Feiras e Eventos

12 de janeiro de 2012

CSMAIP/ABIMAQ – Alto custo produtivos restringe crescimento dos bens de capital

Mais artigos por »
Publicado por: Wilson Carnevalli
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Em 2011, enfrentamos muitas dificuldades. Nossas empresas são extremamente competitivas, porém se compararmos o custo de produção nacional com países como Estados Unidos e Alemanha o nosso é 43,85% maior (Custo Brasil); e por aqui temos idênticas condições de produtividade. Tivemos também ao longo do ano uma moeda muito valorizada, favorecendo a importação e prejudicando nossas exportações.

    A estratégia que amenizou nossa posição negativa foi a conquista da prorrogação do Finame PSI. Apesar da elevação dos juros, ainda é o menor custo para a obtenção de recursos para financiamento, bem como prazo de dez anos para amortização.

    A euforia de investimentos para 2012 deverá ser grande, porém não podemos considerar um ano interessante, pois

    * Wilson Carnevalli é presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMAIP/

    alguns fatores nos preocupam. A crise mundial prejudica a captação financeira necessária para investimentos, pois os bancos, com os problemas que encontram na Europa e nos Estados Unidos, estão restringindo a oferta do crédito. Essa crise mundial faz com que haja procura, por parte de todos, por novos mercados compradores. Assim sendo, a presença de países com intenção de exportar para o Brasil será maior, ou seja, teremos mercado, porém teremos também grandes concorrências com empresas estrangeiras que necessitam vender. O mundo tem vivido uma queda considerável nos seus negócios, enquanto o Brasil, apesar de ter tido crescimento, teve diminuição no porcentual esperado, o que nos preocupa para o próximo ano.

    Outro item que demonstra a queda da evolução do crescimento são as recentes notícias das grandes companhias brasileiras anunciando a queda de seus investimentos anteriormente programados. Ressalva se faz com a indústria automobilística, pois várias montadoras estão anunciando investimentos em fábricas no Brasil. A Abimaq está trabalhando junto com o governo para que seja praticada uma política forte e correta, que defenda o conteúdo nacional, não só no processo produtivo bem como no valor do investimento.

    Um fator que influenciará a decisão de desenvolvimento das máquinas para materiais plásticos doravante será o consumo energético. O mundo, dentro da filosofia mais ambiental e de redução de custos, está de olho em máquinas econômicas, o que não será diferente no Brasil. O consumidor brasileiro já fala muito na necessidade de máquinas mais econômicas e isso deverá nortear os desenvolvimentos futuros.

    As máquinas estão caminhando para serem cada vez mais similares. Os fornecedores de insumos estão cada vez mais padronizando os componentes e estamos diante de commodities. Desta forma, a diferença serão os serviços de pré e pós-vendas, além do financiamento. Serviços serão fundamentais e não sobreviverá quem não tiver um bom relacionamento mais técnico com o cliente e pronto atendimento.

    Os produtores nacionais têm se dedicado a aumentar o retorno para seus clientes. Hoje, todos trabalham para manter e melhorar o nível de assistência e aumentar a produtividade dos equipamentos. Aliás, nestes quesitos, os associados da CSMAIP/Abimaq têm se esmerado e conseguido excelente retorno por parte de seus clientes, confirmando sua satisfação. Além disso, o conhecimento do mercado e das aplicações dá ao construtor nacional condições de oferecer soluções que garantam a flexibilidade suficiente para as necessidades de cada cliente.

    Falar de tendências para 2012 é o mesmo que falar de tendências com um prazo de alguns anos a mais. Hoje o foco dos produtores de equipamentos é no aumento de produtividade, aumento de confiabilidade e flexibilidade. Existe também movimento para facilitar cada vez mais a interface com o operador e aumentar o grau de controle e informações oferecidas ao transformador.

    O reforço de bases de assistência técnica e serviços cada vez mais próximos dos clientes deverá ser um ponto forte de apoio para diferenciar os concorrentes, principalmente os asiáticos. A grande diferença do produto brasileiro é que os serviços estão disponíveis em nossos horários e falamos uma só língua.

    Falar sobre as metas para o próximo ano de forma genérica, representando o grupo de produtores de máquinas e acessórios para plásticos não é uma tarefa fácil. Isso porque, cada um conta com uma estratégia própria, buscando nichos nos quais possam aumentar a sua participação. Apesar da preocupação momentânea com as economias maduras europeias, esperamos um crescimento no próximo ano. Esta expectativa fica baseada na confiança de que o Brasil irá manter seu crescimento em 2012 e nos avanços tecnológicos da indústria nacional, que oferece cada vez mais equipamentos competitivos internacionalmente.

    Além disso, ao optar por um produto nacional, o cliente gera empregos e consumo em um ciclo virtuoso, tem acesso a financiamentos interessantes como o Finame e conta com suporte muito mais próximo e eficiente do mercado local. Isso significa menos tempo de paradas, maior produtividade e, portanto, margens maiores no final. Apostamos no próximo ano, como grande aumento da produção, a renovação do parque industrial.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *