Plástico

1 de fevereiro de 2013

Deficiência no sistema de saneamento básico sinaliza potencial de expansão das tubulações poliolefínicas

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Publicado por: Renata Pachione
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    FGS Brasil fabrica peças de PEAD de até 1.600 mm de diâmetro

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    O cenário é favorável para a indústria de tubos. Além dos megaeventos esportivos, Copa do Mundo e Olimpíada, que preveem investimentos em infraestrutura, o país carece de muitos recursos na área de saneamento básico. Estudo da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) indica a necessidade de investimentos superiores a 100 bilhões de reais para a rede de água e esgoto. Só a Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo possui um projeto para coleta de água estimado em mais de R$ 500 milhões.

    Esses dados sinalizam um grande potencial de expansão para o mercado de tubulações plásticas. Já há algum tempo, nota-se uma grande procura por tubos poliolefínicos. Aliás, a Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (Abpe) aposta alto no aquecimento dessa demanda; e não somente por causa da abertura do setor, mas, sobretudo, em virtude de suas características técnicas. “O PE vem sendo cada vez mais utilizado em redes e adutoras de água bruta e tratada, e esgoto sob pressão, em diâmetros em que tradicionalmente se utiliza PVC e mesmo o FoFo/Ferro Fundido”, comenta Claudia Regina Arruda, presidente da Abpe.

    Para ela, as tubulações de PE embutem uma série de vantagens, entre as quais aponta a garantia de significativa redução no custo final da obra e economia na manutenção, por conta da possibilidade de vazamento zero, além de o produto ser flexível, apresentar elevada resistência ao impacto e à maioria dos agentes químicos, e propiciar baixa incrustação e rugosidade.

     Claudia diagnostica aumento da demanda dos polietilenos

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    Outro benefício pertinente aos dias atuais diz respeito aos programas de redução de perdas de água por vazamento. Dados fornecidos por Claudia revelam que há um desperdício de cerca de 25% da água tratada nos municípios operados pela Sabesp no estado de São Paulo.

    Esses tubos, segundo ela, têm ainda a seu favor a instalação pelo Método Não Destrutivo/MND. “O PE é imbatível quando aplicado em ramais prediais de água, redes de gás combustível e inserções de tubos por MND”, argumenta Claudia. A técnica permite a execução de furo direcional abaixo da superfície, com inserção do segmento do tubo a ser implantado, puxado pelo próprio equipamento que executa a perfuração. A saber, esse tipo de tubulação é flexível e fornecido em bobinas de 100 mm, de acordo com o diâmetro.

    Se no passado, a falta de normas específicas ao setor de tubos poliolefínicos foi um empecilho para sua melhor aceitação, hoje não é mais. Em 2007 foi criada a Comissão Especial de Estudos para discutir normas pertinentes aos sistemas de distribuição e adução de água e transporte de esgoto sanitário sob pressão. “Destaca-se entre as normas disponíveis a NBR 15.561:2007, que especifica os requisitos, exames e métodos de ensaio para a fabricação e o recebimento de tubos de PE, projetados para uma vida útil de cinquenta anos, com diâmetros externos de 63 mm até 1.600 mm”, comenta Claudia.

    Mesmo no caso dos sistemas maleáveis, como o de polietileno reticulado (PE-X) monocamada, utilizado para água quente e fria, e o de PE-X multicamada, para o gás combustível, cujas demandas ainda não deslancharam no país, a normalização esteve na pauta da Abpe. Para o tipo monocamada, existe a ABNT NBR 15.939 desde 2011; e no caso da tubulação multicamada, a norma brasileira está em fase final de elaboração.

    PE-X – As apostas do grupo Tigre no avanço das tubulações PE-X são de longa data. Para Carlo Teruel, gerente de produtos da Tigre, o material vem galgando um espaço de destaque no mercado, mas ainda tem campo a ser explorado. Aliás, foi visando a esse potencial que a companhia resolveu investir na área. “Nossa linha receberá um novo complemento voltado para a condução de gás”, avisa, sem revelar mais detalhes. Flexível, o produto é de fácil instalação ponto a ponto, o que reduz o uso de conexões.

    Rolo de PE-X é um dos destaques do portfólio da Tigre

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    Esse tipo de sistema não é uma solução inédita. O PE-X multicamada para o gás, aliás, vem sendo utilizado nas tubulações da Europa há cerca de trinta anos. Ok, a realidade nacional difere muito da europeia, mas mesmo por aqui não


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