Borracha

16 de junho de 2014

Expobor: Evolução dos automóveis faz indústria da borracha desenvolver inovações

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Expobor: Evolução dos automóveis faz indústria da borracha desenvolver inovações
    O ano de 2014 é visto com otimismo moderado pela indústria de borracha. A se manter o panorama macroeconômico atual, líderes da indústria do setor calculam crescimento nominal de faturamento entre 8% a 9% no período. Descontada a inflação, espera-se crescimento real entre 2% e 3%. O desempenho do setor foi bastante comentado pelos participantes da Expobor 2014, única feira ligada à matéria-prima na América Latina.

    O encontro bienal foi realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, e reuniu 120 expositores ligados à transformação de artefatos de borracha. Marcaram presença, entre outros, os principais fornecedores nacionais de matérias-primas e equipamentos, além de representantes internacionais ligados ao ramo, bem como os setores de artefatos, automação, centros de pesquisa, equipamentos de laboratório, moldes e ferramentaria, máquinas, sistemas de energia, reciclagem e outros. Em paralelo, foi realizada a Pneu-Recaufair 2014 – Feira Internacional da Indústria de Pneus, considerado o maior evento do continente ligado ao setor de pneus.

    Quem compareceu à Expobor pode conferir muitas novidades ligadas a um negócio bilionário. Em 2013, a indústria da borracha apresentou faturamento de US$ 2,82 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha – Abiarb. O número representa crescimento de 4%, bastante superior ao apresentado pela indústria como um todo no ano passado, que ficou próximo de 1%.

    O resultado se deve, em grande parte, ao excelente resultado da indústria automobilística, que encerrou 2013 com crescimento recorde de 9,9% sobre o ano de 2012, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Vale lembrar: 51% da produção de artefatos de borracha são destinados à fabricação de pneus e outros itens presentes nos automóveis. O desempenho só não foi melhor por conta da importação de produtos acabados de borracha, fato que gera reclamações da associação há um bom tempo.

    Pneu verde – Entre os temas discutidos pelos frequentadores, os chamados pneus verdes se destacaram. Lançados há cerca de uma década e já bastante usados no exterior, eles ainda são consumidos de forma tímida por aqui. O potencial de crescimento das vendas é visto com entusiasmo pelas empresas envolvidas em sua fabricação. Um dos motivos do otimismo é o objetivo de redução de consumo de combustíveis da ordem de 12% no período de 2013 a 2017, previsto no programa federal Inovar-Auto, de incentivo à nacionalização de modelos de automóveis. Por permitirem menor atrito com o asfalto, os pneus verdes são excelentes aliados para as montadoras se aproximarem dessa meta.

    O tema esteve no centro dos bate-papos no estande Lanxess, empresa que se apresenta como líder mundial na fabricação de borracha sintética. Christoph Kalla, vice-presidente global de marketing que veio ao Brasil para participar do evento, aposta no forte crescimento dos negócios envolvendo o produto. “Nos últimos anos temos tido um crescimento de 5% ao ano na venda de borrachas para essa finalidade e acredito que esse número vá acelerar muito nos próximos anos”, afirmou.

    Ele justifica sua estimativa com as vantagens proporcionadas pelos pneus verdes. “Uma pesquisa realizada na Europa demonstrou que eles reduzem o consumo de combustível dos caminhões em 8,5% e duram mais. Proporcionam retorno rápido do investimento para transportadoras de passageiros ou cargas”, garante.

    A Lanxess produz borracha para essa aplicação com a mistura de borracha de estireno butadieno em solução (SSBR) com catalizador de borracha de polibutadieno e neodímio (ND-PBR) e sílica. “Dos três insumos, apenas a sílica é fornecida por terceiros, o restante é fabricado internamente”. Uma nova família da linha SSBR, com desempenho superior, deve ser lançada no Brasil ainda no segundo semestre. Para os pneus tradicionais a empresa também produz borrachas a partir da composição de emulsões de borracha de estireno butadieno (ESBR) com ND-PBR e sílica.

    Fora do campo da borracha, fornece vários produtos químicos. “O mercado brasileiro é muito importante para nós”, resumiu o vice-presidente global. Do total de 8,3 bilhões de euros faturado em todo o mundo pela empresa química, o Brasil responde por 10% – a fatia relativa à venda de borrachas não é revelada. A empresa conta com três fábricas no país, nas cidades de Duque de Caxias-RJ, Cabo de Santo Agostinho-PE e Triunfo-RS.


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