Máquinas e Equipamentos

21 de novembro de 2011

Especial máquinas – Extrusoras – Investimentos na cadeia do plástico reforçam os negócios e estimulam apuramento tecnológico

Mais artigos por »
Publicado por: Rose de Moraes
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Plástico Moderno, Especial máquinas - Extrusoras - Investimentos na cadeia do plástico reforçam os negócios e estimulam apuramento tecnológico

    Nos últimos anos, é preciso reconhecer um cenário favorável à comercialização de extrusoras no Brasil, deflagrado por uma conjunção de fatores que propiciaram o aquecimento da demanda pela compra de máquinas, não só partindo dos tradicionais centros de consumo das regiões Sul e Sudeste, mas principalmente da Região Nordeste do país.
    Incentivos fiscais pontuais, facilidades logísticas pela proximidade dos complexos portuários de Suape, em Pernambuco, e de Maceió, em Alagoas, execução de obras de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a chegada de novos grupos empresariais (setores da construção civil, automotivo, alimentos e bebidas, higiene pessoal, agroquímico, fabricantes de telhas e perfis, entre outros em fase de projeto), demandando manufaturados plásticos de todos os tipos, vêm contribuindo para acelerar o desenvolvimento da região, considerada a mais promissora do momento para acolher novas indústrias.

    Afora esses bons motivos, informações sobre a instalação de uma nova unidade industrial de PVC da Braskem, em Alagoas, com a finalidade de dobrar a produção e ampliar a oferta da resina vinílica, soam como música aos ouvidos de empresários dispostos a contribuir para consolidar a formação de um novo polo de transformação plástica na região, que vem atraindo para lá um número crescente de empresas integrantes dessa cadeia produtiva.

    Dados confirmados por órgãos do governo comprovam que só Alagoas recebeu mais de cinquenta novos empreendimentos industriais nos últimos quatro anos, mais de vinte deles representando a cadeia produtiva dos setores químico e plástico.

    O avanço do setor plástico em Alagoas e em outros estados do Nordeste, além de contar com incentivos fiscais, também é favorecido pelo mais fácil acesso às linhas de crédito do BNDES, destinadas à compra de máquinas com altos índices de nacionalização. Com taxas subsidiadas, essa política implementa a produção industrial no país, na tentativa de coibir o fantasma da desindustrialização que, volta e meia, ressurge, trazendo novas ameaças à competitividade das empresas.

    Aposta no país – A decisão de nacionalizar a maior parte dos componentes das extrusoras se revelou acertada, valeu a pena, principalmente nos últimos anos, representando um ótimo investimento para empresas internacionais atuantes no mercado brasileiro. Os bons resultados financeiros obtidos com as vendas no mercado interno permitem alçar voos ainda mais altos, rumo à comercialização em outros países da América do Sul. Essa trajetória está sendo seguida pela italiana Bausano. Há quase doze anos, depois de atuar durante oito anos via importações, a empresa resolveu fundar a sua primeira subsidiária no mundo, iniciando uma nova jornada de negócios na América do Sul, ao montar a sua primeira fábrica fora da Europa. Assim nasceu a Bausano do Brasil, em 1999, disposta a produzir no país até alcançar índices de nacionalização de 85% dos componentes das extrusoras dupla rosca contrarrotantes. Essas máquinas operam sob baixa rotação (90 r.p.m.) na produção de tubos, perfis e compostos, em sua maior parte de PVC, mas também de poliolefinas, e constituem as maiores especialidades dos italianos, hoje compartilhadas por fornecedores e parceiros locais.

    Os motivos para celebrar a nacionalização das máquinas são vários, a começar por um comparativo entre as vendas mundiais do grupo, que crescem 5% ao ano, em média, em decorrência da desaceleração econômica que afeta vários países europeus, e as vendas internas no mercado brasileiro, incrementadas todos os anos, ao ritmo de crescimento de 15% até 20% ao ano.

    Plástico Moderno, Chrystalino B. Filho, Diretor comercial da Bausano do Brasil, Especial máquinas - Extrusoras - Investimentos na cadeia do plástico reforçam os negócios e estimulam apuramento tecnológico

    Chrystalino: a nova unidade triplicou a capacidade produtiva

    “A Bausano do Brasil já participa com uma fatia de 25% das vendas mundiais do grupo Bausano e pretendemos continuar oferecendo bons resultados não somente em relação às nossas vendas no mercado doméstico, que estão bem aquecidas, mas também levando em conta planos para o futuro, prevendo a nossa atuação também em todos os demais países da América do Sul”, informou Chrystalino B. Filho, diretor comercial da Bausano do Brasil.

    A decisão da Bausano tomada no passado foi recompensada pelo desempenho da economia brasileira, resultando no último ano na venda de 48 linhas completas de extrusão, incluindo os periféricos produzidos pela Primac, parceira de longa data.

    Atualmente, mais de 70% das vendas da Bausano continuam a ser lideradas pelas extrusoras contrarrotantes dedicadas ao PVC, em modelos que produzem entre 400 kg/hora e 600 kg/hora, providos de roscas com até 600 mm de diâmetro, mas, segundo Chrystalino B. Filho, também crescem outros tipos de encomenda, como de máquinas com maior capacidade, principalmente voltadas à extrusão de compostos de PVC, para produzir até 2.000 kg/hora, e dos modelos para a extrusão de polipropileno (PP) e de polietileno de alta densidade (PEAD), integradas por roscas com diâmetros maiores, até 1.000 mm, para a fabricação de tubulações, principalmente destinadas à condução de água quente e transporte de gás, entre outros itens, produzidos para abastecer as obras de infraestrutura e da construção civil.


    Página 1 de 712345...Última »

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *