Embalagens

20 de dezembro de 2016

Embalagem: Diálogo entre designers e transformadores permite inovar com mais eficiência

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Três cases inovadores de embalagem premiados pela Abre no ano passado

    Três cases inovadores de embalagem premiados pela Abre no ano passado

    Uma embalagem sofisticada apresenta muitos aspectos positivos. Pensando nos consumidores, ela chama a atenção nos pontos de venda, conforme o caso se torna atraente por ser funcional, e em determinadas aplicações ajuda a aumentar a vida útil do produto. Outras vantagens nem sempre são visíveis para o público final. Um design bem projetado, por exemplo, facilita o envasamento, transporte e armazenamento das mercadorias.

    Por outro lado, a sofisticação nem sempre é possível, pois o luxo tem seu custo. “Não podemos ficar atentos apenas à beleza, precisamos estudar qual a relevância da embalagem para o fabricante do produto e o consumidor. Todos precisam sair ganhando”, explica Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre). Para ela, como recomenda o manual do bom senso, o que vale é a ótima relação custo/benefício.

    Chegar à conclusão de qual a solução mais indicada caso a caso não é nada fácil. O estudo envolve profissionais de três atividades distintas: os fabricantes do produto, agências especializadas em comunicação e design, e a indústria responsável pela fabricação das embalagens. Nesse último segmento se encontra, entre outras, a indústria do plástico, cuja importância dispensa maiores comentários. O plástico responde por cerca de 40% da verba movimentada pelo setor.

    A Abre defende que quanto maior o diálogo entre essas três partes envolvidas, melhor será a solução final. O entendimento fica ainda mais rico se dele participar o consumidor. “A Abre está iniciando uma pesquisa para aprofundar o conhecimento sobre o pensamento dos consumidores”, informa Gisela. Esse trabalho começou há um mês e as informações a serem colhidas são consideradas muito úteis. “Precisamos saber o que as pessoas pensam sobre temas cruciais para nós, como a sustentabilidade”.

    Plástico Moderno, Azanha: vantagens do uso de plásticos garantem seu avanço

    Azanha: vantagens do uso de plásticos garantem seu avanço

    O processo de criação – Um quebra cabeças. Dessa forma pode ser definido o trabalho para se chegar à embalagem ideal de um produto. Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Abre, explica que tudo começa com a definição do público-alvo, do canal de varejo pelo qual será vendido e qual o valor esperado pela sua comercialização. Em seguida aparecem muitas questões. Podemos citar algumas. O produto pertence a uma categoria nova ou a alguma já existente? Como chamar a atenção no ponto de venda, seja o produto inédito ou não? Como proteger melhor o produto? Ele vai precisar de barreiras à luz ou aos gases? Algum aspecto funcional pode atrair compradores? Quais equipamentos de envasamento o fabricante tem à disposição? Quais as matérias-primas indicadas para fabricá-las?

    No quesito matérias-primas, os plásticos aparecem como excelente opção. “Eu vejo claramente o avanço do plástico em vários segmentos em que ele não atuava. Sua versatilidade é incomparável. Tem boa resistência mecânica, pode ser transparente ou colorido, permite a adoção de barreiras a gases ou à luz, pode ser flexível ou rígido”, define Alvaro Azanha, engenheiro de alimentos com mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento de embalagens para esse ramo. Ele trabalhou por longo período na BRF. Deixou a empresa há seis meses, quando ocupava o cargo de consultor de inovação, para abrir sua própria consultoria, a How to Pack.

    Azanha ressalta que nem mesmo o aspecto no qual o plástico tem imagem mais negativa, a de causar danos ao meio ambiente, se justifica. A resina pode ser reciclada, na grande maioria das vezes. Além disso, as embalagens plásticas são muito leves, não há desperdício de material para sua construção. E o menor peso proporciona redução do combustível necessário e da poluição gerada no transporte das mercadorias. “O impacto real é muito menor do que o alardeado, as pessoas são influenciadas pelo fato de que as garrafas PET boiam, enquanto os outros materiais vão para o fundo dos corpos de água”, defende. Ele acredita que a indústria do plástico precisa se unir para mostrar as vantagens do material, explicar o impacto real que ele gera na natureza.


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