Embalagens

1 de agosto de 2009

Embalagens Inteligentes – Baixo poder de compra dos brasileiros dificulta vida do produtor local

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Publicado por: Renata Pachione
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    A indústria nacional de embalagens flexíveis se esforça para desenvolver produtos capazes de aumentar a vida útil dos alimentos. E isso não é de hoje. Cada um, à sua maneira, busca se aproximar da realidade

    Plástico, Embalagens Inteligentes - Baixo poder de compra dos brasileiros dificulta vida do produtor local

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    internacional e oferecer ao mercado recursos que contemplem o desenvolvimento das embalagens inteligentes e das ativas: as primeiras, aquelas capazes de trazer uma informação para o consumidor sobre as condições do produto embalado, e as últimas, que melhoram e mantêm a qualidade e a segurança do alimento por meio de sua interação com o produto ou o ambiente. No entanto, a maior parte dos projetos se restringe às bancadas de laboratório, tornando a produção dessas técnicas inviável economicamente e, portanto, ainda incipiente por aqui.

    O Centro de Tecnologia de Embalagem – Cetea/Ital – Instituto de Tecnologia de Alimentos tem sido um dos expoentes em âmbito nacional das pesquisas relacionadas a ambos os tipos. De acordo com a pesquisadora científica do Cetea, a engenheira Claire Sarantópoulos, as iniciativas locais ainda são restritas e muito aquém das experiências internacionais. No entanto, toda a cadeia da embalagem, incluindo o meio acadêmico, tem se dedicado a conhecer melhor essas tecnologias, pautada na pretensão de oferecer ao mercado alternativas nacionais, em substituição aos importados. “Muitas embalagens vêm da Ásia, com baixos preços. Nós precisamos tornar a fabricação por aqui competitiva”, atesta

    Plástico Moderno, Claire Sarantópoulos,  engenheira, Embalagens Inteligentes - Baixo poder de compra dos brasileiros dificulta vida do produtor local

    Claire: fabricação local deve se tornar mais competitiva

    Claire.

    No Brasil, a grande parte dos projetos se relaciona ao tipo interativo e não ao inteligente. Os desenvolvimentos se concentram, sobretudo, na oferta de embalagens com atmosfera modificada (MAP). Mais disseminado e aplicado para aumentar a validade de perecíveis como carnes, vegetais frescos e queijos, entre vários outros tipos de alimentos, o conceito se baseia no rearranjo da atmosfera dentro da embalagem, com combinações de oxigênio, dióxido de carbono e nitrogênio, de maneira que desacelere o processo de degradação do produto embalado. Por isso, não por acaso, no Cetea há diversas linhas de pesquisa para investigar e aperfeiçoar essa técnica.

    Para o diretor da Embalagens Flexíveis Diadema, Sergio Hamilton Angelucci, a utilização da atmosfera controlada pode ser sim uma tendência, em função da busca por produtos mais saudáveis à ingestão humana. Um dos benefícios desse sistema se refere à possibilidade de reduzir a incorporação de conservantes no alimento. “No nosso país, as tecnologias de maior custo serão gradualmente introduzidas no mercado na medida em que o crescimento da renda dos consumidores permita que seu nível de exigência evolua”, diz. Em outras palavras, ainda há um longo caminho para a indústria percorrer, sobretudo porque as iniciativas esbarram nos custos, ainda altos para o poder aquisitivo do brasileiro.

    Plástico, Sergio Hamilton Angelucci,  diretor da Embalagens Flexíveis Diadema, Embalagens Inteligentes - Baixo poder de compra dos brasileiros dificulta vida do produtor local

    MAP é uma das tecnologias que mais avançam no Brasil para Angelucci

    Na avaliação de Angelucci, a tecnologia MAP tem sido uma das de maior avanço no Brasil. Prova disso se vê na própria Embalagens Flexíveis Diadema. Segundo o executivo, a embalagem para café da marca de maior aceitação pelo mercado é a stand up pouch (SUP) de cinco soldas, com estrutura formada por filme de poliéster metalizado laminado a um filme de polietileno, que proporciona barreira ao produto nela contido e ao nitrogênio que modifica sua atmosfera interior. “Essa SUP com atmosfera modificada permite um shelf life de doze meses”, explica.

    O gerente de desenvolvimento da Zaraplast, Marcos Hatum, compartilha dessa opinião. Para ele, tem sido grande a demanda das embalagens de atmosfera modificada, pois entre os hábitos de consumo brasileiro, nota-se o aumento da compra de produtos mais frescos e nutritivos, como frutas e hortaliças. Outro benefício apontado por Hatum se refere à logística, porque um alimento produzido no sul do país pode ser comercializado na Região Norte, sem prejuízo da mercadoria por causa do prazo de validade.


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