Embalagens

2 de junho de 2016

Embalagens: BOPET resiste à impressão

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno,

    Filme de BOPET (poliéster biorientado)

    Trajetória similar à do BOPP vem sendo percorrida pelos filmes de BOPET (poliéster biorientado), cuja demanda vinha registrando no Brasil incrementos médios anuais próximos dos 5%, mas teve expansão freada em 2015, pelo agravamento das dificuldades vividas pela economia nacional. No ano passado, esse mercado permaneceu estável, avalia Célia Freitas, coordenadora de P&D da Terphane (empresa do grupo norte-americano Tredegar, controladora da única planta de produção de filmes de BOPET no Brasil).

    De maneira similar ao BOPP, as embalagens de produtos alimentícios constituem o maior mercado dos filmes de BOPET, empregados nesse gênero de aplicações para conferir características como boa aceitação de impressão – eles não se deformam durante esse processo –, possibilidade de uso em espessuras finas (10 e 12 µm), alta resistência mecânica, rigidez e excelente barreira a gases e umidade, entre outras (além de uma elevada resistência térmica, que as direciona para as partes externas das embalagens). Mas há também algumas aplicações industriais, como encapamento de cabos, desmoldagem de chapas, hot stamping, liner e etiquetas autoadesivas.

    No Brasil, a Terphane fabrica BOPET na cidade de Cabo de Santo Agostinho-PE, cuja capacidade produtiva Célia prefere não revelar (segundo informações disponíveis na mídia, essa capacidade foi duplicada no ano passado, quando passou de 36 mil para 65 mil t/ano). “Mas essa planta pode atender a toda a atual demanda brasileira por esse filme de poliéster”, ela ressalta. “E além de atendermos ao mercado interno, exportamos para outros países.”

    Mas, assim como exporta, o mercado nacional também importa BOPET; no ano passado, a concorrência dos produtos vindos do exterior deve ter sido prejudicada não apenas pelo câmbio menos favorável, mas também pela inclusão da China, da Índia e do Egito na lista de países cujo BOPET passou a ser taxado no Brasil pelo mecanismo de proteção antidumping (essa lista já incluía os Emirados Árabes Unidos, México e Turquia).



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