Embalagens

10 de agosto de 2016

Embalagens alimentícias ganham adesivos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    A Henkel ampliou sua linha de adesivos em junho, com o lançamento da linha Loctite Liofol para embalagens flexíveis, tendo por alvo produtos alimentícios e bebidas. Além de oferecer excelentes propriedades técnicas, as novidades atendem às normas nacionais aplicáveis aos setores e também aos regulamentos dos Estados Unidos (FDA) e Europa (EFSA), sendo igualmente compatíveis com as regras para fabricação de embalagens alimentícias dos EUA, Brasil e Mercosul.

    Os novos produtos são o Liofol LA 3821/LA 6201 (PU bicomponente, base solvente com alto teor de sólidos), Liofol LA 7791/LA 6145 (PU bicomponente, sem solventes hidrocarbonetos, mas com baixa viscosidade) e Liofol LA 7599 (PU monocomponente, isento de solventes). Todos eles são fabricados na unidade da Henkel de Jundiaí-SP, que recebeu investimentos de € 10 milhões para instalar um sistema de produção moderno, automatizado e de alta qualidade.

    Plástico Moderno, Embalagens alimentícias ganham adesivos

    “Esses produtos foram criados após 18 meses de desenvolvimento local, sempre orientado pelos desejos dos clientes”, explicou Guilherme Fernandes, da Henkel. Os focos de inovação foram dirigidos para suprir os requisitos dos equipamentos modernos de produção de filmes laminados em altas velocidades (entre 400 e 450 metros/minuto), garantir a segurança dos usuários finais contra a presença de contaminantes e também evitar danos ambientais, pela redução ou eliminação de solventes hidrocarbonetos.

    No caso da combinação LA 3821/LA 6201, Fernandes explica se tratar de um sistema PU que pode combinar três isocianatos, dois polióis e um aditivo para configurar a melhor resposta para cada caso, sempre com teor de sólidos entre 50% e 55%, ou seja, emitindo pouco solvente para o ambiente. O sistema atua bem com laminados de poliéster (PET), alumínio e BOPP, típicos de mercado, requerendo apenas duas horas de intervalo entre as laminações. Além disso, a geração de aminas aromáticas primárias (PAA), substâncias potencialmente agressivas ao consumidor final, é baixa e cai para um valor inferior ao severo limite europeu de 10 ppb apenas um dia depois da laminação.

    Por sua vez, o Liofol LA 7791/6145 é um PU bicomponente que dispensa solventes hidrocarbonetos, oferecendo cura rápida para máquinas de alta velocidade, sem formação de névoa, podendo alcançar força de adesão de 400 gf em 25 minutos, e em seis horas pode receber nova laminação. Apresenta baixa viscosidade e boa molhabilidade. Em geral, o pot life desse tipo de poliuretanos é curto, em média de 10 minutos, tempo considerado problemático por exigir a limpeza frequente dos coleiros. “O nosso novo adesivos tem cura lenta nos primeiros 30 minutos, mas depois disso o processo é muito rápido, após seis horas o filme já pode ser cortado”, salientou. Isso permite trocar as bobinas das máquinas sem limpar o reservatório de adesivo. A formação de PAA também é baixa, atingindo nível seguro após três dias.

    O terceiro lançamento, Liofol LA 7599, é monocomponente isento de solvente, que foi desenvolvido pensando nas tampas de iogurte usadas no Brasil e na América Latina, formadas por papel, metal e PET. Ele alcança força de adesão de 70 gf na aplicação e atinge a força de rasgamento do papel após quatro horas. “Esse adesivo alcança resistência térmica de 210ºC por um segundo a 40 psi apenas 24 horas depois da laminação, contra a média de mercado de 160ºC”, afirmou Fernandes. A sua temperatura de aplicação é de 70ºC na máquina, representando baixo risco aos operadores em caso de acidente.

    As inovações suportam altas temperaturas, um requisito importante para o setor de embalagem, pois o fechamento é realizado por termo soldagem, aproveitando a adesividade natural do BOPP. Além disso, a Henkel se esforçou para obter formulações de altos sólidos sem alterar a viscosidade do adesivo, o que dificultaria sua aplicação.

    Os isocianatos aromáticos são preferidos pela sua alta reatividade e desempenho técnico. Fernandes reconhece que essas substâncias tendem a amarelar na presença de luz, mas no caso das embalagens de alimentos, essa exposição não é comum. “Caso necessário, temos sistemas alifáticos que não amarelam, mas eles são mais usados em outros segmentos”, comentou.

    Nenhum dos adesivos lançados contém ingredientes de fontes naturais renováveis. “Temos produtos em Jundiaí que usam esse tipo de ingredientes, mas eles não servem para as aplicações citadas porque são lentos demais”, avaliou. Velocidade é o grande trunfo das novas máquinas de embalagem. Segundo Fernandes, os convertedores brasileiros já importaram vários equipamentos modernos e muito outros estão chegando ao mercado, formando um parque fabril moderno que exige esforços dos fabricantes de adesivos. “Essa é uma tendência irreversível, a produtividade aumenta muito”, considerou.

    Ele também enxerga oportunidades nas técnicas de impressão digital associadas à produção de embalagem. Isso permite maior flexibilidade ao convertedor, especialmente em tiragens menores e de alta qualidade. “Oferecemos produtos específicos para isso, é possível ganhar entre um e dois disso nesse tipo de laminação”, considerou.


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