Máquinas e Equipamentos

6 de janeiro de 2014

Especial Máquinas – Injetoras: Fornecedores capricham nos lançamentos, mas os negócios andam devagar

Mais artigos por »
Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Plástico Moderno, Especial Máquinas - Injetoras: Fornecedores capricham nos lançamentos, mas os negócios andam devagarBastante pressionada pelas importações de transformados plásticos, a indústria da terceira geração petroquímica brasileira teve pouco fôlego para investir em novos equipamentos, o que impôs um freio ao crescimento do mercado de injetoras no país. A maioria dos fornecedores dessas máquinas forçou os seus motores para fechar o ano no azul e dentro das metas.

    Plástico Moderno, Maior precisão e qualidade de processo deslancham linha EL

    Maior precisão e qualidade de processo deslancham linha EL

    Tradicional fabricante do ramo, a Romi traçou novas estratégias para driblar o momento difícil que o setor industrial atravessa no país. Diretor da unidade de negócios de máquinas para plástico, William dos Reis comenta que as medidas adotadas pelo governo de estímulo à produção nacional e a depreciação cambial ocorrida nos últimos meses pouco aliviaram os problemas críticos de perda de competitividade e de produtividade.

    Se, por um lado, o diretor enxerga bons sinais de recuperação do crescimento, mencionando a regularização dos estoques e a retomada da produção, mesmo com a utilização da capacidade instalada da indústria em níveis acima de 80%, segundo apontamentos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); por outro, ele percebe que “um cenário de incertezas em relação a uma retomada sustentável da indústria prejudica a confiança do industrial na decisão de realizar novos investimentos”.

    Por conta desse quadro, a empresa precisou efetuar algumas manobras, como minucia o diretor: “No passado, quando utilizávamos quase 100% da capacidade instalada, era possível manter uma produção massiva, repetitiva, com alto volume, e gerar rentabilidade com isso, pois o volume de demanda consumia o estoque gerado. Depois da crise e com a constante volatilidade à qual o mercado está sujeito, percebemos que seríamos mais eficientes se tivéssemos uma produção flexível, que fornece o produto certo, na quantidade certa e o mais próximo possível da data de consumo deste. Percebemos, ainda, que manter um nível de estoque alto era muito prejudicial à sustentabilidade do negócio.”

    Com essas medidas, o diretor da Romi acalentava, no início deste ano, manter o mesmo nível de receita do ano anterior e recuperar as margens perdidas nos últimos períodos. De acordo com ele, entre janeiro e setembro deste ano, a empresa gerou um volume de pedidos, em máquinas para plástico, de R$ 615,5 milhões, equivalente a um aumento de 21,2%, comparativamente ao mesmo período anterior. Com os ajustes operacionais, ele também comemora EBITDA das operações continuadas de R$ 35,0 milhões– uma margem EBITDA de 7,4%.

    Responsável pelo marketing e pela tecnologia na Sandretto do Brasil, Gilberto Baksa relata ter atravessado um primeiro semestre difícil, com vendas retraídas, mesmo com as condições mais favoráveis de financiamento via Finame, um incentivo que ajudou a segurar as vendas nesse período. “Vendíamos pouco, mas vendíamos.” Os equipamentos comercializados atenderam os mercados mais ativos e em expansão produtiva. “Esses clientes mantiveram constante as vendas de máquinas.” A taxa de crescimento pretendida e, segundo ele, alcançada pela empresa ficou entre 5% e 10%.

    Plástico Moderno, Fernandes acalentava metas de crescimento acima da conquistada

    Fernandes acalentava metas de crescimento acima da conquistada

    Diretor comercial da Battenfeld, Ironi Fernandes também não sentirá saudades de 2013. Para ele, o desempenho da economia brasileira ficou muito aquém para um país do bloco dos emergentes e afetou em cheio a indústria brasileira de transformação, reduzindo a sua produção e o seu poder de investimento, principalmente em máquinas e equipamentos. “O reflexo disso foi um ano ruim para os fornecedores de bens de capital”, lamenta. Ele também aponta os juros altos e as dificuldades na obtenção de crédito como empecilhos para um melhor desempenho nas vendas de máquinas. E assina a lista dos queixosos do custo Brasil, principal componente da menor competitividade da produção nacional perante os concorrentes estrangeiros. “Nossos transformadores perdem espaço no mercado, tendo como consequência uma redução nos negócios de bens de capital.”

    O cenário desfavorável comprometeu as metas de crescimento, que ficaram abaixo das projetadas por Fernandes. “Acreditamos que, de maneira geral, todo o mercado fornecedor de bens de capital teve um ano muito desastroso”, opina o diretor da Battenfeld.


    Página 1 de 712345...Última »

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *