Embalagens

10 de junho de 2016

Embalagens: Alimentos sustentam as vendas de biorientados

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Embalagens: Alimentos sustentam as vendas de biorientados

    Ancorada em um leque de aplicações de consumo massivo – especialmente embalagens de alimentos e, em menor escala, etiquetas e rótulos, entre outras –, a indústria de filmes de BOPP (polipropileno biorientado), durante um bom período, ao menos até 2013, registrou significativas taxas de crescimento no Brasil. Mas há algum tempo ela também exibe os efeitos da aguda crise econômica nacional. Neste ano, ao menos por enquanto, não trabalha com perspectivas de crescimento, embora a prazos maiores visualize potencial de expansão do uso de seus produtos, não apenas na própria indústria alimentícia, mas também em aplicações mais recentes, como a tecnologia in mold labeling.

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    No ano passado, a demanda por BOPP no mercado nacional ficou entre 2% e 3% inferior à registrada em 2014, estima Marta Loss Drummond, diretora responsável pelo mercado de termoplásticos da consultoria MaxiQuim. “O principal demandante desse filme é o setor de alimentos, que em 2015 também registrou queda no Brasil, estimada em 2%, relativamente a 2014”, justifica.

    Neste ano, prevê Marta, os negócios com BOPP devem se manter estáveis no país. Segundo ela, desestimularão a demanda por esse gênero de filmes alguns fatores, como o recente aumento da carga tributária sobre os cigarros – indústria usuária de BOPP – e a queda no consumo de produtos alimentícios como balas e bombons, em decorrência da diminuição do poder de compra de grande parte da população. “No entanto, itens como macarrão não devem sair da lista de compras dos consumidores, e isso deve contribuir com o desempenho desse plástico”, ressalva Marta.

    Julian Gonzalez, diretor comercial da Polo Films (empresa do grupo Unigel), produtora de BOPP em uma planta na cidade gaúcha de Montenegro, também acha difícil ocorrer uma queda no consumo de produtos alimentícios mais básicos, cujas embalagens são feitas com esse plástico, a exemplo de macarrão e biscoitos, mesmo no atual contexto de crise. “Os consumidores poderão até migrar para produtos mais baratos, mas esse movimento não tem muito impacto nas embalagens”, observa Gonzalez. “Esse mercado não deve crescer, provavelmente se manterá estável durante este ano”, acrescenta.

    O executivo da Polo considera, porém, a inexistência de crescimento em 2016 – especialmente após a queda no ano anterior –, oferecendo um resultado pouco satisfatório para a indústria de BOPP. “Será na verdade um desempenho muito ruim, pois esse é um mercado ainda relativamente novo, que vinha crescendo entre 4% e 5% ao ano”, argumenta o diretor da Polo (empresa cujo portfolio inclui filmes de BOPP transparentes, seláveis e não seláveis, metalizados, opacos, mattes, com encolhimento para overwrapping, mono e bitratados, entre outros itens). “Mesmo em 2014 houve um crescimento de pouco mais de 3%, pois começamos o ano de maneira muito forte, e o segundo semestre não foi ruim”, afirmou.

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    Negócios internacionais – Ao menos para os produtores de filmes de BOPP instalados no Brasil, as agruras da crise econômica nacional parecem estar sendo de alguma forma mitigadas pela redução da presença de produtos concorrentes importados, como consequência da conjuntura cambial agora pouco favorável às compras no exterior. Importados, aliás, que quando o dólar era mais barato, conseguiram colocar-se como concorrentes de peso dos fabricantes locais.

    Atualmente, a importação é alternativa “pouco confiável” para a aquisição de BOPP, avalia Henrique Lewi, profissional com vasta experiência na indústria do plástico que em fevereiro último assumiu a diretoria comercial da Vitopel (empresa produtora de filmes de BOPP em plantas nas cidades paulistas de Mauá e Votorantim). “A importação é hoje mais pontual, e dificilmente uma empresa reservará a ela parte significativa de sua demanda, pois nesse caso não terá nenhuma certeza de conseguir manter preços competitivos”, argumenta. “E, considerando o atual patamar do câmbio, creio que durante este ano será mantido o espaço agora reservado à produção nacional”, complementa Lewi.

    E a Polo, afirma Gonzalez, em decorrência da diminuição da importação conseguiu até registrar algum incremento em seus negócios no decorrer do ano passado. “Os importados já chegaram a responder por 20% do mercado nacional de BOPP, e hoje devem estar com uns 6% de participação”, estima.


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