Embalagens

3 de agosto de 2017

Embalagem: Injeção desafia termoformagem nas linhas de produtos premium

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Embalagem: Injeção desafia termoformagem nas linhas de produtos premium

    Os fabricantes de injetoras enfrentam nos últimos anos um desafio instigante. Para atender a necessidade do nicho formado pelos fabricantes de embalagens para as indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos, além do mercado de descartáveis e utilidades domésticas, eles investem pesado no desenvolvimento de equipamentos capazes de produzir peças a cada dia mais leves. O esforço não é em vão. Trata-se de negócio para lá de atraente em todo o mundo.

    O raciocínio vale para o mercado brasileiro, que tenta sair de forte crise econômica. Por aqui, o segmento de embalagens tem sofrido menos do que outros importantes clientes da indústria de base, como o automobilístico e a construção civil. A redução de alguns gramas de peso significa muito para os transformadores ligados ao ramo de embalagens. Esses itens em geral são fabricados em quantidades enormes, que podem chegar a milhões de unidades por mês. E a matéria prima pode representar, conforme o caso, até 70% do custo total da peça.

    Um efeito paralelo, o ganho em rentabilidade torna a injeção mais competitiva em relação a outros processos de transformação. No caso de produtos populares, por exemplo, a termoformagem continua muito forte em determinadas categorias, como as margarinas. Quando se trata de itens de categoria premium, no entanto, a redução do preço das peças injetadas as torna viáveis. Isso ocorre, por exemplo, no caso de várias marcas de cream cheese, produto onde embalagens mais sofisticadas amplificam o poder de despertar o desejo dos consumidores. Outra vantagem: a redução do custo torna o plástico mais atraente em relação a outros materiais, como vidro e metal. Não custa lembrar que vivemos um momento no qual muitos consumidores prestam atenção em questões ecológicas e esse é outro fator a ser levado em consideração na hora de produzir peças mais leves.

    As injetoras projetadas para esse tipo de aplicação apresentam condições de trabalho diferenciadas. Elas precisam estar aptas a produzir peças em grande quantidade com paredes de espessuras muito reduzidas. Essa característica exige ciclos curtos e elevada pressão de injeção, para que o preenchimento do molde ocorra sem os prejuízos resultantes do prematuro endurecimento da matéria prima dentro dele. Além de muito rápidos, os movimentos da máquina precisam ser para lá de precisos e sincronizados. As peças produzidas têm reduzido valor integrado e é imperativo que se alcance baixo custo de produção. Por isso, a busca pela economia de energia é imprescindível.

    Para alcançar esses objetivos, as fabricantes nem sempre adotam as mesmas soluções. Os vários modelos disponíveis contam com características particulares desenvolvidas pelos departamentos de engenharia de cada empresa. E surgem novidades com frequência, como provam os lançamentos recentes ocorridos nas mais importantes feiras da indústria do plástico realizadas mundo afora. São modelos híbridos ou elétricos que levam a assinatura de marcas como Romi, Wittmann Battenfeld, Sumitomo Demag, Netstal e Toshiba.

    Plástico Moderno, Reis: modelo híbrido conjuga precisão elevada e baixo custo

    Reis: modelo híbrido conjuga precisão elevada e baixo custo

    Produto nacional – “A procura por esse tipo de máquina tem sido maior devido ao aumento da demanda por embalagens plásticas injetadas em substituição de outros materiais, como metal e vidro, ou de outros processos de fabricação, como a termoformagem, além do contínuo aumento da competitividade nesses segmentos”, confirma William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plásticos da Romi, maior fabricante nacional do equipamento.

    A empresa adotou a tecnologia híbrida ao idealizar sua nova linha de injetoras para esse tipo de aplicação, a série ES. Um modelo com 300 toneladas de força de fechamento foi apresentado ao público durante a Plástico Brasil, feira realizada em março em São Paulo. A máquina possui acionamento elétrico nos movimentos relativos às operações de fechamento, extração e plastificação.

    O movimento de injeção é desenvolvido por acionamento hidráulico, a partir de um acumulador com controle efetuado por servoválvula. “As injetoras híbridas trazem maior vantagem competitiva no consumo de energia e na produtividade, com os recursos de simultaneidade total e maior velocidade em todos os movimentos, além de atender aplicações mais extremas”, avaliou Reis.

    Uma ideia do desempenho da máquina pode ser conferido no estande da empresa na feira. O modelo ES 300 tem razão máxima de injeção de 3.850 cm³/s e capacidade de plastificação de 110 g/s. Possui área de molde com 730 x 730 mm de distância entre colunas. Seu sistema de regeneração de energia Power Bank permite aproveitar a corrente elétrica gerada durante as frenagens dos movimentos. “Estas características proporcionam movimentos rápidos e simultâneos com alta eficiência energética e precisão”, destaca o diretor.


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