Embalagens

9 de novembro de 2016

Embalagem: Faturamento setorial volta a crescer

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Uma luz apareceu no final do túnel. Após seis períodos de quedas consecutivas, a indústria de embalagens registrou crescimento de 2,54% em comparação com a média dos três primeiros meses do ano. O setor apresentou recuo de 5,15% na produção física de embalagens no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2015. Para o segundo semestre, a previsão é de queda de 0,2% em relação ao segundo semestre do ano passado. O valor bruto de produção previsto para esse ano fica na casa dos R$ 60,6 bilhões, contra R$ 57,2 bilhões movimentados em 2015. Para o próximo ano, está estimado crescimento de 1%.

    Os dados são do Estudo Macroeconômico da Embalagem Abre/FGV, patrocinado pela Associação Brasileira de Embalagem. Para Salomão Quadros, economista responsável pela pesquisa, os números refletem uma possível retomada da economia, mudando o curso negativo enfrentado pelo setor nos últimos tempos. “Ao que tudo indica o segundo semestre será melhor”. Quadros ressalta que essa recuperação será bem gradativa e só ganhará velocidade depois que o consumidor ajeitar suas dívidas e recuperar a confiança.

    Como o setor de embalagens tem desempenho muito influenciado pelo consumo de produtos semiduráveis e não duráveis, é preciso ter cautela ao avaliar as tendências futuras. Por um lado, isso é positivo, pois tais produtos são os que sofrem menos nas épocas das crises. Ninguém, por exemplo, pode deixar de consumir alimentos ou produtos de limpeza. Por outro, a redução da taxa de ocupação e a queda de rendimento dos trabalhadores são fatores preocupantes.

    Entre os materiais usados para confeccionar as embalagens, em peso, papel, papelão e cartão ocupam a liderança do mercado, com 40,5%. O plástico vem em segundo (35%), seguido pelo metal (15,1%), vidro (8%) e madeira (1,4%). A indústria do plástico, por outro lado, lidera o setor em termos de faturamento. Para 2016, estima-se que ele movimente, em valor bruto, em torno de R$ 24,3 bilhões (40,17%), seguido pelo papelão, com R$ 10,9 bilhões (18,02%), metais com R$ 10,4 bilhões (17,29%) e demais matérias-primas.

    Quando comparados os resultados do segundo trimestre com os do primeiro, o plástico foi o que mais caiu em termos de produção física, com redução de 9,96%. O vidro foi o único a apresentar crescimento, com avanço de 1,09%. “Esse resultado se deve à forma diferente como as vendas das diversas categorias de produtos estão reagindo”, avalia o economista.



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