Plástico

20 de janeiro de 2013

Embalagens plásticas flexíveis: As oportunidades existem

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Publicado por: Alfredo Schmitt
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    2012 foi um ano no qual a competitividade da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis se viu ameaçada. Além dos altos e baixos das economias internacionais, enfrentamos duas outras fortes ameaças: a entrada de produtos importados e as oscilações de preço verificadas no mercado internacional de matérias-primas, que influenciaram diretamente no mercado interno.

    Convivemos ainda com um alto preço da energia: 131% maior que a média mundial, 134% superior à dos países BRIC e 67% maior que a média dos países latinos. A raiz deste problema está na composição da tarifa da energia elétrica brasileira, e também nos altos tributos incidentes. Fomos igualmente afetados pela fragilidade da economia brasileira em 2012, resultado da queda da demanda global, e pela influência do real valorizado sobre a produção industrial.

    Enfim, fatores que, juntos, jogaram nossa performance para baixo. A Abief estima que o setor irá fechar o ano com uma produção 1,0% inferior à de 2011, quando registramos um volume próximo a 1,9 milhão de toneladas de resinas processadas. Já em relação ao faturamento de 2012, estima-se que ele permaneça estável, na faixa dos R$ 11,5 bilhões registrados no ano anterior.

    Para 2013, os economistas estão mais otimistas com o Brasil. As apostas são para um crescimento ao redor de 4% para o PIB, ainda distante dos índices alcançados por países como a China. Torna-se imperioso então nos focarmos na realidade – e na necessidade – de nosso país, de nossa economia, de nosso mercado interno e, principalmente, de nossa indústria. E aí devemos olhar uma destas necessidades, a inovação, e os ganhos de produtividade decorrentes da mesma.

    De fato, inovação/tecnologia é um vetor importante para a competitividade do setor, juntamente com a gestão com ganho de escala e com a desoneração de impostos na cadeia produtiva do plástico. O varejo também exerce uma pressão forte, especialmente no que tange à importação de produtos acabados.

    Plástico, Alfredo Schmitt é empresário e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast), Embalagens plásticas flexíveis: As oportunidades existem

    Alfredo Schmitt é empresário e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast).

    Definitivamente, a inovação é um fator de competitividade. Precisamos criar um ciclo virtuoso de prosperidade com um ambiente inovador em que os principais ativos sejam: capital humano, conhecimento e cultura empreendedora. Isso nos leva a uma outra questão: precisamos melhorar a gestão das empresas, tornando-as embriões do empreendedorismo. A escolha de bons líderes é fundamental, já que nem sempre um líder é um empreendedor!

    O pensamento atual nos traz outro desafio: pensar com base no conceito de cadeia produtiva ampliada. É preciso envolver todos os elos da cadeia produtiva, e não apenas fornecedores de matérias-primas e transformadores, em uma discussão que trace o melhor caminho para nossa indústria, até porque o padrão de competitividade dos países e dos setores está mudando. Neste ponto, é fundamental que consigamos trazer a Petrobras para esta discussão.

    As embalagens plásticas flexíveis reúnem atributos amplamente divulgados, como flexibilidade de produção e de formatos, otimização de estoques, redução do espaço para armazenagem e inúmeras possibilidades de visual, nos quais a inovação e o aperfeiçoamento técnico são uma constante. As máquinas são projetadas para melhorar constantemente a produtividade do setor, diminuir as perdas e o consumo de energia, e possibilitar estruturas cada vez mais sofisticadas, como as barreiras a gases e odores.

    Por todos esses atributos e oportunidades, não temo prever que a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis poderá crescer até um pouco aquém dos 24% reportados pela consultoria internacional Pira para o período 2011-2016.

    Mas é certo que, conforme detectado em um estudo da Maxiquim, teremos que enfrentar a mudança estrutural que já está ocorrendo nos EUA e que gerará competitividade e expansão da oferta local. A indústria petroquímica brasileira terá maior uso de nafta importada e as resinas importadas buscarão um maior share de nosso mercado, pelo menos até que os novos projetos entrem em operação.

    Assim, apesar das boas perspectivas, a indústria de plásticos em geral e a de embalagens em particular não poderão esmorecer na busca de cada vez mais eficiência para os novos desafios que teremos pela frente.



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