Máquinas e Equipamentos

10 de janeiro de 2014

Especial Máquinas – Sopradoras: Máquinas especiais, de maior porte e sofisticadas, ganham mais fôlego nas vendas do ano

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Especial Máquinas - Sopradoras: Máquinas especiais, de maior porte e sofisticadas, ganham mais fôlego nas vendas do anoDiferentemente da maioria dos fabricantes de injetoras, que necessitaram de energia extra neste ano para mover os negócios adiante no país, os produtores de sopradoras sentiram o mercado de maneira desigual. Uns preparam as taças para comemorar crescimento significativo, enquanto outros vão se despedir de 2013 sem saudades.

    Plástico Moderno, Crescimento acentuado obriga Fonseca a investir em espaço maior

    Crescimento acentuado obriga Fonseca a investir em espaço maior

    Com foco especial em projetos de grande porte, entre os quais para a Global Pack (antiga Sinimplast), Mauser, Logoplaste e Inpev, o diretor comercial da Multipack Plas, Ulisses Fonseca, sustenta um surpreendente crescimento médio de 40% nos últimos três anos. Só em 2013 fabricou 40 máquinas, as de menor porte dos modelos Autoblow, com mesa dupla, cada uma para até 10 litros, e a maior, também com mesa dupla, para 30 litros. O modelo Autoblow 25 L, lançado no final do ano passado, tomou a maior parte da produção. O montante total também contemplou modelos de máquina elétrica (linha Ecoblow), a menina dos olhos da empresa e a estrela do setor na Feiplastic.

    Além de suprir o mercado doméstico, a Multipack também exporta. Atualmente, a parcela de máquinas que segue para o exterior, basicamente para os países da América Latina, equivale a 15% da produção, mas Fonseca pretende dobrar esse volume no próximo ano.

    A boa notícia, no entanto, também gera insegurança. Crescimento desse nível exige estrutura de fábrica, capital de giro e tudo o mais que o suporte. “O crescimento exige também altos investimentos.” O espaço hoje ocupado pela empresa, de 2.200 m2, já não comporta as suas necessidades, razão pela qual Fonseca investiu em novo terreno, com projetos de 3.500 m2 em Várzea Paulista-SP, para onde planeja transferir o grupo. Ele fala em grupo porque acaba de criar a Multipack Service, empresa de serviços que, além da própria Multipack, irá atender também as outras empresas do segmento de sopro.

    Fonseca relata que até julho ele atuou com uma boa carteira de pedidos, mas desde agosto os negócios arrefeceram. “Como um todo, o ano foi bom, mas a partir daí houve um declínio”, comenta. Sem prognósticos, ele diz que há muita dúvida no mercado com relação a 2014. Mas sinaliza bom potencial para substituição de equipamentos com uso acima de uma década e defasados. O setor pouco se ateve a essa questão. Ao menos na Multipack, 95% das vendas atendem a essas ampliações.

    Com juros de 3,5% ao ano, o Finame é uma opção muito boa, desde que a empresa interessada atenda aos seus requisitos. E, segundo observa Fonseca, a certidão negativa nem é mais o maior empecilho à obtenção do financiamento. A liberação do crédito agora esbarra com frequência na licença ambiental. Muitas empresas ainda andam na contramão da sustentabilidade e, por tal razão, não respeitam as exigências – diga-se de passagem, corretíssimas – do Finame.

    Longa gestação – O primeiro modelo de sopradora totalmente elétrica, com acionamentos servomotorizados, como no conceito das injetoras totalmente elétricas, foi apresentado ao mercado neste ano e atraiu os holofotes durante a feira Feiplastic. O diretor da Multipack Plas relembra que percebeu a tendência de avanço das sopradoras elétricas e a ideia de conceber um modelo do gênero, em 2010, durante sua visita à feira alemã K. Maturou o seu propósito e investiu no projeto. “Fomos buscar tecnologia de acionamentos já comprovados. A Moog nos apresentou uma tecnologia já consolidada, comercializada no mercado há quatro anos”, menciona. Os componentes elétricos, ele informa, são austríacos e alemães.

    Os primeiros equipamentos seguiram para o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), instituição que gerencia negócios de logística reversa e reaproveitamento das embalagens da indústria de agroquímicos, operação que já ocorre há um ano. Além dessas, a máquina elétrica exibida na Feiplastic também já rodava há um ano em teste, na própria Multipack.

    Graças aos diversos servomotores que as compõem, além desse benefício, as sopradoras elétricas também produzem em ciclos mais rápidos. Entre os diferenciais, o diretor ressalta o motor de torque para acionamento direto da extrusora, excluindo o redutor. Mecanicamente, os modelos hidráulicos e elétricos são idênticos, explica Fonseca. “O que muda são os acionamentos.”

    As máquinas possuem estrutura monobloco, fechamento apoiado sobre barramento com guias lineares (sinônimo de maior rigidez), calibração biapoiada, com garantia de um perfeito paralelismo entre fechamento e calibração, e ainda um sistema de fechamento por alavancas, que assegura a distribuição perfeita da força de fechamento na placa.


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