Máquinas e Equipamentos

23 de dezembro de 2013

Especial Máquinas – Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setor

Mais artigos por »
Publicado por: Renata Pachione
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Plástico Moderno, Especial Máquinas - Extrusoras: Fabricantes recorrem à automação para agregar competitividade ao setorOs novos rumos do mercado de extrusão e coextrusão prenunciam um espaço cada vez maior para a automação dos processos. Os fabricantes tentam oferecer ao transformador a possibilidade de extrair das linhas 100% de seu aproveitamento. A busca é por recursos (refinados ou não) capazes de promover agilidade, controle e mais qualidade ao produto transformado. Ser apenas um fornecedor de máquina está fora de cogitação, pois não agrega competitividade. A oferta de uma solução ganhou contornos reais – não se trata mais de uma proposta dos profissionais de marketing para angariar novos clientes –, porém de uma tendência anunciada no passado e agora consolidada.

    Seguindo a evolução natural do setor, a adoção de acessórios complementares soa quase como uma obrigação. A automação passou a ser determinante na medida em que torna a máquina mais competitiva perante a acirrada concorrência. “O transformador não busca linhas mais complexas, mas, sim, produtos que graças à sua complexidade tornam as linhas mais complexas”, resume o engenheiro da Rulli Standard, Paulo Leal. No caso de extrusoras de balão da fabricante, por exemplo, a troca térmica com ar no anel e no IBC (resfriamento interno do balão) não só melhora a qualidade do filme como também aumenta a produtividade da extrusora na ordem de 10%. Em tempo, vale lembrar que a empresa adotou os dosadores gravimétricos em quase todas as suas máquinas. Esse equipamento garante o controle para a linha e o peso por metro linear, além do fato de, se for utilizado mais de um material, possibilitar uma mistura homogênea.

    Os financiamentos via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Finame-PSI (Programa de Sustentação do Investimento), também abriram o setor a novos investimentos. Com as facilidades dos baixos juros e das taxas fixas, muitos transformadores desengavetaram seus projetos em prol da renovação de seu parque industrial. Pelo menos é essa a conclusão após conferir o desempenho de alguns fabricantes de máquinas neste ano. No geral, até dezembro próximo, os saldos tendem a ser positivos, confirmando a retomada da indústria após as baixas registradas em 2012.

    Plástico Moderno, Conjunto produz filme de espessura fina e resistente

    Conjunto produz filme de espessura fina e resistente

    A tecnologia a seu favor – O desenvolvimento de máquinas que garantam maior rendimento e redução dos gastos operacionais, sobretudo com a otimização do consumo de energia elétrica e da matéria-prima, continua a ser um tema pertinente e uma busca incessante do setor. Por isso, sistemas de refrigeração e controle de temperatura de calandras, por exemplo, são bem comuns nas extrusoras.

    Nos filmes, os equipamentos para controle de peso por metro do produto final, de modo que se obtenha o mínimo de variação durante a produção, têm um papel fundamental na estabilidade do processo. No caso das chapas, materiais como policarbonato (PC) ou polietileno tereftalato (PET) necessitam de sistemas de desumidificação (secagem), dosagem e mistura para assegurar um bom resultado e alta produtividade. Porém, mais do que isso, hoje a demanda se dá por soluções, ou seja, conjuntos extrusores completos, não necessariamente sofisticados, mas diferenciados e eficazes.

    A fabricante de extrusoras e coextrusoras Carnevalli, de Guarulhos-SP, seguiu esta toada. Com os aprimoramentos adotados na sua famosa linha Polaris Plus, conseguiu incrementar a capacidade produtiva e melhorar a qualidade de plastificação. As mudanças foram feitas no cabeçote de baixa pressão, que permite maior volume de material transportado e menor tempo de residência.

    O conjunto adotou ainda o sistema de troca de ar interno do balão (IBC) e o anel de ar automático. “Esses anéis de última geração que trazemos hoje ao Brasil possibilitam um significativo aumento de produção. Hoje os transformadores buscam espessuras mais finas, mas mantendo a mesma resistência dos filmes, isso só é possível graças ao sistema de anel de ar automático, com regulagem de altura”, explica o diretor comercial Wilson Carnevalli Filho. Segundo ele, o acessório controla a variação de espessura e resfria o filme na linha de névoa. O fabricante promete mais estabilidade e ganhos na produção da ordem de 40% e 50%.

    Aliás, no portfólio, as campeãs em vendas são as máquinas consideradas produtivas e econômicas em relação ao consumo de energia elétrica. Destaque para a Polaris Plus 65, entre as monocamadas; e, na coextrusão, para a Coex Plus 2500. “Não deixamos nada a desejar para as importadas, pois conseguimos excelentes índices de produção e qualidade com um custo quase 60% menor”, afirma Carnevalli. Segundo ele, o periférico, no entanto, se justifica mais facilmente em uma máquina complexa, como a coex; em um tipo inferior, pode chegar a encarecer o conjunto.


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *