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5 de fevereiro de 2014

Empresa revitaliza cartão de pvc que iria para o lixo

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Publicado por: Renata Pachione
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    O ciclo será fechado. Em janeiro de 2014 entrará em operação um novo negócio da R. S. de Paula, fabricante de cartões de PVC, situada em São Paulo. Trata-se de uma unidade de gestão de resíduo de cartões de PVC, implantada no interior do estado, em Elias Fausto. A planta contará com um portfólio diversificado, com produtos como réguas, capas de caderno e agenda, porta-copos e embalagens, além de brindes variados – todos confeccionados com material revalorizado oriundo do resíduo industrial da fábrica de São Paulo, e do PVC pós-consumo recolhido pela própria fabricante. Todo o projeto absorveu investimentos de 500 mil reais.

    Plástico Moderno, De Paula: coletor é destino seguro ao cartão

    De Paula: coletor é destino seguro ao cartão

    Essa história começou em 2011, com a criação do Programa RC – Reciclagem de Cartões de PVC. A ideia do proprietário da empresa, Renato Soares de Paula, era dar uma resposta à altura da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cumprindo os preceitos da logística reversa. Dentro do conceito de responsabilidade compartilhada, a norma prevê a recuperação de materiais após o consumo, dando continuidade ao seu ciclo de vida como insumo para a fabricação de novos produtos. Em agosto de 2010 o governo sancionou a lei 12.305 com a qual se instituiu a PNRS, a ser colocada em prática pelas empresas até meados de 2014.

    Adiantando-se, o executivo desenvolveu uma ferramenta para coletar cartões de PVC, que chamou de “Papa Cartão”. Trata-se de uma caixa transparente, feita com materiais recicláveis, onde o usuário pode triturar os cartões inutilizando-os por completo, de maneira segura e eficiente. Segundo de Paula, sua proposta é dar um destino correto e seguro aos cartões magnéticos, quando perdem sua validade ou se danificam. “O cartão é símbolo de descarte incorreto. Em geral, as pessoas o picotam e jogam-no no lixo comum”, comenta. O acionamento da máquina é manual, evitando o gasto energético.

    Existem hoje 28 equipamentos implantados em pontos fixos e itinerantes do país. Entre eles, estão estações de metrô da cidade de São Paulo, como Conceição, Sé, Paraíso e Consolação, e empresas privadas, além de shopping centers (um deles está localizado em Recife-PE) e colégios. Aliás, de Paula fez parcerias com escolas municipais de Santos-SP, a fim de oferecer aos alunos informações sobre práticas sustentáveis. “O que quero fazer é mudar a mentalidade das pessoas, criar novos hábitos”, argumenta o executivo.

    Desde a implantação da primeira máquina, em novembro de 2011, foram recolhidos cerca de 500 mil cartões. “Eu posso garantir que mais de 1 milhão de pessoas já acessaram o Papa Cartão”, diz de Paula. Para se ter uma ideia do sucesso do equipamento, o executivo conta que em um evento de quatro dias, realizado recentemente, a máquina coletou mais de 2.500 cartões. O potencial é enorme; o Brasil é o segundo maior mercado de cartões do mundo.

    Até a inauguração da nova fábrica, a revalorização do PVC é feita na fábrica de São Paulo, em uma área que funciona como uma espécie de laboratório. A empresa tem capacidade de produzir 1 milhão de cartões de PVC por mês.

    Para participar do programa, as empresas alugam os coletores. Em órgãos públicos e shopping centers, a R. S. de Paula paga pelo espaço onde a máquina será instalada. A ideia é ampliar a participação para outros segmentos. De Paula está em negociação com potenciais clientes, como agências bancárias. É esse justamente o próximo passo: aumentar a adesão ao programa, e fazer da nova fábrica, considerada uma extensão da R. S. de Paula, um negócio de sucesso.

    Prêmio – A segunda edição do prêmio Green Project Awards Brasil contemplou a R. S. de Paula com a menção honrosa. Promovida pela consultoria GCI, a premiação aconteceu em novembro, em São Paulo, e se propõe a mobilizar e desenvolver ações de sustentabilidade em conjunto com as empresas e a sociedade civil. A empresa figurou entre as dez primeiras colocadas na categoria “Produto ou Serviço”, com o case do Programa RC.

    A edição brasileira do prêmio, criado em 2008, em Portugal, contou com a participação de duzentas instituições renomadas, como Banco do Brasil, Malwee, Pepsico, Danone, Natura, Eletrobras, e a São Paulo Transportes (SPTrans), divididas em diversas categorias.



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