tecnológicas, conseqüentemente, estariam impondo alterações de âmbito corporativo, muitas delas com vistas a consolidar novos modelos de gestão da produção e de negócios, a fim de manter lideranças ou conquistar melhores posições em um cenário tecnologicamente tão competitivo como está se apresentando o das borrachas.

    Na área de elastômeros, na DuPont, as grandes mudanças começaram a ocorrer em junho de 2006, segundo pontuou Bordin, exatamente quando a DuPont do Brasil passou a ser a representante oficial da DuPont Performance Elastomers, sediada em Wilmington, nos Estados Unidos, e promoveu a integração do México ao bloco da América Latina, a partir daquele momento não mais pertencendo à jurisdição da América do Norte.

    “O modelo de regionalização foi adotado em todas as áreas de negócios da DuPont”, afirmou Bordin. Influenciado pela demanda do mercado norte-americano, o México alcança atualmente níveis de produção avaliados em torno de dois milhões de veículos ao ano, enquanto o Brasil deverá ultrapassar em 2008 a produção de três milhões de unidades.

    A maior integração entre os países da América Latina, agregando o México, também propiciou a transferência de marcas como a dos elastômeros Vamac, antes pertencente à área de polímeros industriais da DuPont do Brasil, mas desde primeiro de janeiro de 2008 sob a alçada de comercialização da DuPont Performance Elastomers.


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