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18 de junho de 2017

Diversificação e presença de estrangeiros animam as vendas – Feiplastic

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Diversificação e presença de estrangeiros animam as vendas - Feiplastic

    Muitas novidades voltadas para o desenvolvimento de novas aplicações e aumento de produtividade das indústrias do plástico foram as atrações principais da Feiplastic, realizada de 3 a 7 de abril no Expo Center Norte, em São Paulo. A feira foi organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado com apoio da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). De acordo com dados da organizadora, o evento reuniu mil marcas expositoras nacionais e internacionais, com a participação de 15 países expositores.

    O balanço divulgado do evento foi classificado como bastante positivo pelos responsáveis pela feira. Com o apoio do Think Plastic Brazil, programa de apoio à exportação criado pelo Instituto Nacional do Plástico, e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) foi realizada a Rodada de Negócios Internacional. Ela contou com a realização de 217 reuniões, gerando aproximadamente R$ 40 milhões em negócios. Contou com a participação de 46 empresas brasileiras e 11 compradores de nove diferentes países, entre eles México, Argentina, Uruguai e Chile. Já na Rodada de Negócios Nacional, organizada pela Reed Exhibitions, foram mais de 60 reuniões que geraram cerca de R$ 20 milhões.

    Com expectativa otimista sobre o início de um período de recuperação da economia, organizadores e expositores exaltaram de forma unânime a importância de investir em inovação em momento de competitividade extrema como o atual. Para todos, em um mundo de negócios cada vez mais globalizado quem não investir em tecnologia aprimorada sofrerá para sobreviver. “A melhor maneira de enfrentar as dificuldades é aumentar a produtividade e passar a ser mais competitivo. A indústria do plástico possui essas condições, investe em inovação e está presente em inúmeros setores da economia, produzimos da seringa do posto de saúde até peças de avião”, resume José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast.

    O dirigente não quis entrar em detalhes sobre o surgimento da Plástico Brasil, feira idealizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e não referiu à ausência de grandes nomes da indústria de base nacional e de outras empresas que preferiram participar do evento concorrente. Ele ressaltou as qualidades da Feiplastic. “Essa feira não é só de máquinas, envolve todo o universo da cadeia do plástico, mostra o que há de novo em processos, sistemas, materiais, logística, relações comerciais; ela é visitada por pessoas com poder de decisão de compra”.

    Característica particular – Em momentos de crise ou não, a indústria do plástico tem uma característica particular em relação às demais matérias-primas do setor de transformação. Graças à versatilidade do plástico, sempre surgem possibilidades de novas aplicações em produtos os mais variados. Isso ocorre a partir do investimento em pesquisa e desenvolvimento feito por grandes multinacionais do mundo petroquímico. O segredo para essas empresas é detectar as necessidades dos consumidores e trabalhar em parceria com os transformadores para chegar a formulações de resinas e aditivos que atendam a demanda.

    Boa mostra das novidades oferecidas ao mercado pode ser conferido na Feiplastic. A nacional Braskem contou com o maior estande do evento, sempre muito frequentado. No espaço, a estratégia de marketing da empresa foi proclamar sua proximidade com o cliente, sua parceria na hora de desenvolver soluções inovadoras. “Estamos lançando novas famílias para as resinas de polietileno e polipropileno, além de divulgarmos nosso programa Wecycle, voltado para desenvolver soluções de reciclagem”, informa Walmir Soller, diretor de negócio polipropileno Brasil.

    Na linha de polietilenos rígidos, a empresa lançou a família Rigeo, com destaque para a resina Rigeo Lumios. Ela proporciona, de acordo com a empresa, aumento do brilho superficial e melhor acabamento às embalagens sopradas. Os mercados prioritários da empresa são os de cosméticos, higiene e limpeza e alimentos. Outro destaque foi dado à família Maxio, indicada ao mercado de ráfia. “Ela permite ganho de produtividade de 12% em sacarias e de 15% em tampas, com economia de energia ao transformador e maior ecoeficiência aos produtos”, ressalta Soller.

    Também foi lançado o polipropileno com a marca Amppleo, voltado para a produção de espumas de alto desempenho. De acordo com o diretor, essa resina suporta temperaturas até 100ºC sem deformar. Pode ser usada na produção de peças que exijam alta densidade (de 35 kg a 300 kg por metro cúbico) e permite redução de peso em relação aos materiais similares, além de excelente isolamento térmico e acústico. As peças confeccionadas com o Amppleo podem ser totalmente recicladas.

    Em paralelo à divulgação de suas marcas, a empresa divulgou, em seu estande, os resultados do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast). Iniciativa da Braskem em conjunto com a Abiplast, o programa foi lançado em setembro de 2013 e tem como principal vertente desenvolver programas de aumento de eficiência e acesso ao mercado internacional para a indústria brasileira de transformação. “Ele já beneficiou 480 empresas”.


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