Máquinas e Equipamentos

21 de novembro de 2011

Especial máquinas – Injetoras – Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

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Publicado por: Renata Pachione
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    As inovações desenvolvidas pelos fabricantes de injetoras surgem como uma resposta à incessante busca pela maior eficiência dos processos. A tecnologia embutida nas máquinas prioriza recursos mais apurados, capazes de otimizar a produção, e agregar competitividade à transformação nacional, a fim de aproximá-la cada vez mais da excelência. O balanço positivo das vendas realizadas pelas empresas estrangeiras nos últimos anos no país acirrou a concorrência. Abarrotado, o mercado obrigou o industrial a oferecer opções sofisticadas, e mais: torná-las acessíveis. Nem mesmo os produtores asiáticos ficaram imunes. Esse universo começa a mostrar sinais de saturação, e é pressionado a ofertar muito mais do que preços convidativos.

    Simultaneidade de movimentos, precisão, repetibilidade, alta velocidade e baixo consumo de energia. Esses itens combinados configuram o que o mercado chama de sofisticação, conceito antes restrito a uma parcela muito pequena da transformação nacional. Mas hoje, mais maduro, o mercado mostra maior disposição para adotar as injetoras de primeira linha. Há uns cinco anos, cerca de 90% das máquinas adquiridas eram consideradas simples; estima-se atualmente que esse índice oscile entre 60% e 70%. Ou seja, o nicho de modelos de maior valor agregado cresceu. Alguns industriais projetam para o país potencial para absorver ao ano em torno de 600 injetoras desse tipo.

    O desempenho dos fabricantes de máquinas confirma essa abertura. O ano passado foi bom para todo o setor, a ponto de alguns deles registrarem recordes de vendas. Uma certa instabilidade, permeada por um arrefecimento dos negócios, no entanto, despontou com o início deste ano. O encarecimento do crédito e o atual saldo negativo na balança comercial de bens manufaturados contribuíram para essa retração, mas nada muito preocupante ou capaz de comprometer os saldos de 2011 ou as previsões para o próximo ano.

    Desde o início deste segundo semestre, o setor voltou a demonstrar fôlego para sustentar um novo aquecimento. As indústrias da construção civil, automotiva e a de embalagem ratificaram-se como importantes compradoras de injetoras e acabaram estimulando a formação de uma demanda sólida, assegurada também pela realização, nos próximos anos, de importantes eventos no país como a Olimpíada e a Copa do Mundo. Por conta desse cenário, as tendências tecnológicas anunciadas internacionalmente ganham mais força para se consolidar por aqui, sobretudo porque os principais fabricantes estrangeiros têm demonstrado confiança na expansão dos segmentos de alto valor agregado.

    A nata da injeção – As evidências apresentadas na Fakuma, feira internacional de processamento de plásticos, realizada em Friedrichshafen, Alemanha, entre os dias 18 e 22 de outubro deste ano, respingam em território nacional por meio das filiais das companhias globais com atuação no país. A elite da fabricação europeia de injetoras ali se fez presente para confirmar que chegou a hora de efetivamente prevalecer nos novos desenvolvimentos o menor consumo energético das máquinas e a possibilidade de processar peças de paredes mais finas. Neste ano o evento comemorou 30 anos e se firmou como um dos mais importantes para o mercado de injetoras, aliás, entre 80% e 90% dos expositores são desse setor.

    Plástico Moderno, Kai Wender, Diretor-geral da Arburg do Brasil, Especial máquinas - Injetoras - Corrida da transformação por competitividade eleva a procura por máquinas com maior valor agregado

    Wender observa forte tendência para processos automatizados

    Na Fakuma, a fabricante de máquinas injetoras Arburg se uniu à Basf para apresentar medidas para aumentar a eficiência energética no processo de injeção. Na ocasião, a máquina elétrica Arburg Allrounder 370 E produziu corpos de prova com um plástico padrão e também com um material especialmente melhorado em termos de suas características de fluxo, no caso, o Ultramid B3WG6 High Speed (poliamida 6 com 30% de fibras de vidro). “Com acionamentos diretos em todos os eixos, e a realimentação da energia de freagem dos servodrives, mostramos um grande potencial de redução do consumo energético”, afirma Kai Wender, diretor-geral da Arburg no Brasil. Testes realizados pela Basf registraram diminuição do tempo de ciclo de até 30%, por conta do processamento a temperaturas de cerca de 40°C mais baixas, o que ajudou a reduzir ainda mais o consumo de energia.

    A eficiência energética permeia outros desenvolvimentos da fabricante alemã, como a linha Hidrive, que, não por acaso, representa um sucesso de vendas da companhia. São máquinas híbridas com acionamento servoelétrico no fechamento e dosagem, e injeção via acumulador hidráulico. Destinada, sobretudo, para produção de embalagens, o modelo se apoia na precisão e no baixo consumo energético, com ciclos de no máximo quatro segundos. Não é de hoje que, para Wender, o futuro do acionamento elétrico está na combinação inteligente com a hidráulica.

    A automação também é uma aposta, pois parece estar ultrapassando os limites de uma demanda específica. Cada vez mais responde por uma parcela maior do consumo.


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