Máquinas e Equipamentos

22 de novembro de 2011

Especial máquinas – Sopradoras – Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre

    Depois de um primeiro semestre excelente, as vendas de sopradoras, tanto as convencionais como as voltadas para o mercado de PET, caíram um pouco nos últimos meses do ano. Nada muito alarmante, dizem os fornecedores. Os resultados do ano ainda serão bons. Depois de um período excepcional, iniciado no segundo semestre de 2009, a queda, para os representantes do setor, está dentro das expectativas. É difícil se manter num patamar de negócios tão elevado por longo prazo e esperava-se um arrefecimento. O grande endividamento das classes média e baixa nos últimos tempos não colabora e interrompeu por um tempo o entusiasmo dos transformadores interessados em equipar suas fábricas.

    O cenário internacional também influencia. As dificuldades vividas por alguns países europeus, casos da Grécia, Portugal, Espanha e Itália, as consequências do tsunami no Japão e a recuperação tímida da economia dos Estados Unidos reforçam a perspectiva de agravamento da crise econômica mundial. Por tabela, abalam a confiança dos empresários nacionais. Apesar do cenário um tanto incerto, o próximo ano é esperado com boa dose de otimismo.

    Qualquer que seja a aplicação desejada, os clientes das fornecedoras de sopradoras nos últimos tempos têm demanda parecida. Quase todos procuram por máquinas com alta capacidade produtiva e elevado índice de automação. Para atender aos pedidos, os fabricantes nacionais procuram sofisticar seus lançamentos. Muitos apresentaram modelos com características mais avançadas na edição da Brasilplast realizada em maio, outros aproveitam a passagem do ano para mostrar novidades.

    Na disputa entre nacionais e importadas, as fábricas brasileiras dos modelos convencionais, por enquanto, não sofrem tanto como ocorre no caso de outros equipamentos, em especial as injetoras. As sopradoras asiáticas chegam por aqui de forma tímida, embora algumas marcas contem com representantes comerciais satisfeitos com os resultados obtidos. O atendimento pós-venda, essencial no caso das sopradoras, é barreira difícil de ser transposta pelos importadores de equipamentos com “olhos puxados”, dizem os fornecedores brasileiros. A afirmação, é lógico, não encontra eco entre os representantes de marcas asiáticas.

    O preço cobrado pelos fabricantes norte-americanos e europeus “entusiasma” apenas os compradores interessados em máquinas com características sofisticadas. Entre os modelos vindos do exterior, os voltados para o mercado de PET merecem destaque. A Pavan Zanetti e a Romi, importantes fabricantes nacionais, entraram em 2009 nesse mercado com a intenção de abocanhar fatia considerável. Chama a atenção, também, a presença de importadores de equipamentos de injeção/sopro destinados à transformação de outras matérias-primas, mercado com bom potencial de crescimento.

    Nova fábrica – Há 45 anos no mercado e mais conhecida fabricante nacional de sopradoras, a Pavan Zanetti tem motivo especial para comemorar neste final de ano. A empresa vai inaugurar, nas próximas semanas, sua nova sede, localizada às margens da rodovia Anhanguera, em Americana-SP. A fábrica conta com área construída de 13.200 m², cerca de 10.000 m² a mais em relação à sede atual. O novo prédio permite a expansão das linhas de produção e a empresa estuda os investimentos necessários para a aquisição de novas máquinas operatrizes. O aporte necessário para a realização do projeto deve chegar a R$ 15 milhões até a conclusão da nova sede.

    Plástico Moderno, Newton Zanetti, Diretor de marketing, Especial máquinas - Sopradoras - Vendas arrefecidas não tiram o bom ânimo do setor, alentado pelos excelentes resultados do primeiro semestre

    Zanetti comemora ida para sua ampla nova sede

    De acordo com Newton Zanetti, diretor de marketing, os resultados das vendas de sopradoras convencionais serão inferiores a 2010. “Essa queda se deve ao abastecimento forte de máquinas no setor nos últimos dois anos e a uma diminuição do índice de confiança do empresariado, aliado, creio, ao grande endividamento das classes média e baixa, que consumiram além de suas necessidades”, avalia. Para o diretor, com a redução do quadro de endividamento, o mercado voltará a melhorar. “Para o próximo ano, tenho confiança de que atingiremos um melhor volume de vendas, se bem que eu ainda desconfio que o volume será menor do que no período 2009/2010, que foi excelente”, resume.

    Para a Pavan Zanetti, a maior procura por sopradoras convencionais está focada em máquinas de até cinco litros para embalagens voltadas aos setores de higiene e limpeza, cosméticos e farmacêuticos. “São máquinas com grande capacidade de produção e automatismo total”, diz. Elas funcionam apenas com um operador em cada linha de produção. “Após o sopro, essas embalagens seguem em linha para teste de microfuros, rotulagem e ensacamento”, explica.


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